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:: 14/maio/2020 . 8:51

Jogadores da Premier League querem adiar volta do campeonato, diz jornal

Uol

Jogadores e treinadores da Premier League (Campeonato Inglês) não consideram boa a ideia de retomar o torneio, paralisado por conta do coronavírus, no dia 12 de junho.

Segundo o jornal Mundo Deportivo, houve uma reunião virtual entre líderes de clubes para debater o cronograma sugerido pela Liga. Para os esportistas, o retorno teria que ser prorrogado por pelo menos uma semana.

A justificativa da mudança se deve pela preocupação em lesões, já que os atletas estão parados há dois meses e necessitam de um tempo maior para readquirir a forma física.

Apesar de os treinos em grupos de cinco estarem liberados a partir da próxima semana, o fato de haver uma regra que proíbe contatos físicos – ao menos até o dia 25 -, segundo o jornal, é outro motivo da posição pelo adiamento, já que este cenário não será visto nos jogos.

Além disto, os treinamentos terão apenas um máximo de 75 minutos por sessão e uma série de outras restrições.

Ontem, em entrevista ao Sky Sports, o presidente da Associação de Jogadores Profissionais da Inglaterra, Gordon Taylor, ressaltou a necessidade de se ter cautela na volta às atividades.

Segundo ele, os atletas temem por novos contágios, já que o país é um dos mais atingidos pela pandemia.

Especialista critica protocolo da Ferj que recomenda retorno do futebol: ‘Uma ilusão e total desserviço’

Terra

Com apoio de 14 clubes do Rio de Janeiro, que não incluíam Botafogo e Fluminense, a Ferj publicou, na última sexta-feira, uma nota na qual reforçava o desejo de retorno às atividades “o mais breve possível”. Os clubes firmantes se disseram prontos para reiniciar os treinos de “forma responsável, sob vigilância, sem aglomerações ou presença de público”. Junto foi apresentado o protocolo médico “Jogo Seguro”, com recomendações de segurança para a volta às atividades. O LANCE! conversou com pesquisadora e integrante do comitê técnico de combate ao coronavírus da UFRJ, Chrystina Barros. A especialista fez duras críticas ao documento e afirmou que as medidas propostas não garantem um jogo 100% seguro para os envolvidos.

– Não é possível o retorno de treinamentos e, muito menos, dos jogos, mesmo sem público. Existe uma ilusão de achar que protocolos vão garantir um jogo de futebol 100% seguro. É um total desserviço que o esporte presta. Seria ir na contramão de tudo o que o mundo faz. O Rio de Janeiro trabalha hoje com a possibilidade de lockdown, nós estamos em um número ascendente de óbitos. Quaisquer medidas como as que são propostas, quando aplicadas, podem diminuir riscos, mas é impossível garantir, hoje, que não haja transmissão. Você pode fazer a limpeza a cada uso de banheiro ou vestiário, mas duas pessoas em um mesmo espaço representam um alto risco de contaminação. A proposta é submeter esse jogador a um possível contágio. Nenhum protocolo consegue dar conta ou prever isso – criticou Chrystina, que tem com 25 anos de experiência na área de saúde.

A pesquisadora também destacou a função social do esporte como referência de saúde para a população. Para ela, este é o momento dos clubes reforçarem o exemplo de respeito ao isolamento e medidas de combate ao vírus e não o contrário.

– O esporte precisa inspirar saúde e isso vem, fundamentalmente, pelo exemplo. Qual exemplo o futebol está dando? Futebol é um esporte de contato. Como vamos garantir que pessoas que vivem em comunidades não vão usar seus campos de futebol para replicar o que seus ídolos fazem nos gramados? Estádios no Brasil foram transformados em hospitais de campanha. Como vamos jogar bola entre camas e respiradores? Como os times vão disputar um esporte com uma proposta de saúde tendo ao lado pessoas que enfrentam a morte em condições improvisadas? – questionou a especialista.

Técnicos aprovam quinta substituição no futebol e preveem que terão mais trabalho

MSN

A ideia da Fifa e da International Board (Ifab, na sigla em inglês) de permitir a realização de até cinco substituições em um jogo de futebol caiu no gosto dos treinadores brasileiros. A reportagem conversou com vários técnicos e todos aprovaram a nova regra, assim como preveem a necessidade de trabalharem mais por causa dela. Caso a inovação seja aplicada no Brasil, os comandantes afirmam que será necessário treinar mais variações táticas com os elencos antes de cada uma das partidas.

