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Ao final da Copa do Mundo, a Fifa concluiu que foi bem-sucedido o uso do árbitro de vídeo e apontou que o impacto na atuação dos juízes foi significativo. Foram 17 alterações de decisões da arbitragem em 64 jogos. Com essa proporção, o Brasileiro teria um total de 101 erros de juízes corrigidos em todo o campeonato.

Lembremos que a CBF e a maioria dos clubes optaram por não ter o VAR no Nacional em 2018. Embora com dinheiro em caixa, a entidade se recusou a pagar pelo mecanismo para o torneio de pontos corridos, e boa parte dos clubes votou contra ter de arcar com a tecnologia durante Conselho Arbitral. No entanto, para a Copa do Brasil, a CBF decidiu que irá arcar com o VAR a partir das quartas de final

É certo que o uso do VAR não significa erro zero. A Fifa entende que o acerto das decisões revisadas pelo VAR foi de 99,3%. Mas há lances subjetivos que são avaliados pela comissão de arbitragem da entidade de uma forma, e podem ter outra visão de outros juízes

A correção de erros óbvios pelo árbitro de vídeo, no entanto, é inegável. No caso da Copa, foram 455 lances checados de forma silenciosa pela equipe de arbitragem na frente da tela. A partir daí, 20 desses lances sofreram revisões no vídeo pelo árbitro de campo, e 17 tiveram decisões alteradas.

Com 380 rodadas, o Brasileiro teria um total de 101 equívocos corrigidos levando-se em conta a mesma proporção. Seria uma alteração de decisão a cada 3,8 partidas, isto é, praticamente três por rodada. Isso obviamente teria um impacto grande na tabela do Nacional.

A maioria dos equívocos tanto no Brasileiro quanto na Copa foi de pênaltis não marcados. Não por acaso houve uma explosão de penais durante o Mundial, sendo nove deles marcados por meio do auxílio do vídeo.