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:: 14/maio/2020 . 15:13

Otimista, Guarani confia em ‘final feliz’ por renovação com o atacante Júnior Todinho

Da Redação
Fonte Futebol Interior

Após oficializar a renovação de quatro atletas para sequência da temporada, o Guarani tem bem definido o próximo objetivo durante a quarentena: acertar a renovação com Júnior Todinho e com Thallyson.

A dupla, titular do Bugre nos últimos jogos do Campeonato Paulista, está nos planos do Conselho de Administração para disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, mas ainda não assinou nenhum pré-contrato.

Internamente, time campineiro adota otimismo na permanência dos jogadores, cujos contratos venceram no último dia 30 de abril, e planeja assinar até o fim do ano, apesar de sondagens de alguns concorrentes no mercado antes da paralisação mundial.

Todinho é o artilheiro do Alviverde no Paulistão, com seis gols em nove jogos, enquanto Thallyson retomou a titularidade após se recuperar de lesão e foi o herói da vitória no Dérbi 196 com gol no fim.

Presidente diz que existe a possibilidade do Vitória da Conquista não disputar a Série D

Bahia Notícias

O presidente Ederlane Amorim disse que existe a possibilidade do Vitória da Conquista não disputar a Série D do Brasileiro. Com a crise financeira gerada pela pandemia do coronavírus ao paralisar o futebol no Brasil, o clube tem sofrido com o corte nas já pequenas receitas que tinha.

“Dependendo do formato, se vai ser mantido, se não tiver apoio, porque financeiramente estamos numa situação muito, mas muito difícil mesmo, como nunca houve na nossa curta história. Vamos aguardar para ver de que maneira será feita, se a CBF também vai poder acatar algumas desistências sem que seja caracterizada abandono, já que o prazo era até o dia 18 de março, se não me engano, para desistir. Como não iniciou a competição no prazo previsto, talvez possa haver alguma mudança na legislação. Então, é aguardar para ver que posicionamento vamos tomar dependendo do momento que se divulgue esse reinício das atividades”, disse em entrevista ao Bahia Notícias.

A Série D do Brasileiro estava marcada originalmente para começar no último dia 2 de maio com a fase preliminar. No entanto, com a pandemia, a CBF suspendeu todas as suas competições por tempo indeterminado. O Vitória da Conquista foi sorteado no Grupo A4 ao lado de ABC, Central-PE, Coruripe-AL, Frei Paulistano-SE, Itabaiana-SE, Jaciobá-AL e Potiguar-RN.

Conmebol adianta cotas de Libertadores e Copa América adiada

Uol

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) enviou US$ 10 milhões (R$ 60 milhões) às dez associações filiadas como adiantamento da cota da Copa América que foi adiada de 2020 par 2021. Cada confederação, entre elas a CBF, recebeu US$ 1 milhão (R$ 6 milhões).

O dinheiro faz parte de um pacote que a confederação sul-americana preparou para ajudar seus membros durante a pandemia do novo coronavírus. Foram adiantados também US$ 55 milhões (R$ 328 milhões) das cotas da Libertadores e da Sul-Americana, valor dividido entre os clubes participantes, e outros US$ 14 milhões (R$ 83,5 milhões) às confederações por meio do fundo de desenvolvimento — US$ 1,4 milhão a cada associação (R$ 8,3 milhões).

No caso da Libertadores, a Conmebol adiantou aos clubes até 60% do total equivalente à fase de grupos, ou US$ 1,8 milhão (R$ 10,6 milhões). Para a Sul-Americana, os 60% referentes à segunda fase valiam US$ 225 mil (R$ 1,3 milhão). A entidade não informa quando cada clube solicitou, mas o blog apurou que alguns pediram porcentagens inferiores ao máximo.

O repasse aos clubes e o envio de parte do fundo já havia sido comunicado pela Conmebol e o dinheiro da Copa América acabou liberado a pedido dos filiados. A competição seria realizada entre junho e julho de 2020, com sede conjunta entre Argentina e Colômbia, mas foi adiada para meados de 2021 por causa da covid-19.

Com o adiamento da Copa América, a Conmebol não incluiu a competição em seu orçamento de 2020. A cota total que será paga a cada associação, portanto, não foi definida e depende também do desempenho de cada seleção no torneio — quanto melhor a posição ao final, mais dinheiro entra na conta.

