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:: 11/maio/2020 . 8:34

Presidente da FPF compara situação dos times grande e pequenos durante a pandemia

Futebol Interior

Os efeitos da pandemia de coronavírus afetam todos os setores da sociedade e com o futebol não é diferente. O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, comentou a situação pela qual passa o futebol do estado de São Paulo.

Para o dirigente, tanto os times grandes quanto os pequenos terão de se adaptar à nova realidade e todos serão afetados. “Os grandes clubes podem até ter receita maior, contratos mais generosos, mas suas despesas e compromissos também são muito maiores. Se analisarmos a situação dos clubes que fazem parte do calendário nacional de competições, esses times têm contratos com atletas de mais de um ano de duração. Os menos, como por exemplo 90% da Segunda Divisão de São Paulo, não tinha sequer registrado atletas. Então enquanto essas equipes ficarem sem atividades, seu custo fixo é muito pequeno. É difícil. É um drama. Mas eles não têm folha de pagamento alta”, explicou em entrevista à Revista Veja.

Reinaldo Carneiro Bastos ainda falou sobre a possibilidade de retorno das competições paulistas o mais rápido possível.
“Nós temos apenas seis rodadas por fazer. Dos 16 clubes que disputam o campeonato, em apenas duas rodadas ficam apenas os oito classificados para a próxima fase. Após a terceira data de jogos, sobram apena quatro times. Ou seja, isso simplifica a organização. Mas em todas partidas respeitaremos os mesmos protocolos de saúde. Quando possível, poderemos retomar o campeonato com segurança para todos os envolvidos”, disse.

O dirigente acredita ainda em uma mudança em toda a sociedade, bem como o futebol, após esse período de pandemia.

“O futebol não é exceção. Toda a sociedade está sofrendo e vai se modificar. Estamos todos nos reinventando tanto na parte material, mas também na parte mental”, concluiu o presidente da FPF.

Pesquisa ouve 511 jogadores de SP: maioria quer voltar, mas por necessidade.

Uol

A maioria dos jogadores de futebol do estado de São Paulo apoia a volta do futebol, mas tem como principal motivo a necessidade financeira, e há temor e receio pela saúde em meio à pandemia do novo coronavírus. Esta foi a conclusão de pesquisa encomendada pelo Sindicato dos Atletas de Futebol do Município de São Paulo (Siafmsp) à consultoria Esporte Executivo. O trabalhou ouviu 511 atletas de times masculinos e femininos das Séries A1, A2 e A3 do Campeonato Paulista – entre os homens, foram ouvidos representantes de todos os clubes que disputam as três divisões.

De 6 a 9 de maio, os jogadores puderam responder se são favoráveis ou contrários à retomada das atividades do futebol. Depois, puderam apontar as razões principais de cada resposta dentre uma série de itens oferecidos, podendo escolher uma ou mais alternativas. O índice de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro é de 4%.

Do total dos entrevistados, 64,2% se disseram favoráveis à retomada do futebol, enquanto 35,8% foram contrários. Entre os que votaram a favor, o principal motivo escolhido (52,2%) foi “preferiria não voltar, mas precisa financeiramente desse retorno”. Atletas também afirmaram que acreditam que haverá uma estrutura montada para preservar sua saúde – 49,4% assinalaram essa opção. Apenas 9,6% afirmaram que “a Covid-19 não é tão preocupante como a sociedade e a mídia têm apresentado”. Os jogadores puderam assinalar mais de uma razão para cada resposta.

Dentre os 35,8% dos jogadores que se posicionaram contra a retomada das atividades, o motivo mais apontado (76,4%) foi “não acredito que haja segurança suficiente para a saúde dos atletas”. 51,7% disseram que, com a pandemia, não é o momento de pensar em futebol. Com salários atrasados, 24,2% afirmaram que se sentem desrespeitados ao serem forçados a enfrentar a doença. 9,6% se dizem pressionados por suas famílias para não retornarem.

O cenário geral da pesquisa mostra temor pela saúde em grande parte dos jogadores, mas um apoio à volta por necessidade financeira. “Ao longo do trabalho, pudemos observar que existe uma clara preocupação com a saúde para a maioria deles. Mas o desamparo de uma profissão com carreira curta e pouco rentável para a maioria faz com que critérios outros para a subsistência, como o financeiro, se sobreponham ao medo da possível contaminação. Temos, ao fim, no futebol, um retrato da sociedade”, diz Vinicius Lordello, CEO da Esporte Executivo.

Apesar da ameaça do coronavírus, futebol europeu avança rumo à retomada

MSN

No momento em que o futebol europeu continua planejando seu retorno, após vários meses sem competições devido à pandemia do coronavírus, muitos casos positivos de COVID-19 foram detectados em diferentes campeonatos, sem que isso implique, por enquanto, em uma alteração dos planos de retomada dos torneios.

Neste domingo, foram anunciados testes positivos em jogadores de clubes da Espanha, Inglaterra e Portugal. Mas esses países parecem dispostos a seguir o modelo da Alemanha, onde a quarentena aplicada a toda a equipe do Dynamo de Dresden (da segunda divisão) devido ao resultado positivo dos exames de dois de seus jogadores, não mudou os planos do futebol profissional alemão para retomar seus campeonatos a partir de 16 de maio, com portões fechados.

“Isso não justifica colocar em dúvida a temporada inteira”, disse o presidente da Liga Alemã de Futebol (DFL) Christian Seifert à rede ZDF no sábado, após o anúncio dos dois testes positivos no Dresden que impedirão o clube de disputar o primeiro jogo da retomada da competição. “Sempre ficou claro para mim que isso poderia acontecer. Estamos no início do plano de retorno”, acrescentou.

No entanto, Seifert alertou que outros casos de COVID-19 podem afetar o desenvolvimento da competição, que deve terminar em 30 de junho. “Você pode atingir um nível (de casos) que o impeça de jogar, isso dependerá do tempo que resta para terminar a temporada”.

A liga alemã prevê um máximo de 300 pessoas autorizadas em cada partida e que as equipes permaneçam confinadas por uma semana antes do reinício. :: LEIA MAIS »









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