A Tarde

Treino do Bahia na segunda-feira de Carnaval na preparação do jogo contra o Feirense

Como seria bom ser jogador de futebol e nunca perder. Voltar pra casa e sempre contar para a família e os amigos que fez acontecer, jogou muita bola e saiu com o triunfo…

Por enquanto, esta tem sido a vida do zagueiro Willian Thiego com a camisa do Bahia. Depois de amargar a reserva por oito rodadas, entrou na fogueira do Ba-Vi e, desde então, tem dado conta do recado. São quatro partidas, nenhum ponto perdido e apenas um tento sofrido. “Mas eu fiquei louco com aquele gol que a gente tomou contra o São Domingos. Ouvi da arquibancada a torcida metendo o pau na zaga”, lembra o exigente beque, sobre o gol levado quando o tricolor vencia por 5 a 0.

Quarta-feira, às 21h50, o Esquadrão visita o Joia da Princesa, em Feira de Santana, para enfrentar o Feirense. É a oportunidade de alcançar, pela primeira vez na temporada, cinco triunfos consecutivos. Marca que a equipe não atingiu em 2010. Apesar da bela campanha do acesso na Série B, chegou mais perto no primeiro semestre. Vinha de quatro vitórias no Baianão, mas perdeu na sequência para o Atlético Goianiense, pela Copa do Brasil.

m 2009, estreou no Estadual com empate diante do Itabuna, porém, a partir do segundo jogo, contra o Ipitanga, vieram nove sucessos. Número expressivo, mas que Thiego acredita ser possível bater. “Dá, sim. A gente pode conseguir qualquer coisa”, garante, antes de ressaltar: “Os últimos dois jogos da primeira fase nós temos que ganhar de qualquer jeito.”

O zagueiro só lamenta o fato de a parada para o Carnaval ter acontecido justamente na melhor fase da equipe. “Acho que acabou dando uma quebrada no ritmo, mas, em compensação, deu pra descansar um pouco”, disse ele, que não foi à Avenida. Recebeu a visita da filha Wellen, de 5 anos, que mora com a ex-esposa, e preferiu ficar com ela tomando banho de mar e de piscina.

Sobre o período em que ficou fora do time titular, Thiego reserva críticas ao ex-treinador Rogério Lourenço. “Ele não me respeitou e não respeitou o critério. Eu vinha sendo titular na pré-temporada e o Nen só entrou porque eu não fui regularizado. Depois, ele preferiu colocar o Luizão. Não entendi o porquê”, reclama.

Águas passadas. Quarta-feira, vai jogar ao lado de Luizão, no lugar do suspenso Titi. “Nada a ver. Ele é meu amigão. O negócio era com Rogério”.