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Desde que foi adotado o sistema de pontos corridos no Campeonato Brasileiro, em 2003, os poucos clubes do Nordeste que chegaram à elite do futebol nacional convivem com o ‘fantasma’ do rebaixamento. Somente em três (2005, 2008 e 2015) das 14 últimas edições da competição não houve queda de nenhum representante da região.

A sina persegue Santa Cruz, Sport, Náutico, Bahia e Vitória – os clubes dos dois Estados nordestinos com mais força no futebol, Pernambuco e Bahia. Não escaparam do descenso outros vizinhos deles, como Fortaleza, Ceará e América (RN).

Essa instabilidade no Brasileiro, relacionada diretamente à capacidade de investimento de cada um desses clubes em comparação aos do Sul e Sudeste do País, favorece o crescimento da Copa do Nordeste – sucesso de público e de competitividade.

Logo em 2003, o primeiro ano do novo modelo de disputa do Brasileiro, apenas dois dos 24 clubes foram rebaixados para a Série B e ambos do Nordeste – Fortaleza e Bahia. No ano seguinte, o Vitória acabou em penúltimo e teve o mesmo destino.

Em 2006, o Fortaleza caiu de novo, em companhia do Santa Cruz. No Brasileiro de 2007, o América-RN ficou em último e nunca mais voltou à Série A. Já em 2009, a queda foi mais brusca e atingiu Náutico e Sport.

Por mais quatro anos seguidos, o Nordeste esteve na lista dos rebaixados, com Vitória (2010), Ceará (2011), Sport (2012) e Náutico (2013). Nada que se compare à derrocada do futebol baiano em 2014, quando os dois gigantes do Estado, Vitória e Bahia, caíram abraçados.

No ano passado, a região só teve um clube na principal competição do País, o Sport, dono de uma campanha honrosa – ficou em sexto lugar. Mas a bonança foi embora com a edição recém-encerrada do Brasileiro que levou o Santa Cruz de volta para a Série B.

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