Globo Esportes

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Os cinco primeiros dias de treinos da seleção olímpica do Brasil ainda não são suficientes para revelar uma escalação. Há um esboço, é possível desenhar a defesa e o ataque com quase certeza dos escolhidos, mas não foi essa a prioridade do treinador Rogério Micale, e nem deveria ser a de quem teve a chance de acompanhar suas diferentes atividades.

Criar conceitos para a equipe pareceu ser a prioridade da comissão técnica: saída de bola pelo chão, marcação intensa no campo de ataque, transição rápida para o ataque.

De segunda-feira até sexta, foram feitas muitas alterações na equipe dividida ou esboçada como titular. Mas elas estão diminuindo. No último treino de campo, por exemplo, em momento algum foi alterada a linha defensiva: Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos. Já se pode imaginar que assim começará a zaga do Brasil no amistoso do próximo dia 30, contra o Japão, em Goiânia.

No ataque, todos os treinos começaram com Gabriel Jesus, Gabriel e Neymar, e terminaram com Luan ao lado dos três, numa demonstração de que, sim, é possível imaginar um 4-2-4 em vários jogos e circunstâncias da Olimpíada.

A principal incógnita está no meio-campo, por conta dos desfalques. Renato Augusto só vai se apresentar no dia 27, já em Goiânia, mas não se imagina que um dos escolhidos para as três vagas com mais de 23 anos seja reserva da equipe. A tendência é que ele jogue ao lado de um volante – Thiago Maia tem sido mantido por mais tempo do que Walace e Rodrigo Dourado nos treinos – e um meia – Felipe Anderson largou na frente porque Rafinha, em recuperação de lesão na coxa esquerda, só treinou em campo nesta sexta-feira.

Por enquanto, todos os 15 jogadores de linha que se apresentaram tiveram chance de se apresentar num hipotético time titular. O esquema parece um 4-3-3, mas é arriscado falar nisso com Micale no banco. Ele mesmo admite usar o 4-2-3-1 como ponto de partida de um organismo vivo. Nos próximos dias, a as ideias devem ficar ainda mais claras.