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:: 11/maio/2020 . 17:43

Jogos com público só devem ocorrer após vacina, aponta relatório

EsporteIg

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná ( UFPR ) ligados ao Instituto de Pesquisa de Inteligência Esportiva divulgaram, na última semana, um documento que conclui que jogos com os espectadores só devem ocorrer após a descoberta de uma vacina contra a Covid-19. De acordo com a instituição, trata-se do primeiro material elaborado sobre o esporte diante da pandemia, amparado em evidências científicas.

O documento é assinado pelo advogado Paulo Schimitt, coordenador da comissão de integridade da Federação Paulista de Futebol ( FPF ), juntamente com o professor Fernando Mezzadri. Segundo ele, no cenário de manutenção do isolamento social, as práticas esportivas devem acontecer sem nenhum contato físico e mantendo a distância de pelo menos um metro.

— As atividades devem se limitar em práticas como caminhada, ciclismo, corrida, exercícios em casa, yoga, alongamentos, entre outras, sempre evitando qualquer forma de aglomeração ou de incentivo à circulação de pessoas. Sempre que possível as pessoal podem caminhar perto de suas residências e não devem procurar ir aos parques para realizar as atividades — explica Mezzadri.

De acordo com o professor, este não é o momento para a reabertura de academias, por exemplo. O relatório destaca ainda a importância do uso de máscaras e da higienização e desinfecção de locais e objetos.

No que diz respeito à prática profissional, quando for possivel a sua retomada, é indicado uma série de cuidados: diagnosticar atletas e demais envolvidos, medir a temperatura e fazer testagem rápidas em quem frequenta os centros de treinamento, propor atividades em grupos reduzidos e pensar em realizar eventos em localidades menos afetadas pela doença, e com ausência de público . Mas Mezzadri reforça que isso não deve ocorrer agora.

— Tanto os atletas quanto as pessoas devem fazer os testes como uma forma de controle e precaução, mas a volta aos treinamentos normais e as competições ainda não devem ocorrer agora. Consideramos muito precipitado o retorno as competições pelo atual estágio da pandemia no Brasil — explica.

Volta do futebol tem apoio de 33% dos torcedores brasileiros, diz pesquisa.

Uol

Um a cada três torcedores de futebol brasileiro apoia a proposta de retornar com as competições imediatamente, aponta uma pesquisa liderada por algumas das principais autoridades em gestão esportiva do país. O número coincide com a aprovação do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que era de 33% na última medição do Datafolha. O presidente tem sido o principal entusiasta da ideia, enquanto o país supera os 11 mil mortos pelo novo coronavírus.

“A gente tem duas hipóteses para esse número, mas não temos como identificar, porque não perguntamos na pesquisa. Uma é o viés político dos respondentes. Outra é a questão das torcidas organizadas, que a gente entende que estão mais propensas a defender o retorno do futebol. Do ponto de vista do torcedor há uma crise de confiança. Tirando esses 33%, pegando os demais 67%, ele quer garantias para voltar ao estádio”, analisa o professor Ary José Rocco Jr, da USP, um dos responsáveis pelo estudo.

A pesquisa foi realizada a partir de formulário online, e tem 95% de confiabilidade e 2% de margem de erro, de acordo com os autores, que a realizaram de 5 a 8 de maio. Nesta segunda (11), eles publicaram a primeira parte dos achados. Responderam o questionário 3.032 pessoas, das quais 3.000 foram consideradas válidas.

Dos entrevistados, 44% são torcedores habituais, que dizem frequentar a maioria dos jogos de seus times, 37% vai ao estádio esporadicamente e 11% respondeu que vai somente às partidas principais. Já 8% dos entrevistados disse não frequentar estádios. As respostas desses últimos foram desconsideradas para as análises.

