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A CBF recebeu na última semana um comunicado que oficializa a permissão para convocar qualquer jogador brasileiro para a disputa do Superclássico das Américas, no dia 11 de outubro, contra a Argentina. A partida será realizada em Pequim, capital chinesa. Antes, as seleções só podiam contar com atletas que atuassem nos dois países. Agora, a Conmebol, organizadora do torneio, abriu o leque.

Isso significa, por exemplo, que Neymar e Messi, companheiros de Barcelona, poderão se enfrentar depois da frustração da Copa do Mundo, quando o Brasil perdeu a semifinal por 7 a 1 e viu a Alemanha fazer a final contra seu maior rival.

Liberar o Superclássico para “estrangeiros” já era uma ideia da Conmebol quando anunciou a decisão do troféu em jogo único na China, outra mudança significativa. Em 2011 e 2012, houve duas partidas: uma no Brasil, outra na Argentina. Nos dois anos, a Seleção comandada por Mano Menezes levou a melhor. Ela é a atual bicampeã. Em 2013, a pedido de Luiz Felipe Scolari, que havia substituído o antecessor, o confronto não aconteceu.

A partida contra a Argentina será a terceira da nova comissão encabeçada pelo técnico Dunga. Antes, o Brasil vai enfrentar Colômbia, dia 5 de setembro, e Equador, no dia 9. Os dois amistosos serão disputados nos Estados Unidos.

O veto a jogadores de clubes de outros países deu chance a atletas inesperados nas edições anteriores. O lateral-esquerdo Cortez, o meia Renato Abreu e o zagueiro Durval foram alguns dos convocados. Por outro lado, jogadores ganharam espaço, caso do atacante Lucas, ou reapareceram com a camisa amarela, exemplo de Fred, antigo desafeto de Mano Menezes que teve uma chance justamente na despedida do treinador, em Buenos Aires. Seu gol levou a decisão do Superclássico para os pênaltis e o Brasil garantiu o bicampeonato.