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Ontem, o estado do Rio de Janeiro registrou 2495 novos casos de coronavírus, 30 óbitos e quatro partidas de futebol. Se você achou estranha a junção dessas informações, não se preocupe. Você não está sozinho. O domingo de retorno do Campeonato Carioca foi cheio do “novo normal” em meio à pandemia.

A começar pelos casos registrados no próprio torneio. Foram três positivos para covid-19 de jogadores do Volta Redonda, detectados durante testagem antes do duelo contra o Fluminense. Os atletas foram afastados da partida, mas seus companheiros de time, que treinaram com o trio um dia antes, entraram em campo e venceram o Flu por 3 a 0. Tudo de acordo com o criticado protocolo “Jogo Seguro”, que mostrou (outras) falhas de execução.

Não por acaso, os grandes que se opuseram à Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), Botafogo e Fluminense, protestaram dentro e fora de campo. Enquanto alvinegros e tricolores jogaram em dois horários diferentes no Estádio Nilton Santos (já que o Fluminense se negou a atuar no Flamengo ao lado de um hospital de campanha), o Vasco atuou em casa, em São Januário. E o protocolo mostrou diferenças entre as duas praças esportivas, mostrando que talvez não tenha sido tão seguro como sugere o nome.

Se em São Januário, área de maior densidade populacional por conta da Barreira do Vasco, comunidade vizinha ao estádio, as aglomerações eram nos bares e biroscas do entorno. Muita gente, claro, querendo ver o jogo, mas o fenômeno é normal também nos dias sem partidas. Já no Nilton Santos, no bairro do Engenho de Dentro, muita gente nem sabia da volta do Campeonato Carioca.