Os pesquisadores quiseram saber: “Você é a favor da volta imediata dos campeonatos de futebol, mesmo sem a presença de público nos estádios?”. A essa pergunta, 61% dos entrevistados disse “não” e 33% disse “sim”. Os demais 6% não opinaram.

Federação alemã anuncia novas regras para volta da Bundesliga

MSN

A Bundesliga será retomada neste sábado (16), mas a Liga de Futebol Alemã (DFL) anunciou novas medidas que jogadores e comissão técnica dos clubes deverão respeitar durante as partidas do campeonato.

Cinco duelos marcarão o reinício da competição, com destaque para o clássico entre Borussia Dortmund e Schalke 04, que é conhecido como derby do Vale do Rhur. A Bundesliga estava paralisada desde o dia 8 de março em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

Para evitar uma possível disseminação da doença, os atletas não poderão dar abraços ou se cumprimentar com as mãos. Além disso, os jogadores também precisarão utilizar máscaras no banco de reservas.

Já os treinadores serão obrigados a usar máscara, mas poderão tirar a proteção para passar instruções aos atletas, mas só se estiver a uma distância de 1,5 metro de outras pessoas.

Antes da bola rolar, os jogadores também não poderão tirar fotografias oficiais, além de não ser permitido que crianças acompanhem os atletas na entrada do campo. Cada equipe sairá para seu lado do gramado de forma separada.

De acordo com o protocolo da volta da liga alemã, a partir desta segunda-feira (11) todas as equipes estarão em quarentena, em um isolamento obrigatório. Todos os exames para o coronavírus realizados nos atletas tiveram resultados negativos.

A segunda divisão do Campeonato Alemão também será retomada no dia 16 com quatro jogos. Faltando nove jogos para o fim da Bundesliga, o Bayern de Munique é o líder da liga, com 55 pontos, quatro a mais que o segundo colocado Borussia Dortmund. Red Bull Leipzig (49), Bayer Leverkusen (47) e Schalke 04 (37) aparecem na sequência.(ANSA)

Brasil é maior empecilho para eventual reinício da Libertadores

Globo Esportes

País com mais equipes – sete – na Copa Libertadores da América, o Brasil é o maior empecilho para a retomada da principal competição do futebol sul-americano. Com a expansão da pandemia do coronavírus por seu imenso território, marcado por gritantes diferenças climáticas, geográficas e econômicas, o Brasil lida com cenários distintos e incertos.

Embora esportivamente seja apenas um país, as condições econômicas e sanitárias de cada região representam um gigantesco desafio de logística. Apenas duas regiões brasileiras estão envolvidas na disputa da Libertadores em 2020: Sul e Sudeste. Uma delas, a Sudeste, é o epicentro da pandemia em solo brasileiro. Justamente a que reúne quatro das sete equipes que disputam a competição.

A situação atual na região Sul é bastante mais tranquila. Quando escrevo este texto, no dia 11 de maio de 2020, o estado do Paraná (Athletico) contabiliza 1.835 casos e 109 mortes. Os dados do Rio Grande do Sul (Grêmio e Inter) apontam 2.542 casos e 97 mortes. São Paulo (Santos, São Paulo e Palmeiras) tem 45.444 casos e 3.709 mortes, e o Rio (Flamengo) contabiliza 17.062 casos e 1.714 mortes. O Brasil tem mais casos de covid-19 do que todos os países da América do Sul somados. Dados oficiais, que não alcançam a situação real, que envolve uma subnotificação gigantesca.

Cada região tem lidado de forma diferente com a pandemia. Assim com cada país sul-americano tem uma situação particular. O Brasil adotou medidas de contenção consideradas brandas se comparadas às dos demais países do continente. Em alguns houve toque de recolher, multas pesadas, obrigatoriedade do uso de máscara, fechamento de fronteiras.

