Globo Esportes

vr3_francisco_21032016

O triunfo do Vitória sobre o Flamengo de Guanambi, na tarde deste sábado, pode não surtir o efeito necessário ao Vitória. Tudo isso por causa de uma polêmica fora de campo. A presença de Victor Ramos entre os titulares do Leão pode resultar em uma punição ao Rubro-Negro. O clube, por sua vez, nega qualquer irregularidade.

A escalação de Victor Ramos estaria em contradição com o parágrafo terceiro do artigo 20 do Campeonato Baiano. O texto diz que, em caso de transferência internacional, o atleta tem que ter o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até o dia 16 de março. Victor Ramos, que pertence ao Monterrey, do México, teve o nome publicado no dia 18 de março.
Entretanto, o vice-presidente do Vitória, Manoel Matos, negou que haja irregularidade com o zagueiro, em conversa com o GloboEsporte.com. De acordo com ele, a transferência foi nacional.
– Ele não “voltou” para o Brasil [porque ele teoricamente já estava no Brasil]. Ele não estava no México. A transferência foi feita pela CBF. Foi do Brasil para o Brasil. Foi transferência nacional. O time do México fez uma carta para a Fifa explicando a situação. Foi transferência feita pela CBF – afirmou o dirigente, em entrevista exclusiva ao GloboEsporte.com.

Em entrevista à rádio CBN de Salvador, Manoel Matos explicou por que a negociação seria nacional. Segundo ele, a documentação de liberação do atleta do Palmeiras não chegou a sair do Brasil e, por isso, a negociação não ser considerada como internacional.

– O Palmeiras teve a liberação dele, só que o clube não deu entrada de volta ao México. Ele estava liberado pelo Palmeiras. Existe um certificado nacional de transferência, que ele não saiu do Brasil. Ele não voltou ao México. A transferência é considerada nacional, porque o certificado de transferência estava no Brasil e passou do Palmeiras para o Vitória. O Palmeiras não tinha nada a ver, porque tinha liberado, estava em aberto, e o Monterrey fez a transferência para o Vitória. Não foi do Palmeiras para o Vitória. Foi bastante discutido com o Monterrey, a federação mexicana e todos os órgãos. O Vitória aguardou as decisões dos órgãos competentes, a federação mexicana, a CBF e o clube, foi quando o Vitória recebeu todas as informações e a CBF autorizou o registro dele – afirmou o dirigente à rádio CBN.

Victor Ramos, que pertence ao Monterrey, jogou 2015 pelo Palmeiras. O empréstimo ao time paulista se encerrou em dezembro do ano passado, conforme atesta o sistema da CBF. Neste caso, a indefinição ficaria por revelar de onde partiu a transferência do zagueiro: se do clube mexicano ou do brasileiro.

– A Federação [Bahiana de Futebol] só registra o atleta. A condição de jogo é a CBF que dá. No caso dele, que é uma situação que parece que foi feita através do Palmeiras, só a diretoria de registro da CBF, que é quem coloca e tira do BID [pode dizer se foi transferência nacional ou internacional]. Qualquer situação interna entre CBF e Fifa tem que ser com a diretoria da CBF. Quando o atleta tem alguma situação internacional, a Federação não fala. Pode ser que, entre eles, não tenha sido transferência internacional. Pode ter vindo direto do Palmeiras – disse o presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ednaldo Rodrigues.