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Um dia depois de agendar jogos do Palmeiras e do Santos para Brasília, a direção da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) monitora com preocupação a decisão judicial que obriga o governo do Distrito Federal a retomar as restrições para o combate à covid-19, o que proíbe a realização de partidas de futebol.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) vai recorrer, mas preocupa a Conmebol o risco de novas medidas judiciais atrapalharem o calendário em cima da hora. Por isso a entidade discute internamente se o melhor não seria já remarcar novamente esses confrontos para Assunção.

A capital paraguaia é o porto seguro da confederação para partidas que tenham problemas nas cidades previstas — a sede da entidade fica em Luque, ao lado de Assunção e há ótima relação com o governo paraguaio, que não imporia restrições. A CBF, que fez a ponte para os confrontos serem em Brasília, quer que a entidade sul-americana espere mais alguns dias.

O segundo jogo da final da Recopa, entre Palmeiras e Defensa Y Justicia (ARG), e o confronto decisivo entre Santos e San Lorenzo (ARG), pela terceira fase preliminar da Libertadores, foram marcados para o estádio Mané Garrincha nos dias 14 e 13 de abril, respectivamente. Isso ocorreu porque o governo paulista mantém pelo menos até 11 de abril sua fase emergencial, que impede partidas de futebol, e não há perspectiva de relaxamento.

A Conmebol precisa de pelo menos 15 dias para preparar a estrutura principalmente da Recopa, jogo que tem o estádio envelopado com os patrocinadores da entidade. É preciso definir também a logística de funcionários e prestadores de serviço, como os responsáveis pela geração de imagens da transmissão que é repassada aos detentores de direito.

Os embates de ida da Recopa para o Palmeiras e da terceira fase preliminar da Libertadores para o Santos estão confirmados para a Argentina na semana que vem, quarta (7) e terça (6) respectivamente.