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Em sua volta de mais uma licença, Marco Polo Del Nero encontrou sob a sua mesa na CBF uma proposta para mudança na Copa do Nordeste a partir de 2017. Ainda sob análise, o novo modelo diminuiria o número de participantes de 20 para 16 clubes, traria como novidade a criação de uma Série B e resguardaria diretamente a vaga dos times mais tradicionais no campeonato.

Na última temporada, Náutico e Vitória ficaram de fora por não conseguirem se classificar através de seus estaduais.

O atual campeão Ceará enfrenta hoje o mesmo drama e seria ausência no ano que vem.

Ele pode garantir o seu lugar, no entanto, através da ‘canetada’ em discussão com a CBF e com o Esporte Interativo, dono dos direitos de transmissão.

No projeto encaminhado pelo chamado Clube dos 7 (Bahia, Vitória, Sport, Santa Cruz, Náutico, Ceará e Fortaleza), a Série A do Nordestão teria os seus participantes definidos a partir do ranking da CBF e privilegiaria os grandes da região – os sete primeiros na lista (além do Ceará, Bahia, Sport, Vitória, Náutico, ABC e América-RN) teriam vaga direta. Os nove demais viriam através dos estaduais em sua primeira temporada.

A princípio, o discurso é de redução do poder das federações.

Se aprovado, de acordo com o novo formato, os estaduais passariam a dar acesso somente à Série B do campeonato a partir do segundo ano em vigência do modelo.

Seria formada uma ‘elite’ que atualmente não existe.

Entre os argumentos para a aprovação da proposta, estão ainda a maior audiência e valorização da Copa do Nordeste. Ela distribui hoje praticamente R$ 15 milhões entre seus participantes, um aumento de 33% em relação a 2015. Os dois representantes de Maranhão e os dois de Piauí ficam de fora do rateio na fase de grupos.

Uma reunião na próxima semana, no Rio de Janeiro, promete encaminhar o assunto.