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:: 21/jun/2020 . 11:19

Há 50 anos, Brasil encantava o mundo e conquistava o tri no México

Correio

Foi no dia 21 de junho, há 50 anos, que o lotado estádio Azteca (107.412 pessoas), na Cidade do México, assistiu maravilhado ao time verde e amarelo coroar uma campanha praticamente perfeita e golear a Itália por 4×1 para se tornar o primeiro tricampeão do mundo em uma das partidas mais célebres da história do futebol.

Sob o comando do ‘Velho Lobo’ Mário Jorge Zagallo, a Seleção conseguiu reunir no México o que o futebol brasileiro tem como essência mais pura: o talento. Pelé, Tostão, Carlos Alberto Torres, Gérson, Jairzinho, Clodoaldo, Rivellino… lendas que até hoje pairam no imaginário do amante do futebol e que deram o tom daquela equipe.

“Era fácil jogar naquele time. Não à toa é, até hoje, considerada a maior Seleção de todos os tempos. Quando você joga com quem pensa igual a você as coisas se tornam mais fáceis, pois a margem de erro fica muito menor. O Pelé não errava, Tostão não errava, Jairzinho não errava, Gérson não errava… Todos eram craques. Então, ninguém teve dificuldade para jogar naquele time, pelo contrário”, lembra Rivellino em entrevista ao site da CBF.

Além do tri, a vitória sobre os italianos selou a última participação de Pelé em mundiais – único jogador na história a conquistar a Copa do Mundo três vezes -, e deu ao Brasil a posse definitiva da taça Jules Rimet, troféu entregue ao campeão desde a primeira edição do Mundial, em 1930, e que foi roubada da sede da CBF, no Rio de Janeiro, em 1983, e depois derretida em um dos episódios mais controversos da história do nosso futebol.

Anos de chumbo :: LEIA MAIS »

Comissão Nacional de Clubes defende premiação a times rebaixados no Brasileirão

Globo Esportes

Em reunião na sede da CBF, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, integrantes da Comissão Nacional de Clubes defenderam que os times rebaixados no Brasileirão passem a receber premiação por desempenho. Atualmente, a premiação é paga somente até o 16º colocado. Quem cai para a Série B não recebe nada.

Presidente do Conselho e do Vasco, Alexandre Campello afirmou que os clubes da Série A sinalizaram apoio à redistribuição do prêmio. Mas ainda estão sendo discutidos os moldes da mudança. O dirigente propôs que o último colocado receba entre R$ 3,6 milhões e R$ 4 milhões.

No contrato de direitos de transmissão que entrou em vigor em 2019, o dinheiro é distribuído da seguinte forma:

40% são divididos igualmente entre todos os clubes
30% são divididos conforme número de jogos transmitidos
30% são divididos de acordo com a colocação na tabela

No entanto, os clubes rebaixados não ganham dinheiro na terceira categoria, de acordo com a colocação. Assim, em 2019, Cruzeiro, Chapecoense, CSA e Avaí só receberam pelos dois primeiros quesitos, além do pay-per-view.

– Há uma reivindicação dos clubes que são rebaixados e que acabam não recebendo nada de premiação. A maioria dos clubes entende como justa a reivindicação – afirmou Campello.

– Hoje, quem caiu em 2019 não ganhou absolutamente nada. A premiação começa do 16º ao 1º. O que a gente está discutindo é redistribuir esse valor pelos 20. Todo mundo que participou do campeonato ter direito. O campeão perde um pouquinho. De R$ 33 (milhões), fica com R$ 30 milhões. Um pouquinho de cada um. A ideia é que seja mexido de maneira linear. De forma gradual até o primeiro. Tem quase unanimidade, o que a gente vai analisar são os valores.

Outro tema debatido na reunião foi a venda de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro para o exterior. De acordo com Alexandre Campello, os clubes analisaram três propostas, mas inicialmente os valores não são tão animadores.

– Estão trazendo três propostas. É um mercado novo, a gente não tem experiência. Hoje, o futebol brasileiro lá fora não tem valor, precisa conquistar o mercado. A gente não vai conseguir quem pague um valor alto. No meu modo de ver, é um contrato que tenha um valor de partida, inicial e seja escalonado de acordo com a resposta, resultado, sucesso – analisou.

