Varela Notícias

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A última vez que uma equipe do interior sagrou-se campeã foi em 2011, edição merecidamente vencida pelo Bahia de Feira, cinco anos após o Coco-Colo de Ilhéus também vencer o Vitória com grande mérito e sagrar-se campeão em 2006, que por sua vez, foram quatro anos após o Palmeiras do Nordeste suspender a taça de 2002¹.

Esses intervalos entre os torneios vencidos pela dupla BaVi e os vencidos pelos clubes do interior estão menores no últimos 14 anos por conta do crescimento das equipes do interior. Fator aliado à crescente decadência dos clubes da capital baiana, que não possuem a antiga força nos estaduais para criar um novo hiato de 32 anos sem títulos para as equipes do interior² e nos nacionais, já que o Bahia é o único clube do estado a vencer esse tipo de torneio (1959 e 1988).

Em 2015, o Vitória da Conquista desponta como favorito do interior do estado. O Bode tenta montar uma equipe que tenha condições de disputar o título do Baianão no 10º aniversário do clube, criado em 2005. Para isso, foram recrutados ex-jogadores da dupla BaVi, o goleiro Viáfara e o volante Fausto, um esforço considerado “somente parte de uma missão” pelo presidente do Bode, Ederlane Amorim.

“O esforço que a diretoria está fazendo para montar um time competitivo com objetivo de disputar títulos é grande, mas todo esse trabalho é apenas parte da nossa missão. Precisamos também do retorno das arquibancadas, com a presença do torcedor nas partidas”, declara.

Quando o Jacobina anunciou a contratação de Andrade, técnico campeão brasileiro de 2009 pelo Flamengo, mostrou o crescimento do futebol baiano e o potencial que ele possui para sair do ostracismo. O fortalecimento das equipes do interior é um importante passo para que os clubes da capital tenham uma postura mais agressiva em referência aos campeonatos nacionais, já que o domínio estadual pode estar seriamente ameaçado.

¹Em 2002 foram disputados dois campeonatos baianos, um sem a dupla BaVi, teve a final disputada entre Palmeiras do Nordeste e o Cruzeiro de Cruz das Almas e o supercampeonato vencido pelo Vitória.

²Após o Fluminense de Feira vencer a edição de 1969, a taça só retornou ao interior em 2002 com o triunfo do Palmeiras do Nordeste.

O desequilíbrio em um comparativo que envolva Bahia,Vitória e os clubes do interior é evidente. Papões de títulos, Bahia (45) e Vitória (27) estão muito distantes do Ypiranga (10), clube que um dia foi uma potência do futebol baiano. O abismo que separa os clubes é tão grande que enquanto os clubes da capital foram rebaixados após péssimos desempenhos na Série A, os demais clubes baianos sequer conseguem chegar às finais da Série C.