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A Copa Verde 2021 foi aberta oficialmente na noite desta terça-feira, 12, em um evento em Belém. A reunião contou com a presença do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, do diretor de competições da entidade, Manoel Flores, além do vice-presidente da entidade, Gustavo Feijó. Neste ano, a competição vai contar com 24 equipes, sendo que 16 clubes ja iniciam a disputa a partir desta quarta-feira, 13, com a primeira fase. Castanhal (primeira fase), Remo e Paysandu (ambos na segunda fase) vão representar o Pará.

Durante o evento de lançamento da competição, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, exaltou a competição e fez uma comparação com a Copa do Nordeste, que hoje é a principal competição regional do país. Segundo ele, a Copa Verde demonstra um potencial semelhante para seguir os passos da competição vizinha.

“Temos que fazer com que possamos não só apoiar, mas querer apoiar (a Copa Verde), para que os clubes sejam agraciados com receitas, as Federações também. O diretor comercial da CBF está voltado para vim aqui buscar tratativas que possam fazer esta competição ganhar visibilidade, não só na parte midiática, mas que possa ter dentro dos clubes mais receitas, para que eles contratem melhor, para que possam mostrar aos torcedores que é uma competição pujante, que dá uma vaga na terceira fase da Copa do Brasil. Isso já é um avanço muito grande. É quando entram os principais clubes, que estão disputando a Libertadores. Ela já é uma competição valorizada. O clube que entra na terceira fase, já tem uma receita de quase R$ 3 milhões”, disse.

Como aconteceu nos anos anteriores, a Copa Verde deste ano vai destinar ao campeão o valor de R$ 150 mil, além de um carro 0km. Já o vice-campeão vai embolsar cerca de R$ 100 mil. O Pará ostenta dois títulos, todos do Paysandu, que foi campeão em 2016 e 2018.

Desde que sua primeira edição em 2014, a Copa Verde veio perdendo força ao longo dos últimos anos, chegando ao ponto de ser colocada em dúvida sua realização. Na temporada passada, a competição aconteceu aos 45 minutos do segundo tempo, sendo disputada no último mês do calendário oficial, em janeiro de 2021 – por conta da readequação do calendário pela pandemia. Já na atual temporada, a competição vai iniciar em outubro e finalizar em novembro/dezembro.

Sobre o assunto, Ednaldo Rodrigues disse não garantir um calendário mais fixo para a competição por conta das mudanças que vão ser feitas em 2022, quando a Copa do Mundo vai acontecer em novembro, no Catar, e as competições nacionais vão precisar encerrar antes do mundial começar.

“O calendário é porque o calendário que a CBF está dispondo é atípico. O calendário para 2022 vai ter uma Copa do Mundo que começa em novembro, portanto as competições precisam terminar em novembro. Acreditamos que possa sofrer (o período da Copa Verde em 2022) alguma alteração de meses em relação ao início. Porém, vai ser possível, porque é uma competição que também obedece um calendário que tem os estaduais. Vamos fazer para que a Copa Verde em 2022 seja uma competição rentável e que tenha, a exemplo da Copa do Nordeste, que é um sucesso de exercício competição e que começou também dessa forma, embrionária e buscando parcerias para que pudesse se consolidar. A Copa Verde vejo da mesma pujança que a Copa do Nordeste hoje”, finalizou.