Franceses poderão voltar a praticar esportes em equipe a partir de segunda

Atarde

Como resultado do progresso na luta contra a pandemia da COVID-19 no país, os franceses poderão voltar ao cinema e a praticar esportes em equipe a partir da próxima segunda-feira, embora os estádios permaneçam fechados até 11 de julho, conforme anunciou o governo, descartando a possibilidade de uma volta ao confinamento caso haja uma segunda onda de casos.

Conforme anunciado em 28 de maio, além de ir ao cinema, os franceses estão autorizados a praticar esportes coletivos a partir da segunda.

Também serão reabertas as colônias de férias, cassinos e salões de jogos, “respeitando regras sanitárias rigorosas”, afirmou o governo em comunicado neste sábado, 20.

O primeiro-ministro, Edouard Philippe, insistiu que o país precisa ser “cauteloso” para tentar retomar às atividades “nas melhores condições”.

Jogadores de futebol, de basquete e handebol poderão retornar a estádios, ginásios, em práticas indoor ou ao ar livre “com medidas preventivas apropriadas”, assim que seus gerentes ou proprietários de equipamentos esportivos “estiverem prontos”, anunciou o Ministério do Esporte.

Os esportes de combate por sua vez ainda estão proibidos, a não ser esportes de alto nível.

Reabertura de estádios

Os estádios não serão reabertos ao público até 11 de julho, data na qual termina o estado de emergência na saúde. Assim como os hipódromos, eles terão uma “capacidade máxima” de 5.000 torcedores, algo que à princípio continuará em vigor até setembro.

Em meados de julho, a situação epidemiológica será examinada novamente “para decidir se a flexibilização é possível em meados de agosto”, o que implica principalmente na volta do campeonato francês de futebol de 2019-2020.

A liga de futebol profissional, por sua vez, defende o retorno de 100% dos torcedores.

Protocolo do Gauchão prevê confinamento e ameaça caixa de times do interior

Uol

Um item do protocolo de retomada do Campeonato Gaúcho ainda não foi debatido entre FGF (Federação Gaúcha de Futebol) e os clubes e tem gerado dor de cabeça aos dirigentes: concentração ininterrupta entre as partidas da reta final do Gauchão. A preocupação é o custo da medida de distanciamento para atletas, comissão técnica e funcionários dos 12 times.

O UOL Esporte revelou que a sugestão é manter todos os envolvidos nas rodadas finais em hotéis por uma semana. Grêmio e Inter podem chegar a duas semanas de confinamento e o Caxias, campeão do primeiro turno, tem chance de ficar até 22 dias isolado.

A medida causou boa impressão em autoridades estaduais, que analisam liberação dos jogos sem torcida. O entendimento do Palácio Piratini é que controlar o fluxo de jogadores e demais envolvidos é vital para minimizar risco de contágio do novo coronavírus.

O fardo, no entanto, é grande para os clubes do interior. A projeção é de despesas até três vezes maior com concentração de atletas por uma semana. Se houver classificação, os custos aumentam. Alguns dirigentes dos 10 times que jogam contra Grêmio e Inter cogitam pedir auxílio à FGF.

Grêmio e Internacional também sentem o impacto financeiro, mas já indicaram que topam os protocolos para retomar o Gauchão. A volta dos jogos também significa garantia de depósito da última parcela da cota de transmissão das partidas pela TV: cerca de R$ 3 milhões para cada um dos gigantes do Rio Grande do Sul.

A projeção mais recente de volta do Campeonato Gaúcho estabelece 19 de julho como data da rodada recheada de clássicos. O Governo do Rio Grande do Sul deve sugerir retomada apenas em agosto, mas seguindo as ideias do protocolo da FGF.

Em razão da pandemia, CBF deve flexilibizar janela de transferências do Brasileirão

Globo Esportes

A CBF quer flexibilizar e aumentar a janela de transferências de atletas do Campeonato Brasileiro. Na última sexta-feira, a entidade convidou os clubes da Série A para uma reunião sobre o tema. A medida visa a dar um tempo aos clubes para se reestruturarem em meio aos efeitos da pandemia de coronavírus.

