Atarde

A histórica decisão tomada nesta terça-feira, 24, para adiar por um ano os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 devido à pandemia do coronavírus apresenta novos desafios para os organizadores.

“Adiar os Jogos Olímpicos não é como reagendar uma partida de futebol para o próximo sábado”, previa no último fim de semana Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), em referência à magnitude do desafio.

Seguem alguns exemplos para dar uma ideia da amplitude do quebra-cabeça que os organizadores olímpicos terão pela frente:

Tudo depende das novas datas que ainda serão definidas, mas encaixar Jogos Olímpicos em uma agenda esportiva de 2021 já sobrecarregada é um pesadelo logístico para o próximo verão boreal (Hemisfério Norte): estão agendados Mundiais de atletismo e natação, além da Eurocopa e a Copa América de futebol, que também foi adiada para 2021.

A lenda americana do atletismo Carl Lewis sugeriu organizar os Jogos de Tóquio em 2022, mesmo ano dos Jogos de Inverno de Pequim, para criar “um ano de celebração olímpica”, mas esta opção foi descartada e o evento acontecerá em 2021.

As Federações Internacionais de Atletismo (IAAF) e Natação (Fina) já anunciaram suas predisposições a colaborar para criar um espaço no calendário para os Jogos, modificando as datas de seus respectivos Mundiais de 2021, previstos em Eugene (Estados Unidos) e Fukuoka (Japão), respectivamente.