A Copa América realizada no Brasil, em 2019, deu lucro à Conmebol de pouco mais de US$ 9 milhões. Esse era o valor que a entidade trabalhava de superávit também no campeonato que seria realizado em 2020. A CBF, campeão da edição do ano passado, recebeu US$ 11,5 milhões, somando a cota fixa (US$ 4 milhões) com o valor dado ao campeão (US$ 7,5 milhões).

O fim do futebol no domingo?

Uol

Nesta semana, duas decisões da Justiça do Trabalho deixaram os torcedores o futebol brasileiro com uma dúvida vital: será que os jogos às 16 horas de domingo e os duelos depois da novela da Globo, às 22h de quarta-feira, estão com seus dias contados?

A origem do ponto de interrogação é o sucesso do ex-zagueiro Paulo André, contra o Corinthians, e do meia Maicon, contra o São Paulo, em processos trabalhistas. Os dois receberam verbas referentes a, segundo os documentos obtidos pelo UOL, atuar aos domingos e jogar após as 22h em dias de semana sem compensação.

Ainda sem jurisprudência consolidada na Justiça brasileira (isso significa um conjunto de decisões que firma um entendimento predominante nos tribunais), a questão contrapõe os dias mais tradicionais do futebol brasileiro (domingo e quarta-feira) a direitos previstos na legislação trabalhistas (a folga semanal e o adicional noturno).

De um lado, clubes, patrocinadores e a televisão se reúnem em torno de um produto fechado, consolidado e comercializado todo ano. Exibir as partidas da TV aberta após a novela é uma exigência antiga da Globo. Os jogos de domingo são protagonistas de uma grade de programação já conhecida dos patrocinadores e que faz parte do dia a dia dos torcedores.

Do outro lado, advogados com décadas de experiência no meio do futebol, cientes de que falta uma legislação trabalhista específica para os atletas. O que gera uma cultura em que clubes não atendem todas as exigências previstas na Constituição Federal e na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O alvo são os jogos no domingo e depois das 22h.

Após a derrota na ação movida por Paulo André, o Corinthians anunciou que não quer mais jogar nos domingos ou à noite. A atitude abre um precedente para que outros clubes adotem posturas semelhantes.

Agora, o UOL Esporte explica o problema, o que está por trás das ações o que pensam os atores da discussão e responde à pergunta: o tradicional futebol de domingo à tarde está ameaçado? :: LEIA MAIS »

Como o futebol feminino se reerguerá pós-pandemia

MSN

O futebol feminino está com jogos e competições suspensas em decorrência do novo coronavírus. Com isso, o esporte está sendo prejudicado e a modalidade, esquecida. A pandemia enfraqueceu muito os times e deixou ainda mais frágil o estado dos clubes que já não tinham boas estruturas, fazendo com que as equipes femininas já não tenham o investimento que vinham tendo de patrocinadores.

Infelizmente, ainda em 2020 o futebol sofre pela falta de reconhecimento e exposição da mídia em torno de jogos e competições realizadas por mulheres. A Copa do Mundo feminina em 2019, realizada na França, e o que a visibilidade dada à competição representou, mostraram que essa categoria evoluiu muito e que aquele “pré-conceito” de que mulher não sabe jogar futebol foi jogad0 para escanteio.

Por grande partes dos clubes, a interrupção dos campeonatos afetou diretamente no bolso, com isso, tendo diminuição de salários de até 70% nesse período. Vale ressaltar que segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), tem uma grande diferença de pagamento entre as versões masculina e feminina no esporte.

Segundo os dados apresentados na pesquisa, o argentino Lionel Messi em um ano ganha o dobro do pagamento que 1.693 jogadoras juntas. O argentino receberia US$ 84 milhões de euros (R$ 320 milhões), enquanto as atletas receberam, juntas, US$ 42,6 milhões de euros (R$ 162 milhões).

Futebol com torcida em meio à pandemia? Aconteceu em 1918 e viralizou, nesta semana, na internet

MSN

Ao passo que alguns dos campeonatos europeus receberam ‘sinal verde’ para recomeçar, o calendário brasileiro parece distante de ser retomado. Nosso país vive seu momento mais crítico em meio à pandemia de coronavírus, com escalada preocupante no número de casos confirmados e óbitos, cenário que obviamente coloca o esporte em segundo plano.