O encontro está marcado para a próxima quarta-feira, 24, às 15h, e ocorrerá por vídeoconferência, a fim de manter o protocolo de distanciamento.

Ainda não foram definidas as datas e prazos referentes à nova janela de transferências. A CBF vai apresentar as propostas de ampliação da janela aos clubes, e elas serão debatidas na reunião.

Conmebol cancela Libertadores feminina, de futsal e futebol de areia em 2020

Super Esportes

Após videoconferência realizada nesta sexta-feira, a Conmebol anunciou o cancelamento da Libertadores de futebol feminino, futsal e futebol de areia de 2020. Os Sul-americanos sub-20 de futsal masculino e feminino, além do Sul-americano sub-17 masculino também não serão realizados.

O motivo é evidente: os impactos da covid-19 nos países da América do Sul. A entidade máxima do futebol sul-americano ainda pretende realizar alguns desses torneios no ano que vem.

A Libertadores feminina deve ser realizada no início de 2021. A competição terá três equipes brasileiras- Corinthians, atual campeão, Ferroviária e Avaí/Kindermann.

Em contrapartida, a fase final do Sul-Americano feminina está mantida para este ano, em outubro, na Argentina. Apenas a fase de grupos foi realizada. A Seleção Brasileira ficou em primeiro no grupo B e está no quadrangular final, ao lado de Colômbia, Uruguai e Venezuela. As finalistas garantem vaga no Mundial sub-20, que será realizado entre janeiro e fevereiro do próximo ano, no Panamá e na Costa Rica.

A medida, inicialmente, não agradou esportistas e amantes das categorias. As principais reclamações foi de que a decisão foi precipitada e que a Conmebol tem um cuidado especial com o futebol masculino que não é visto com as outras modalidades. De momento, a final da Libertadores desta temporada está mantida no Maracanã, no Rio de Janeiro, um dos epicentros de coronavírus no Brasil.

“Loucura” do Carioca faz Globo viver rara situação de cancelar transmissão

Uol

A confusão com os decretos da Prefeitura do Rio de Janeiro, que suspendeu e depois autorizou ontem (20) a realização de jogos do Campeonato Carioca, deixou a Globo em uma posição desconfortável e rara. A emissora chegou a anunciar para hoje (21) a transmissão de Vasco x Macaé para Rio de Janeiro, Distrito Federal e outros 14 estados. Mas, mesmo antes de a partida ser adiada para quarta-feira (24), a rede já havia decidido que não faria a transmissão, por não ter tempo viável para estabelecer sua operação em São Januário.

O UOL Esporte relembra aqui alguns episódios em que jogos anunciados pela Globo acabaram não indo ao ar, tendo espaço reservado na grade —uma situação nada comum e que está longe do ideal, ferindo interesses comerciais e todo o encadeamento de sua programação.

Envolvendo clubes do Rio de Janeiro, um momento de convulsão social na Argentina forçou a mudança à emissora. Em 21 de dezembro de 2001, a final da Copa Mercosul entre San Lorenzo (ARG) e Flamengo teve de ser adiada devido a uma crise que explodiu nas ruas da capital argentina e causou a renúncia do então presidente Fernando De Lá Rua.

Vasco x Macaé marcaria o retorno da Globo ao futebol após três meses de paralisação pro causa da pandemia do novo coronavírus. Mesmo com a mudança de decreto que proibiu apenas jogos de Botafogo e Fluminense até o dai 25 de junho, a Globo afirmou que não poderia exibir a partida em suas mídias digitais por já ter desmobilizado a sua equipe de transmissão. O jogo foi adiado para a próxima quarta, às 21h30, numa tentativa de forçar a transmissão da emissora carioca.

Crivella recua e diz que decreto impedindo jogos no Rio só vale para Botafogo e Fluminense

MSN

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, voltou atrás na decisão de impedir a realização de partidas no município e afirmou neste sábado que a medida só vale para os jogos envolvendo Botafogo e Fluminense, que tinham compromissos pelo Campeonato Carioca marcados para a próxima segunda-feira.

