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Patrocinadora de 25 times que disputaram as séries A e B do Campeonato Brasileiro em 2018, a Caixa Econômica Federal ainda não definiu se vai manter o investimento no futebol em 2019. O impasse tem deixado dirigentes preocupados, principalmente os de clubes menores, que têm no valor a sua principal fonte de renda.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou em dezembro, por sua conta no Twitter, que vai rever os contratos de publicidade do banco estatal, o que inclui os acordos com clubes de futebol. O novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, tomou posse nesta segunda-feira.

Ao GloboEsporte.com, a Caixa informou que “a estratégia sobre a renovação dos patrocínios está em fase de definição”.

Em 2018, o banco investiu R$ 127,8 milhões em patrocínios aos 25 times. O maior valor foi destinado ao Flamengo, R$ 25 milhões, seguido por Cruzeiro, que teve R$ 10 milhões mais R$ 800 mil pelo título da Copa do Brasil, e Santos, Botafogo e Atlético-MG, com R$ 10 milhões cada. Os dados foram enviados pela Caixa após pedido do GloboEsporte.com (confira na tabela abaixo).

Segundo a Caixa, atualmente, apenas dois clubes têm contrato em vigor com o banco: Botafogo (até fevereiro) e Sport (maio). Os demais clubes receberam nos últimos dias um e-mail da estatal informando que não está autorizada a utilização do uso da marca da empresa até que a nova política de contratos seja definida.

Essa indefinição preocupa alguns clubes, principalmente os que têm no patrocínio da Caixa sua principal fonte de receita.

Em outros esportes, a Caixa patrocina a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT), além do Comite Paralímpico Brasileiro (CPB), todos com contrato que começaram em 2017 e vão até 2020.