r7

Índice

Diego Aguirre e Edgardo Bauza têm mais coincidências curiosas no passado do que aparentam. Além de estrangeiros, os técnicos de Atlético-MG e São Paulo, respectivamente, apresentam nas biografias capítulos ligados à equipe adversária nesta quarta-feira, quando, em Belo Horizonte, os dois clubes brasileiros se enfrentam para definir o primeiro semifinalista da Copa Libertadores.

Decidir na capital mineira uma vaga em competição sul-americana faz Bauza se lembrar logo do primeiro trabalho como treinador. Aos 40 anos, em 1998, aceitou o desafio de trabalhar no comando do time onde iniciou a carreira e do qual é torcedor, o Rosario Central. O argentino conseguiu logo na temporada de estreia levar a equipe até uma decisão de competição sul-americana, a extinta Copa Conmebol.

O time enfrentou na semifinal o atual campeão do torneio, o Atlético-MG, liderado pelo artilheiro Valdir. No primeiro jogo, empate em 1 a 1 na Argentina. Na volta, em pleno Mineirão, os argentinos surpreenderam ao ganhar por 1 a 0 e se garantirem na decisão. “Certamente o São Paulo jogará contra um estádio lotado na quarta, a torcida marcará presença, assim como foi no Morumbi. Mas, como sempre digo, a torcida não joga”, explicou nesta terça.

A primeira oportunidade de título escapou em seguida, na final contra o Santos nesta Copa Conmebol de 1998, quando o Rosario perdeu por 1 a 0 na Vila Belmiro e ficou no empate sem gols no estádio Gigante de Arroyito. E agora, 18 anos depois, Bauza reencontra em fase decisiva de Libertadores o adversário que precisou superar para chegar pela primeira vez à decisão de um título internacional como treinador.

Já a ligação do uruguaio Diego Aguirre com o São Paulo vem de 1990. O ex-atacante, que foi o autor do gol do título do Peñarol na Libertadores de 1987, vinha de passagem pelo Inter e em julho chegou ao clube do Morumbi. O reforço veio por indicação do técnico compatriota Pablo Forlán, que já tinha no elenco outro nascido no mesmo país, o atacante Juan Ramon Carrasco, atual técnico do River Plate, do Uruguai.

A passagem de Aguirre pelo Morumbi foi curta, com 17 jogos e sete gols. Depois de Forlán deixar o cargo, em outubro, o atacante não teve mais chances com o substituto, Telê Santana. O atacante uruguaio deixou o São Paulo no fim do ano para reforçar a Portuguesa na temporada seguinte.