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Nesta terça-feira, o globoesporte.com revelou detalhes do documento “Medidas para o retorno das atividades esportivas – Futebol”, elaborado pela Vigilância Sanitária da Prefeitura do Rio de Janeiro, que trata das regras para a volta da presença de público nos estádios do Campeonato Carioca a partir de 10 de julho.

No relatório, que tem 24 páginas, aparecem regras como a obrigação do uso de máscara protetora em todos os setores dos estádios e orientação para ocupação de assentos marcados nas arquibancadas.

Além disso, está previsto um escalonamento de horários para chegada ao estádio já no ingresso vendido, inclusive com proibição de acesso caso o torcedor não cumpra o determinado.

Vale lembrar que o Rio de Janeiro é o único local do Brasil onde o futebol já foi retomado, e também é o 1º com previsão de retorno do público.

A prefeitura prevê a partir de 10 de julho, eventos esportivos, incluindo jogos de futebol, poderão acontecer com público de até um terço da capacidade dos estádios, além de um distanciamento de pelo menos 4m² entre as pessoas.

A medida, porém, foi bastante criticada por alguns dirigentes, como Carlos Augusto Montenegro, do Conselho Gestor do Botafogo.

Em entrevista na semana passada, ele descreveu a situação como “um absurdo total” e ironizou o 1/3 de público, dizendo que os torcedores deveriam levar “terços” (objetos religiosos) aos estádios para rezarem e pedirem para não serem contaminados pelo novo coronavírus.

Não à toa, tanto Bota quanto Fluminense não devem liberar público em suas partidas no Estadual.

Já no Flamengo, o vice-jurídico do clube, Rodrigo Dunshee, disse, em entrevista ao jornal O Dia, que a equipe “não aprova e nem reprova (a medida)”, apenas “cumpre a lei”, sinalizando que os duelos do Rubro-Negro devem contar com público.