Uefa estuda cortar fases preliminares das próximas competições europeias

MSN

A Uefa já começa a planejar como serão as suas competições na próxima temporada, de acordo com o “The Times”. Por conta do atraso da atual temporada, é possível a próxima que Liga dos Campeões e Liga Europa só tenha início em outubro. Além disso, deve-se levar em conta que a Eurocopa será jogada a partir do dia 11 de junho. Com isso, os torneio continentais podem sofrer cortes em seus modelos.

Nos estudos, uma das formas mais fáceis para contornar o problema seria reduzir as fases preliminares das competições. A entidade pensa em realizar todas as partidas de mata-mata em um único jogo e em campo neutro. Outra opção é fazer somente a última partida dos playoffs com os campeões de ligas com maior coeficiente e compensar financeiramente outras equipes que seriam impedidas de disputar o maior torneio de futebol da Europa.

No entanto, o maior problema não está na Liga dos Campeões que já tem 24 dos 32 times classificados antecipadamente, mas a Liga Europa, em que apenas 17 clubes tem vaga garantida. As outras equipes concorrem nas rodadas preliminares que estão em risco de serem anuladas.

Governo britânico veta esporte profissional até o início de junho, em dia de reunião da Premier League

Globo Esportes

Enquanto a Premier League segue debatendo o “Projeto Recomeço”, com seus clubes divididos quanto à retomada da temporada, o governo britânico indicou nesta segunda-feira que nenhum evento esportivo deve ser realizado até junho. As autoridades do Reino Unido publicaram um documento de 50 páginas detalhando as medidas para afrouxar o isolamento social – e nele consta a proibição dos esportes profissionais até, pelo menos, 1º de junho.

A partir deste posicionamento oficial do governo, a Premier League debaterá seus planos para retomar o Campeonato Inglês, assim como o retorno dos clubes aos treinamentos. Como o primeiro-ministro Boris Johnson não havia citado os esportes em seu pronunciamento no último domingo, era esperada uma manifestação por parte das autoridades britânicas para um possível planejamento em meio à pandemia do novo coronavírus.

Em meio ao cenário com diversas indefinições, os clubes da Premier League estão reunidos nesta segunda-feira para debater o “Projeto Recomeço”, que vem dividindo opiniões sobre uma data para retorno do campeonato ou mesmo a medida de disputar as partidas em campos neutros. O Campeonato Inglês está paralisado desde o dia 13 de março por conta da pandemia do novo coronavírus e ainda tem nove rodadas a serem disputadas, com um total de 92 jogos.

Apesar do documento apontar um veto ao esportes profissionais até o início de junho, esse prazo pode ser estendido, de acordo com a situação da epidemia no Reino Unido. O governo irá avaliar a situação dia a dia, com uma escala de risco de 1 a 5 atualizada diariamente. Caso as medidas de afrouxamento levem a um aumento no número de casos e óbitos, a tendência é que elas sejam abortadas, e novos prazos sejam definidos.

O documento governamental indica que a partir de 1º de junho será permitido que “eventos culturais e esportivos ocorram a portas fechadas serem transmitidos, evitando o risco de contato social em larga escala”. A imprensa inglesa indica que o esporte só deve contar com público novamente após a criação de uma vacina.

A Premier League precisa tomar uma decisão quanto à retomada do Campeonato Inglês até o dia 25 de maio, prazo dado pela Uefa para que as ligas decidam sobre um possível encerramento prematuro ou mudança de formato nas competições. Entretanto, a tendência seria a retomada da temporada em junho e sua conclusão até agosto. Ainda estaria em aberto o prazo para retorno aos treinamentos de todos os clubes – embora algumas equipes já venham treinando em seus CTs.

Criadores do spray para a arbitragem no futebol pedem prisão de presidente da Fifa e indenização de quase R$ 220 milhões

ESPN

Pablo Silva e Haine Allemagne, criadores do spray utilizado por árbitros no futebol, pedem a prisão de um a quatro anos para dirigentes da Fifa, incluindo o presidente Gianni Infantino. Eles alegam que o artifício tem sido usado na modalidade sem consentimento e que a entidade máxima do futebol tem violado as patentes da invenção.