Com o recuo de Crivella, vão ser realizados neste domingo dois confrontos pela penúltima rodada da fase de classificação da Taça Rio: Vasco x Macaé, às 16 horas, em São Januário, e Madureira x Resende, em Conselheiro Galvão, como previsto na tabela divulgada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.

Horas antes, neste sábado, Crivella havia publicado decreto no Diário Oficial do Município em que determinava a suspensão das competições esportivas em locais fechados no Rio até a próxima quinta-feira. Agora, porém, a medida será alterada, especificando apenas as partidas de Botafogo e Fluminense.

“O decreto publicado hoje suspende os jogos de futebol até a próxima quinta-feira apenas para que os protocolos de vigilância sanitária preparados pela federação se adaptem aos nossos da prefeitura e haja uma fiscalização. Basicamente, ficam suspensos os jogos de Botafogo e Fluminense. E a gente pede a compreensão de todos”, disse Crivella, em vídeo.

O Campeonato Carioca foi retomado na última quinta-feira, após cerca de três meses paralisado em função da pandemia do coronavírus, com a vitória do Flamengo por 3 a 0 sobre o Bangu, em partida disputada no Maracanã, sendo seguida pela igualdade sem gols entre Portuguesa e Boavista, na última sexta, no Luso-Brasileiro.

A volta da competição foi decidida em reunião do Conselho Arbitral do torneio, mas não foi unânime. Fluminense e Botafogo, inclusive, haviam avisado que se recusariam a entrar em campo em junho, acionando a justiça desportiva para obter o aval para essa decisão.

Na última quarta, ao confirmar a volta do futebol, Crivella havia pedido que Fluminense e Botafogo não fossem punidos por se recusarem a atuar. E a sua ação neste sábado permite, portanto, que isso não aconteça. “Há clubes que acham que não devem voltar agora no mês de junho, mas em julho. Como prefeito da cidade, fiz um pedido para o presidente da federação no sentido de que aqueles clubes que acham que devem voltar em julho não sofram qualquer tipo de W.O. ou punição da federação porque neste momento precisamos levar em consideração que cada um reage de maneira diferente”, declarou anteriormente.

A tabela da Taça Rio indicava que o Botafogo iria enfrentar a Cabofriense, no Engenhão, na segunda-feira, quando o Fluminense teria o Volta Redonda pela frente, no Maracanã. Esses jogos, porém, não vão ocorrer na data prevista, de acordo com a decisão de Crivella, ao contrário das duas partidas agendadas para este domingo.

Para pesquisadores, volta do futebol é segura para atletas, mas mau exemplo à população

O Globo

O jogo entre Flamengo e Bangu, na última quinta, marcou um rápido retorno do Estadual que, dois dias depois, teve os jogos no Rio suspensos pelo decreto do prefeito Marcelo Crivella publicado ontem. Na comunidade científica, mesmo antes da suspensão do retorno, o futebol voltando a ser jogado em meio à pandemia é visto como inadequado para o momento da cidade. Ainda que seja seguro.

No Rio, a federação de futebol (Ferj) elaborou um guia com os cuidados para a realização dos jogos. Estão lá desde a determinação de testar todos os envolvidos na partida até o uso de álcool em gel na bola a cada vez que ela for reposta.

— Isso é um exagero — opina Fernando Bozza, cientista da Fiocruz que lidera o grupo Nois, consórcio que analisa a dinâmica da epidemia no país.

A pedido do GLOBO, o pesquisador avaliou o protocolo da Ferj. Ele pontuou que, ao contrário do que diz o documento, as concentrações antes dos jogos deveriam ser evitadas. No geral, entretanto, o guia é elogiado. Seu questionamento está ligado a outro aspecto:

— Com este nível de testagem, o risco de transmissão entre os atletas é baixo. A questão maior é a do exemplo. O esporte coletivo não está liberado. Essa determinação vale para todo o restante da população.

Esta é também a preocupação de Pedro Hallal, coordenador do estudo que mede o percentual de contágio da Covid-19 na população de 133 cidades do país. Na primeira fase, 2,2% dos cariocas estavam contaminados. Na segunda, divulgada há pouco mais de uma semana, 7,5%. :: LEIA MAIS »

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