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A classificação do São Paulo para a semifinal da Copa do Brasil consagrou os garotos formados na base do clube. Do time titular escalado pelo técnico Fernando Diniz contra o Flamengo, cinco atletas são crias de Cotia: o zagueiro Diego Costa, o volante Luan, os meias Gabriel Sara e Igor Gomes e o atacante Brenner. Todos eles vivem boa fase. Desde 2019, a diretoria aumentou a multa rescisória dos jovens para times do exterior, passando para 50 milhões de euros (R$ 318 milhões na cotação atual). Um valor fixo. Se vendesse todos eles na próxima janela, levantaria R$ 1,5 bilhão.

Antes, os valores dos contratos dos garotos giravam em torno de 40 milhões de euros, mas a diretoria elevou os números após analisar o mercado nos anos anteriores, com a venda de Vinicius Júnior, ex-Flamengo, e Rodrygo, ex-Santos, para o Real Madrid, da Espanha, por 45 milhões de euros e 40 milhões de euros, respectivamente. Esses meninos tiveram seus acordos negociados antes mesmo de completar 18 anos.

Apesar da valorização dos atletas, qualquer negociação ficará apenas para o ano que vem. A janela de transferências dos principais mercados europeus está fechada. Além disso, o São Paulo passará por eleição presidencial no final deste ano. O atual presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, deixará para o próximo mandatário – Julio Casares ou Roberto Natel – decidir o futuro do elenco.

O São Paulo sempre foi um formador de bons jogadores. Kaká talvez tenha sido o maior ícone desta fornalha. O time tem em Cotia um grande aliado. Recentemente, essa percepção de que se deve buscar na base soluções das carências dos elencos atingiu em cheio todos os clubes. Quando foi contratado, Fernando Diniz teve a recomendação de Raí e de Leco de olhar para esses jovens. O São Paulo chegou a treinar em Cotia a fim de aproximar as equipes e os profissionais. Isso tem dado resultado. Antony foi um desses garotos que surgiram e foram embora. O São Paulo o vendeu para o Ajax, da Holanda, por R$ 96 milhões.