O processo corre em um tribunal brasileiro há quatro anos e o desfecho deve ser conhecido nos próximos dias. Silva e Allemagne (argentino e brasileiro, respectivamente) contrataram Cristiano Zanin Martins, advogado responsável pela libertação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, e pedem mais de 40 milhões de dólares de indenização (quase R$ 220 milhões).

“Estamos à espera da decisão do tribunal de primeira instância. Vamos exigir que Gianni Infantino e todos os outros sejam presos, além da penhora de bens e contas”, disse Silva ao jornal espanhol As.

De acordo com os inventores do spray, eles tinham um acorda com o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter para a utilização do acessório a troco de 40 milhões de dólares. No entanto, o escândalo do “Fifa Gate” fez com que a comunicação entre as partes fosse perdida. Segundo eles, a Fifa tem utlizado o spray desde então sem cumprir o acordo.

“Fomos pacientes, mas depois vimos que usaram a spray na Copa do Mundo na Rússia, em 2018, quando uma providência cautelar o impedia”, acrescentou Silva. Ele ainda destaca que pretende levar o caso aos tribunais nos Estados Unidos.

Na Coreia do Sul, jogadores não seguram emoção na hora do gol e ‘atropelam’ protocolo da liga

Fox

O Campeonato Sul-Coreano teve a sua primeira rodada encerrada neste domingo (10) com duas partidas, e em uma delas os jogadores não seguraram a emoção na hora dos gols e acabaram ‘atropelando’ o protocolo da liga para que o futebol voltasse em meio à pandemia do novo coronavírus.

Jogando em casa, o Pohang Steelers – responsável por tirar de forma incrível o título da última temporada do Ulsan e ajudar o Jeonbuk Motors a ser campeão – venceu o Busan I’Park dos brasileiros Rômulo e Gustavo Vintecinco, titulares, por 2 a 0.

E na hora da comemoração, os atletas acabaram não seguindo algumas das recomendações da K-League, como é chamada a competição oficialmente.

Aos 24 minutos do primeiro tempo, Stanislav Iljutchenko completou de cabeça cruzamento da direita de Kim Yong-Hwan, saiu para celebrar e foi abraçado por ao menos três companheiros (os camisas 26, 13 e 77).

O primeiro, Aleksandar Palocevic, chega a subir nas costas do colega alemão e o abraça pelo pescoço (assista no vídeo abaixo a partir de 2m31s).

Pelo protocolo da liga, cumprimentos estão vetados, mesmo na hora dos gols.

Aos 26 do segundo tempo, Palocevic fez o segundo gol do Pohang Steelers cobrando pênalti. E embora desta vez os abraços não tenham se repetido, o sérvio não pensou duas vezes: pôs a bola por baixo da camisa (até aí, ok) e depois levou o dedo polegar da mão direita à boca (assista no vídeo abaixo a partir de 7m40s).

Um gesto típico no futebol de quando se faz uma homenagem a algum bebê que se está por vir, do próprio jogador ou de alguém da família.

Mas o dedo suado e sujo na boca pode ser uma via de entrada para o coronavírus, daí a infelicidade do atleta.

Dificilmente a K-League vai adotar qualquer medida de punicação, seria estranho até, e deve no máximo reforçar os cuidados. Mas fica claro que a volta do futebol lida com emoções que são praticamente impossíveis de serem controladas em alguns momentos.

Cristiane e Galvão veem evolução do futebol feminino, mas narrador diz: “Ainda há muito a se fazer”

Globo Esportes

Exibida novamente pela TV Globo neste domingo, a conquista do ouro no Pan-Americano de 2007 marcou época na história do futebol feminino brasileiro. Depois de quase 13 anos, personagens envolvidos naquela decisão admitem que houve grande evolução. Mas é preciso mais.