Pensando no mundo contemporâneo, todo o caráter de ineditismo que está sendo atribuído ao novo coronavírus é justo, já que a última pandemia global de grandes proporções data do início do século XX: a gripe espanhola. Por ter atingido todos os setores e camadas sociais, a doença também mexeu com a dinâmica da prática futebolística, no Brasil e no mundo todo.

Ao longo desta semana, viralizou na internet uma foto de um estádio de futebol com presença de torcedores, portando máscaras, em meio à pandemia da gripe espanhola em 1918. A foto foi erroneamente atribuída ao Fluminense, onde, supostamente, o clique teria sido feito no estádio da Laranjeiras.

Em um belo trabalho de apuração de fatos, o blog Jornalheiros desmentiu a conexão ao clube carioca e apontou a verdadeira origem da fotografia: um jogo no campo do Georgia Institute of Technology, em Atlanta, durante a pandemia de 1918. No período em questão, o Tricolor sequer estava atuando em seu estádio, que passava por reformas para receber o Sul-Americano de 1919, competição que entraria para a história como o primeiro título conquistado pela Seleção Brasileira.

Diferentemente de cem anos atrás, o mundo contemporâneo não tende a permitir uma repetição do conteúdo trazido por esta emblemática fotografia. O retorno do futebol em diversos mercados mundiais está condicionado a protocolos bastante restritos de segurança e higiene, com a presença de público nas arquibancadas estando terminantemente proibida.

ESPECIAL: Em meio à crise, torcedores precisam cortar gastos com futebol

Futebol Interior

A pandemia do novo coronavírus trouxe problemas para todos os setores da sociedade e não seria diferente no mundo do futebol. Além de clubes, federações, gestoras de estádios, e tantas outras áreas, o torcedor também foi muito impactado. Cortes de salários, demissões, desemprego levam as pessoas a definirem prioridades financeiras. E mesmo com a paixão por determinado clube, outras coisas são mais importantes.

Com o cenário citado acima, os torcedores estão pensando duas vezes na hora de gastar o seu dinheiro. E usar parte do salário para comprar uma camisa ou qualquer outro produto de seu time acaba ficando fora dos planos.

Essa renda seria algo importante para os clubes, que já não contam com bilheterias, cotas de TV e, em alguns casos, sequer patrocínios.

Luís Gustavo Baricelo, professor de economia da Instituição Toledo de Ensino, de Bauru, explica justamente que a perda é para os dois lados, torcedores e clubes.

“O brasileiro está sedento por futebol, a voltar a assistir os jogos. Só que por outro lado ele também está com medo de perder o emprego dele. Se estava com vontade de comprar a camisa do time, agora ele vai pensar duas vezes antes de comprar porque não sabe se no mês que vem vai ter o emprego. O torcedor se priva de um consumo e o clube perde receita”, explicou ao Portal Futebol Interior.

Mesmo que a situação financeira do torcedor ainda permita que ele compre produtos do time, a falta de jogos pode prejudicar a relação dele com o clube e não motivá-lo a adquirir determinado produto.

Libertadores Feminina é ameaçada por covid-19 na América Latina

R7

A Copa Libertadores Feminina 2020 não foi propriamente colocada para escanteio pela Conmebol, mas é inegável a preocupação maior para que a Masculina seja concretizada dentro de campo até janeiro do ano que vem, com final no Maracanã, no Rio. A edição das mulheres foi pouco comentada na reunião por videoconferência, na última quarta-feira (13), em Luque, no Paraguai.

Com duas rodadas da fase de grupos disputadas, a versão masculina da competição foi interrompida pela pandemia do novo coronavírus. Além das questões de saúde propriamente dita, a logística que envolve a prática do futebol em um torneio na América Latina foi um dos entraves para a continuação do torneio que já admite adiar a final única marcada para 21 de novembro, no Rio.

Por outro lado, o impasse é ainda maior entre as mulheres. Sem todos os 16 participantes definidos, a competição feminina não teria tempo hábil para começar em setembro e terminar em outubro, em Santiago, no Chile. Um novo prazo seria possível, mas a continuidade dos times passa ser o entrave em um cenário de recessão no continente. O Corinthians (campeão em 2019), já tem vaga garantida, assim como a Ferroviária (campeã do Brasileiro) e o Kindermann (terceiro colocado).

