Atarde

Embora o Brasil se mantenha como o maior campeão da história das Copas, com cinco títulos, a América do Sul tem visto o domínio europeu ser ampliado na principal competição do futebol do planeta. Das últimas quatro edições do Mundial, em apenas uma delas houve a presença de uma seleção sul-americana no pódio, com a Argentina conquistando uma amarga medalha de prata ao ser derrotada pela Alemanha na final de 2014, no Maracanã.

Essa supremacia europeia começou a ser imposta de forma significativa em 2006, quando a Itália superou a França na decisão, na Alemanha, onde a seleção da casa também superou Portugal na disputa pelo terceiro lugar. Nas duas Copas seguintes, a América do Sul teve duas boas chances reais de ao menos terminar com representantes entre os três primeiros, mas o Uruguai e os brasileiros fecharam as suas campanhas na quarta posição respectivamente em 2010, na África do Sul, e 2014, no Brasil.

Há oito anos, os uruguaios foram derrotados por 3 a 2 pelos alemães no confronto que valeu um posto no último lugar do pódio, enquanto a equipe comandada por Felipão foi atropelada pela Holanda por 3 a 0, no Mané Garrincha, em Brasília, em um adeus melancólico ao Mundial após a humilhante goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha, no Mineirão, em Belo Horizonte, nas semifinais.

Em 2018, na Rússia, o Peru foi o único time sul-americano que não passou pela fase de grupos, mas a Argentina e a Colômbia caíram nas oitavas de final, enquanto Brasil e Uruguai foram eliminados nas quartas respectivamente por Bélgica e França. No fim, os uruguaios terminaram a Copa em quinto lugar e os comandados de Tite vieram logo atrás, em sexto.

Campeã em 2018 e vice em 2006, a França agora é o retrato mais bem acabado do domínio imposto pelos europeus nas últimas quatro Copas, assumindo o protagonismo anteriormente conseguido pela Alemanha, vencedora em 2014 e terceira colocada em 2006 e 2010.