O narrador Galvão Bueno repetiu inúmeras vezes durante a transmissão original que era necessário dar mais estrutura às jogadoras e ao futebol feminino no Brasil. Neste domingo, após rever o 5 a 0 sobre os Estados Unidos, ele reconheceu que o pedido dele, e de todos envolvidos no esporte, foi parcialmente atendido.

– Esses últimos finais de semana, meu coração tem passado por todos os testes que poderia. Esse momento no Maracanã foi um dos que mais me encantou na vida. E sobre essa frase que eu dizia, que pedia às autoridades para fazer algo para o futebol feminino, algumas coisas já foram feitas, mas ainda há muito a se fazer. Essa geração, essas mulheres do futebol feminino brasileiro, elas merecem muito mais por tudo que fizeram – comentou o narrador.

Atacante do Santos, Cristiane, de 34 anos, foi autora de dois gols na final do Pan e oito na campanha de 2007. A jogadora, que defende a seleção brasileira desde 2003, reconhece que as atletas encontram uma estrutura muito mais favorável depois de tantos anos.

– Nossa, foi gigantesca (mudança). Não tínhamos todas meninas com clube fixo e naquela época tinha que existir a seleção permanente justamente por isso, porque nem todas meninas conseguiam ter um ano de quatro, cinco meses de calendários. Era bem difícil disputar campeonato.

“Nos jogos internacionais, eram muito menos. Na Copa (de 2007), na final coma Alemanha, se não me engano, elas tinham feito 55 jogos oficiais, e nós três ou quatro, e ainda assim chegamos a uma final de Copa. Hoje em dia, faz muita diferença esses jogos existirem”, comentou a atacante.
Apesar do resultado e dos pedidos em 2007, o Campeonato Brasileiro Feminino só surgiu em 2013, seis anos depois. Atualmente, são cinco torneios oficiais da entidade: as duas primeiras divisões, uma Copa do Brasil e dois torneios de base, sub-18 e sub-16.

Conmebol acredita em volta da Libertadores em setembro, diz jornal

Galáticos Online

Ao que tudo indica teremos a continuidade de Libertadores da América e Copa Sul-Americana em 2020, com retorno previsto para setembro. Ao menos é no que acredita a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), segundo reportagem do diário Olé deste domingo (10).

O períodico argentino apurou que a entidade segue trabalhando com vários planos, e que tem um esboço de calendário para a retomada da competição, que parou após a disputa da segunda rodada da fase de grupos.

O entendimento é que para as 11 datas restantes (quatro da primeira fase + seis de oitavas, quartas e semis + uma da decisão), já incluindo a final em jogo único a ser realizada no Maracanã, no Rio de Janeiro, seriam necessárias pelo menos 15 semanas.

A Conmebol, presidida pelo paraguaio Alejandro Domínguez, vê como improvável que se consigam 11 semanas seguidas com partidas apenas de Libertadores e Sul-Americana – por conta dos campeonatos nacionais de cada país.

Mas a reportagem deixa duas coisas muito claras. A primeira, é a de que a Conmebol também trabalha com a hipótese de a final ser jogada apenas em 2021, em janeiro, se necessário.

E a segunda, a de que não haverá Mundial de Clubes em dezembro, previsto para acontecer o Catar, país-sede da Copa do Mundo de 2020. A competição é organizada pela Fifa.

Presidente da FPF compara situação dos times grande e pequenos durante a pandemia

Futebol Interior

Os efeitos da pandemia de coronavírus afetam todos os setores da sociedade e com o futebol não é diferente. O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, comentou a situação pela qual passa o futebol do estado de São Paulo.