Na reunião, a entidade disse estar atenta aos compromissos para a prevenção da covid-19 determinadas por cada país. O retorno das atividades respeitará as autoridades nacionais de saúde.

A Conmebol confirmou também o repasse total de US$ 14 milhões (R$ 82,5 milhões atualmente) para cerca de 400 os clubes filiados, procedente do Fundo de Evolução, mas sem especificar os times femininos.

Conmebol vai exigir teste para covid-19 e proibirá beijo na bola em seus torneios

Isto É

A reunião do Conselho da Conmebol, nesta quarta-feira, não conseguiu determinar quando as competições serão retomadas, em função do surto do coronavírus na América do Sul, mas serviu para definir várias medidas que serão adotadas quando isso for possível. Elas abordam medidas sanitárias, definidas por um protocolo médico, e alterações no regulamento que vão interferir principalmente na relação de inscritos.

De acordo com a Conmebol, os participantes da Copa Libertadores e da Sul-Americana terão de disponibilizar um controle médico dos jogadores, que precisarão se submeter a exames da covid-19 – e quem se recusar a realizá-los não poderá disputar os torneios. Os documentos com os resultados serão armazenados pela confederação.

Nos estádios, jogadores e membros da comissão técnica vão precisar lidar com várias restrições. Eles estão proibidos de cuspir ou assoar o nariz no campo e no banco de reservas, além de não ser permitido beijar a bola. A tradicional troca de camisas também está vetada e o uso de garrafinhas d’água para hidratação precisará ser individualizada.

Os capitães da equipes também não poderão trocar flâmulas antes da partida. Os profissionais que ficarem fora das quatro linhas terão de usar máscaras, assim como os atletas e outros profissionais que concederem entrevistas após os duelos.

A limitação nas alterações nas listas de inscritos nas competições também foram modificadas pela confederação. Quando for retomada, a Libertadores permitirá cinco mudanças na fase de grupos e nas oitavas de final, e três nas quartas de final e nas semifinais. Já na Sul-Americana, são cinco trocas na segunda fase, com limite de três para oitavas, quartas de final e semifinais.

No aspecto financeiro, a Conmebol optou por reduzir em 30% o valor das multas que são estipuladas em seu código disciplinar.

Devido ao avanço do coronavírus na América do Sul, a Conmebol suspendeu em 12 de março a Copa Libertadores, após a disputa da segunda rodada da fase de grupos – a primeira fase da Sul-Americana já havia se encerrado.

Secretário-geral da CBF evita falar em retomada, mas diz: ‘Ainda é possível termos calendário completo’

Lance

A retomada das partidas de futebol no país será feita com cautela. Em ‘live” promovida nesta quarta-feira pela Federação Israelita do Estado de São Paulo, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, apontou quais têm sido os caminhos da entidade para lidar com o impacto causado pela pandemia do novo coronavírus.

– Costumam me perguntar muito se já há data de volta dos jogos, mas a resposta contundente é não, do ponto de vista da sensatez, da saúde. Mas sabendo desta dificuldades, elaboramos um protocolo de saúde extraordinário, no qual debatemos com 140 médicos, entre eles infectologistas e epidemiologistas, além de sempre estarmos em contato com o Ministério da Saúde, secretários de estado ligado à saúde – afirmou.

Na conversa com o vice-presidente da Fisesp, Ricardo Berkiensztat, o jornalista Jairo Roizen e o coordenador de futebol feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha, Feldman destacou que já deu aval para a volta aos treinamentos, mas com uma série de precauções.

– O retorno às atividades de treinos já foi orientado pela CBF e por federações. Inicialmente, por teleconferência e depois com segurança voltar aos CTs com distanciamento social, com história clínica, medindo temperatura com testes para detectar a contaminação. Estamos fazendo passo a passo, os clubes estão voltando, particularmente os da Série A – declarou.

O secretário-geral ressaltou que há uma constante avaliação sobre o calendário do futebol brasileiro. E, segundo ele, ainda há chance de todas competições serem realizadas sem grandes mudanças.

