Correio da Bahia

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A bola vai voltar a rolar no campeonato regional de maior sucesso no Brasil. O Nordestão levou milhares de apaixonados por futebol aos estádios na virada do século e será reeditado a partir de sábado. Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte estarão representados no torneio. Como nas edições anteriores, Maranhão e Piauí ficam de fora.

Disputada ininterruptamente de 1997 a 2003, a Copa do Nordeste teve uma edição isolada em 2010 e voltou a cair no esquecimento nos dois últimos anos. Dessa vez, haverá uma continuidade.

“Agora tem a chancela da CBF e é uma competição oficial. Hoje faz parte do calendário do futebol brasileiro e está garantido pela CBF por no mínimo 10 anos”, explica o presidente do Vitória, Alexi Portela, que também é o presidente da Associação dos Clubes Profissionais do Nordeste, que substitui a extinta Liga do Nordeste.

Todos os times ganham uma cota fixa de R$ 300 mil na primeira fase. Os custos de viagem são arcados pela Associação dos Clubes Profissionais do Nordeste. Somando receita de televisão, patrocínio, bilheteria e premiação, a estimativa dos organizadores do torneio é que o campeão do Nordestão vai receber, em média, R$ 3 milhões.

“A competição não significa só força, mas também receita para os clubes. Será negociado o patrocínio e os clubes vão receber por jogo mais do que receberiam na Série B”, afirma Alexi Portela Júnior, presidente do Vitória e da Associação dos Clubes Profissionais do Nordeste. Segundo ele, houve um acordo para que os grandes clubes da região, como Bahia e Vitória, recebessem a mesma cota de televisão que os pequenos, como o Feirense. “As cotas são todas iguais. O que é diferente é a premiação da competição”.