Para o dirigente, tanto os times grandes quanto os pequenos terão de se adaptar à nova realidade e todos serão afetados. “Os grandes clubes podem até ter receita maior, contratos mais generosos, mas suas despesas e compromissos também são muito maiores. Se analisarmos a situação dos clubes que fazem parte do calendário nacional de competições, esses times têm contratos com atletas de mais de um ano de duração. Os menos, como por exemplo 90% da Segunda Divisão de São Paulo, não tinha sequer registrado atletas. Então enquanto essas equipes ficarem sem atividades, seu custo fixo é muito pequeno. É difícil. É um drama. Mas eles não têm folha de pagamento alta”, explicou em entrevista à Revista Veja.

Reinaldo Carneiro Bastos ainda falou sobre a possibilidade de retorno das competições paulistas o mais rápido possível.
“Nós temos apenas seis rodadas por fazer. Dos 16 clubes que disputam o campeonato, em apenas duas rodadas ficam apenas os oito classificados para a próxima fase. Após a terceira data de jogos, sobram apena quatro times. Ou seja, isso simplifica a organização. Mas em todas partidas respeitaremos os mesmos protocolos de saúde. Quando possível, poderemos retomar o campeonato com segurança para todos os envolvidos”, disse.

O dirigente acredita ainda em uma mudança em toda a sociedade, bem como o futebol, após esse período de pandemia.

“O futebol não é exceção. Toda a sociedade está sofrendo e vai se modificar. Estamos todos nos reinventando tanto na parte material, mas também na parte mental”, concluiu o presidente da FPF.

Pesquisa ouve 511 jogadores de SP: maioria quer voltar, mas por necessidade.

Uol

A maioria dos jogadores de futebol do estado de São Paulo apoia a volta do futebol, mas tem como principal motivo a necessidade financeira, e há temor e receio pela saúde em meio à pandemia do novo coronavírus. Esta foi a conclusão de pesquisa encomendada pelo Sindicato dos Atletas de Futebol do Município de São Paulo (Siafmsp) à consultoria Esporte Executivo. O trabalhou ouviu 511 atletas de times masculinos e femininos das Séries A1, A2 e A3 do Campeonato Paulista – entre os homens, foram ouvidos representantes de todos os clubes que disputam as três divisões.

De 6 a 9 de maio, os jogadores puderam responder se são favoráveis ou contrários à retomada das atividades do futebol. Depois, puderam apontar as razões principais de cada resposta dentre uma série de itens oferecidos, podendo escolher uma ou mais alternativas. O índice de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro é de 4%.

Do total dos entrevistados, 64,2% se disseram favoráveis à retomada do futebol, enquanto 35,8% foram contrários. Entre os que votaram a favor, o principal motivo escolhido (52,2%) foi “preferiria não voltar, mas precisa financeiramente desse retorno”. Atletas também afirmaram que acreditam que haverá uma estrutura montada para preservar sua saúde – 49,4% assinalaram essa opção. Apenas 9,6% afirmaram que “a Covid-19 não é tão preocupante como a sociedade e a mídia têm apresentado”. Os jogadores puderam assinalar mais de uma razão para cada resposta.

Dentre os 35,8% dos jogadores que se posicionaram contra a retomada das atividades, o motivo mais apontado (76,4%) foi “não acredito que haja segurança suficiente para a saúde dos atletas”. 51,7% disseram que, com a pandemia, não é o momento de pensar em futebol. Com salários atrasados, 24,2% afirmaram que se sentem desrespeitados ao serem forçados a enfrentar a doença. 9,6% se dizem pressionados por suas famílias para não retornarem.

O cenário geral da pesquisa mostra temor pela saúde em grande parte dos jogadores, mas um apoio à volta por necessidade financeira. “Ao longo do trabalho, pudemos observar que existe uma clara preocupação com a saúde para a maioria deles. Mas o desamparo de uma profissão com carreira curta e pouco rentável para a maioria faz com que critérios outros para a subsistência, como o financeiro, se sobreponham ao medo da possível contaminação. Temos, ao fim, no futebol, um retrato da sociedade”, diz Vinicius Lordello, CEO da Esporte Executivo.

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