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Drible. Velocidade. Atrevimento. Bastou um pouquinho de essência à seleção brasileira para tirar a carranca do desentrosamento e virar sobre a República Tcheca. A equipe levou 1 a 0 no primeiro tempo, o pior da era Tite, mas viu atacantes leves, jovens e velozes mudarem a cara de um time lento e moroso. Everton, David Neres e Gabriel Jesus, nessa ordem, entraram. E gostaram do jogo, de tabelar, de se aproximar. Se o técnico da Seleção queria oportunizar, foram os jogadores que o oportunizaram novas ideias para a Copa América que vem aí. Firmino e Jesus, duas vezes, garantiram o 3 a 1.

Um horror o primeiro tempo da seleção brasileira. Individualmente, alguns jogadores estiveram irreconhecíveis, especialmente no sistema defensivo. Casemiro errou demais e, após tentativa de corte de Allan, a bola passou entre as pernas de Marquinhos e sobrou para Pavelka acertar o canto de Alisson (foto). No ataque, o Brasil também foi uma nulidade. Firmino pouco pegou na bola e nem a inversão de lados entre Coutinho e Richarlison impediu uma atuação para ser completamente apagada.

O Brasil voltou com Everton no lugar de Paquetá e o 4-2-3-1 em vez do 4-1-4-1. Empatou logo, ainda sem jogar bem, mas com atitude. Firmino pressionou e contou com falha bizarra da zaga tcheca para empatar. Tite mal comemorou. Preferiu agir, e agiu bem. Colocou David Neres e Gabriel Jesus nos lugares de Richarlison e Coutinho. Mais veloz, leve, com Everton na esquerda e Neres na direita, o gol se tornou questão de tempo. Primeiro, Neres tabelou com Arthur e perdeu cara a cara com Pavlenka, que fez boa defesa. Depois, recebeu de Danilo em contra-ataque rápido e deixou Gabriel Jesus com gol aberto para virar o jogo.

Os próximos jogos do Brasil já serão com o grupo da Copa América, convocado no dia 17 de maio. Em 5 de junho, a equipe enfrentará o Catar, no Maracanã. No dia 9, rival ainda desconhecido, no Beira-Rio. Em seguida, iniciará sua caminhada no torneio continental, dia 14 de junho, contra a Bolívia, no Morumbi.