– Imediatamente após a paralisação, começamos a montar todos o cenários imaginários. Junho, julho… Temos todos os meses estabelecidos. Com algumas vantagens, pois a Copa América foi suspensa, as Eliminatórias estão indefinidas, não sabemos como vão ser a Libertadores e Sul-Americana. Neste momento, ainda é perfeitamente possível termos um calendário completo. Recomeçar os Estaduais, prosseguir a Copa do Brasil e iniciar os Brasileiros das Séries A, B, C e D – porém, deixou um alerta: :: LEIA MAIS »

Jogadores da Premier League querem adiar volta do campeonato, diz jornal

Uol

Jogadores e treinadores da Premier League (Campeonato Inglês) não consideram boa a ideia de retomar o torneio, paralisado por conta do coronavírus, no dia 12 de junho.

Segundo o jornal Mundo Deportivo, houve uma reunião virtual entre líderes de clubes para debater o cronograma sugerido pela Liga. Para os esportistas, o retorno teria que ser prorrogado por pelo menos uma semana.

A justificativa da mudança se deve pela preocupação em lesões, já que os atletas estão parados há dois meses e necessitam de um tempo maior para readquirir a forma física.

Apesar de os treinos em grupos de cinco estarem liberados a partir da próxima semana, o fato de haver uma regra que proíbe contatos físicos – ao menos até o dia 25 -, segundo o jornal, é outro motivo da posição pelo adiamento, já que este cenário não será visto nos jogos.

Além disto, os treinamentos terão apenas um máximo de 75 minutos por sessão e uma série de outras restrições.

Ontem, em entrevista ao Sky Sports, o presidente da Associação de Jogadores Profissionais da Inglaterra, Gordon Taylor, ressaltou a necessidade de se ter cautela na volta às atividades.

Segundo ele, os atletas temem por novos contágios, já que o país é um dos mais atingidos pela pandemia.

Especialista critica protocolo da Ferj que recomenda retorno do futebol: ‘Uma ilusão e total desserviço’

Terra

Com apoio de 14 clubes do Rio de Janeiro, que não incluíam Botafogo e Fluminense, a Ferj publicou, na última sexta-feira, uma nota na qual reforçava o desejo de retorno às atividades “o mais breve possível”. Os clubes firmantes se disseram prontos para reiniciar os treinos de “forma responsável, sob vigilância, sem aglomerações ou presença de público”. Junto foi apresentado o protocolo médico “Jogo Seguro”, com recomendações de segurança para a volta às atividades. O LANCE! conversou com pesquisadora e integrante do comitê técnico de combate ao coronavírus da UFRJ, Chrystina Barros. A especialista fez duras críticas ao documento e afirmou que as medidas propostas não garantem um jogo 100% seguro para os envolvidos.

– Não é possível o retorno de treinamentos e, muito menos, dos jogos, mesmo sem público. Existe uma ilusão de achar que protocolos vão garantir um jogo de futebol 100% seguro. É um total desserviço que o esporte presta. Seria ir na contramão de tudo o que o mundo faz. O Rio de Janeiro trabalha hoje com a possibilidade de lockdown, nós estamos em um número ascendente de óbitos. Quaisquer medidas como as que são propostas, quando aplicadas, podem diminuir riscos, mas é impossível garantir, hoje, que não haja transmissão. Você pode fazer a limpeza a cada uso de banheiro ou vestiário, mas duas pessoas em um mesmo espaço representam um alto risco de contaminação. A proposta é submeter esse jogador a um possível contágio. Nenhum protocolo consegue dar conta ou prever isso – criticou Chrystina, que tem com 25 anos de experiência na área de saúde.

A pesquisadora também destacou a função social do esporte como referência de saúde para a população. Para ela, este é o momento dos clubes reforçarem o exemplo de respeito ao isolamento e medidas de combate ao vírus e não o contrário.

– O esporte precisa inspirar saúde e isso vem, fundamentalmente, pelo exemplo. Qual exemplo o futebol está dando? Futebol é um esporte de contato. Como vamos garantir que pessoas que vivem em comunidades não vão usar seus campos de futebol para replicar o que seus ídolos fazem nos gramados? Estádios no Brasil foram transformados em hospitais de campanha. Como vamos jogar bola entre camas e respiradores? Como os times vão disputar um esporte com uma proposta de saúde tendo ao lado pessoas que enfrentam a morte em condições improvisadas? – questionou a especialista.

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