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Apenas a vitória será um resultado aceitável para o São Paulo nesta quarta-feira, quando a equipe recebe o uruguaio Danubio, às 22 horas (de Brasília), no Morumbi. Somar três pontos como mandante na Copa Libertadores diante de um adversário pouco tradicional no contexto sul-americano já seria o esperado normalmente, mas se tornou exigência depois do duro tropeço para o Corinthians na estreia.

Exigência não somente por parte dos torcedores – dentre os quais alguns pediram pela saída de Muricy Ramalho do comando técnico depois do revés por 2 a 0 para o arquirrival em Itaquera -, mas dos próprios jogadores. Na opinião do capitão Rogério Ceni, menos do que um triunfo sobre o time de menor expressão do grupo faria o São Paulo depender de combinação improvável de resultados para avançar ao mata-mata.

“A gente também fica bastante chateado com a derrota. Mas a vida segue, você tem que vencer o próximo. O passado, você não consegue mudar. O futuro, você tem uma chance. Então, cabe agora à gente fazer esses três pontos na quarta-feira para tentar ter um pouquinho de tranquilidade e seguir na competição. Porque se você não faz três pontos na quarta-feira aí você tem que começar a ir atrás de milagre. E milagre não acontece todo dia”, disse.Neste momento, como o Danubio perdeu por um gol de diferença, é o São Paulo o último colocado da chave. O duelo desta quarta-feira, portanto, também ganha caráter de confronto direto por uma posição. Depois dele, o time treinado por Muricy terá duas partidas frente ao argentino San Lorenzo (campeão da edição passada do torneio), o primeiro deles no Morumbi. Serão esses confrontos, na opinião Ceni, que definirão a situação no grupo antes de mais um clássico contra o Corinthians, na última rodada.

Os uruguaios, por sua vez, estão igualmente pressionados porque perderam por 2 a 1 para o San Lorenzo na estreia. Apesar do tropeço, o técnico Leonardo Ramos prometeu não fazer mudanças significativas na formação do Danubio. A novidade deverá ser a presença de Matías Velásquez na vaga aberta na lateral esquerda por Guillermo Cotugno, a caminho do Rubin Kazan, da Rússia.

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