O objetivo da Fifa e da Ifab em autorizar que cada time possa fazer até cinco mudanças em vez das três atuais é minimizar o desgaste dos jogadores. A proposta é temporária, válida só até dezembro deste ano. As entidades consideram que pela paralisação causada pela pandemia do novo coronavírus, os campeonatos serão retomados com uma sequência mais intensa de partidas e com os atletas fora da forma física ideal. Por isso, surgiu a ideia de dar aos treinadores a oportunidade de mexer mais vezes no time.

“Eu acho uma boa ideia, mas não é o ideal. O ideal seria realmente que se pensassem no retorno do futebol em um tempo adequado de preparação para não se ter risco de lesão”, disse ao Estado o técnico do Red Bull Bragantino, Felipe Conceição. A autorização para se fazer cinco substituições ainda será estudada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Por outro lado, quem quiser fazer as substituições precisará parar o jogo no máximo três vezes, até para não prejudicar demais o andamento da partida. Recentemente a Fifa liberou as equipes de realizarem até uma quarta substituição, que poderia ser utilizada caso os jogos tenham prorrogação. A novidade foi utilizada inclusive na última Copa do Mundo, na Rússia.

Conmebol se reúne, anuncia ajuda a federações e dá condição para volta de Libertadores e Sul-Americana

ESPN

Uma reunião por videoconferência entre integrantes do Conselho da Conmebol discutiu nesta quarta-feira a situação da Copa Libertadores, da Copa Sul-Americana e das eliminatórias da Copa do Mundo de 2022.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, os torneios de clubes foram interrompidos, enquanto a disputa entre seleções, que começaria no fim de maio, teve que ser adiada.

Na reunião, os conselheiros analisaram cenários do futebol na América Latina e mantiveram a decisão de apenas voltar as competições quando “as condições sanitárias permitirem”.

“O Conselho reafirmou seu compromisso de ter sempre como requisito fundamental o cumprimento de todas as medidas de prevenção necessárias determinadas pelas autoridades sanitárias em cada um dos países quando o futebol voltar”, anunciou a Conmebol, em comunicado divulgado nesta quarta.

Para ajudar os clubes durante o período sem jogos, a Conmebol confirmou também um auxílio de US$ 14 milhões (R$ 82 milhões) às federações afiliadas na América do Sul. Não se sabe como o dinheiro será dividido.

Recentemente, o diário argentino “Olé” publicou que a Conmebol acredita em um retorno da Libertadores e da Sul-Americana no mês de setembro. A entidade estuda alternativas para completar os dois torneios.

Restam 11 datas (quatro da primeira fase, seis de oitavas, quartas e semis e a decisão), já incluindo a final em jogo único a ser realizada no Maracanã, no Rio de Janeiro. Para isso, seriam necessárias pelo menos 15 semanas.

“Tite é a esperança do futebol da América do Sul”, diz técnico que goleou Argentina em Buenos Aires

Globo Esportes

Uma cena marcante do documentário “Tudo ou Nada” sobre a seleção brasileira na Copa América de 2019, mostra um abraço do coordenador técnico da seleção da Venezuela, Francisco Maturana, no treinador da seleção brasileira, Tite. Maturana foi o histórico comandante da Colômbia, na Copa do Mundo de 1990 — a primeira em que os colombianos avançaram para as oitavas-de-final — e nos incríveis 5 x 0 sobre a Argentina em Buenos Aires, nas eliminatórias de 1993.

Segundo Tite disse no documentário, Maturana aproximou-se depois do empate por 0 x 0 entre Brasil e Venezuela, na Fonte Nova. Deu o abraço e disse em seu ouvido: “Você é a esperança do futebol da América do Sul.”

Depois de ver o documentário, este blog procurou o treinador colombiano em Medellín, por telefone. Maturana confirmou o diálogo e explicou por que considera Tite a maior esperança do futebol sul-americano voltar a triunfar em uma Copa do Mundo.

“Eu disse isso ao Tite do fundo do meu coração. Nós, em nossos países, sempre admiramos o futebol brasileiro. Neste momento histórico da América do Sul, perdemos muuito terreno em relação à Europa e temos que encontrar alguém que resgate os valores, a cultura do futebol sul-americano”, disse Maturana. :: LEIA MAIS »









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