Fonte : A Tarde

A Federação Baiana de Futebol (FBF) resolveu homenagear um dos decanos da crônica esportiva do Estado na final do Campeonato Baiano de Acesso. Bahia de Feira e Juazeirense disputam nesta sexta-feira, às 20h30, uma vaga na elite do futebol estadual em 2010 e o direito de levar para a casa o troféu Radialista Nilton Menezes da Silva Nogueira.

“Pela grande dedicação à crônica esportiva da Bahia, nós resolvemos homenagear Nilton Nogueira”, disse o presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues.

Como empatou o jogo de ida no Estádio Adauto Moraes, por a 1, e fez a melhor campanha nas fases classificatórias, o Bahia feirense fica com a taça em caso de um novo empate.

Ao Juazeirense só resta vencer para garantir uma equipe da região norte do Estado na elite do futebol baiano. E os torcedores do “Cancão de Fogo” levam fé na conquista.

Só que o Bahia de Feira está bem treinado por Nazareno Silva, que confia no poder decisivo do atacante Ednei, um dos destaques da conquista do Colo-Colo, em 2006, quando o time de Ilhéus sagrou-se campeão baiano ao derrotar o Vitória, no Barradão, por 4 a 2.

Uh, terror! – Se o “Tremendão” tem Ednei, o Juazeirense aposta suas fichas num baixinho matador. Quem pensou em Romário, se enganou. O nome dele é Clodoaldo.

No Fortaleza, ele fez sucesso e a torcida cearense cantava: “Uh, terror, Clodoaldo é matador!”. Na semifinal contra o Guanambi, o baixinho mostrou sua categoria e faro de gol.

Clodoaldo marcou dois golaços. No primeiro, uma cobrança de falta perfeita, no ângulo. E no segundo deu um drible seco no goleiro e partiu para o abraço.

Mas ele passou em branco no último sábado, em Juazeiro. “Agora é trabalhar para ajudar o Juazeirense a subir para primeira divisão. Mesmo que eu não faça gol, esse é o objetivo principal de todo o grupo”, afirmou o experiente Clodoaldo.

Problemas – As contusões de um zagueiro e um atacante vão obrigar o técnico Nazareno Silva a promover mudanças para a partida final desta sexta.

Como não tem defensor em condições físicas e técnicas para substituir o contundido Bruno Neves, Nazareno vai escalar o Bahia de Feira com dois zagueiros (até então o time vinha jogando com três). O meio-campo será reforçado, com previsão da entrada de Kaká ou Arley.

Para o treinador, a vantagem de decidir em casa é somente não estar sob a pressão da torcida adversária. Em relação ao apoio da própria torcida não existe influência, pois o tricolor feirense tem pouquíssimos torcedores.

O técnico, sempre no seu estilo cauteloso, diz que não há favoritos, embora ao time feirense baste um empate para conquistar o título. “O Juazeirense é uma equipe experiente, tecnicamente forte. Na final, temos que ter uma atenção redobrada”, alerta.

Em relação ao Bahia de Feira, Nazareno classifica como um time determinado, mas disciplinado. “Não tivemos nenhum jogador suspenso por cartões amarelos durante a competição”, ressalta o treinador.

O Bahia se destacou com a defesa menos vazada da Segundona, ao levar somente três gols em 9 partidas. No ataque, o desempenho não foi nada brilhante, com 11 gols nos nove jogos. “É uma competição curta, não há tempo para testes. Então o entrosamento e a determinação são fundamentais”, avalia Nazareno Silva.