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Faz tempo que a torcida do Corinthians não sabe o que é comemorar uma classificação no mata-mata da Copa Libertadores da América. Mais exatamente 12 anos e 15 dias, desde que eliminou o Atlético-MG nas quartas de final da competição em 2000, em 23 de maio daquele ano. Desde então, confrontos de ida e volta para o clube do Parque São Jorge na América do Sul têm sido motivo para se esquecer.

Eliminado pelo Palmeiras nas semifinais da Libertadores da ocasião, o Corinthians coleciona insucessos no torneio desde então. Foram quatro participações, com três eliminações nas oitavas de final e uma na primeira fase, diante do Tolima-COL, em duelo que culminou na aposentadoria do atacante Ronaldo em 2011.

O principal carrasco corintiano desde então foi o River Plate-ARG, que derrubou o time em 2003 e em 2006 – nesta última, o tumulto da torcida provocou até mesmo a ocupação policial em partes do Estádio do Pacaembu. Em 2010, também nas oitavas de final, o carrasco foi o Flamengo, que passou para as quartas com uma derrota por 2 a 1 em São Paulo – o time rubro-negro venceu no Rio de Janeiro por 1 a 0 e se beneficiou do gol marcado fora de casa. Na sequência, foi eliminado pela Universidad de Chile.

Nesta quarta-feira, a história do Corinthians promete ser sofrida em virtude do resultado no duelo de ida. A equipe alvinegra precisa vencer por qualquer placar para se garantir. Já o Emelec avança com qualquer vitória ou com empate com gols. Um novo 0 a 0 leva o duelo para os pênaltis – e, por isso, as cobranças já andaram até sendo treinadas pelo técnico Tite.