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Há um projeto na CBF para se apresentar às entidades que ditam as regras do futebol que se crie uma substituição temporária. Na prática significa que um atleta machucado ficaria dez minutos fora de campo, outro entraria no seu lugar e, nesse período de tempo, se definiria se o lesionado volta ou sai definitivamente.

Isso seria usado principalmente após lesões na cabeça. A preocupação que cresce no futebol é com as concussões, que precisam ser avaliadas imediatamente após o choque em procedimento que pode demorar alguns minutos. Como é um machucado “invisível”, muitas vezes os atletas que sofrem concussões voltam a campo para o time não ficar com um a menos, correndo risco de sofrerem problemas neurológicos graves.

Levantamento da CBF na Série A de 2016, com base em dados relatados pelos médicos dos clubes, mostra que as lesões nas cabeças foram as segundas mais comuns, com 9,69% — perdem apenas para as lesões na coxa, que lideram com 42,4%. Dos problemas na cabeça, a maioria (37,9%) foram concussões (11 casos relatados no Brasileiro da Série A do ano passado).

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