O Estadão

Vencedor de três das últimas quatro edições do Mundial de Clubes da Fifa, o Real Madrid chegará a esta edição da competição, que começa nesta quarta-feira, nos Emirados Árabes Unidos, sem possuir o favoritismo gigante que sempre ostentou em suas outras participações no torneio. Embora ainda conte com um elenco estelar, o time espanhol ainda se ressente da saída de Cristiano Ronaldo, hoje jogador da Juventus, e conta com um técnico Santiago Solari ainda em fase de afirmação como comandante da equipe merengue.

O favoritismo do Real está em xeque por uma série de motivos. Após a saída do treinador Zinedine Zidane, ocorrida de forma surpreendente logo depois do final da última temporada europeia, Julen Lopetegui fracassou como substituto do ídolo francês. E hoje o time tenta voltar a engrenar em um novo ciclo no qual amargou uma série de resultados surpreendentes, como por exemplo uma derrota por 3 a 0 para o modesto Eibar, sofrida no mês passado.

A fase instável do Real se reflete na tabela do Campeonato Espanhol, no qual a equipe ocupa apenas a quarta posição, cinco pontos atrás do líder Barcelona. Na Liga dos Campeões, o time já assegurou classificação às oitavas de final, mas chegou a ser batido por 1 a 0 pelo CSKA Moscou, na Rússia, em outubro, mesmo mês em que foi superado pelo Levante por 2 a 1 e acabou goleado por 5 a 1 pelo Barcelona, derrota determinante para a demissão de Lopetegui.

Com chancela da Fifa há apenas 18 anos, o Mundial de Clubes só teve três campeões não europeus, sendo que todos são do Brasil: o Corinthians, com as taças obtidas em 2000 e 2012; o São Paulo, em 2005; e o Internacional, em 2006. O Vasco, em 2000, o Santos (2011) e o Grêmio (2017) foram vice-campeões como representantes do País neste período, assim como ocorreu com os argentinos Boca Juniors (2007), Estudiantes (2009), San Lorenzo (2014) e River Plate (2015).