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Os grandes clubes do futebol brasileiro estão preocupados com as finanças em meio ao avanço do coronavírus que paralisou todas as atividades por tempo indeterminado. Redução parcial e provisória nos salários dos jogadores acima de R$ 40 mil, relaxamento no pagamento de direitos de imagem e antecipação de direitos de transmissão são algumas das medidas em análise, como mostrou o UOL Esporte.

Mas o mundo é diferente do outro lado da ponte. Enquanto os donos das maiores receitas do esporte nacional planejam cortes salariais, tem time que está cortando o elenco inteiro em meio à paralisação.

O caso é simples: a última contagem da CBF fala em 742 clubes profissionais de futebol, mas só 128 disputam o Campeonato Brasileiro, da Série A à Série D. Ou seja, mais de 80% das equipes não estão preparadas para pagar mais do que quatro ou cinco meses de salário ao ano, enquanto durarem os Estaduais. Um enorme grupo de jogadores profissionais e funcionários já começa a se inquietar em meio à pandemia.

Para jogador de clube grande, a preocupação é o calendário, é manter a forma. Para jogador de clube pequeno é a sobrevivência, é não deixar a sua família passando necessidade.

Entre depoimentos anônimos (como o anterior) e outros de cara limpa, como do meio-campista Kaio Wilker, do Rio Branco-PR, a conclusão é única: não está fácil para ninguém. Mas para alguns está pior ainda. “Só tínhamos essa competição para alcançar uma visibilidade. Era nosso prato de comida jogo após jogo. Agora nem sabemos se volta. É esperar essa pandemia sanar.”