Correio da Bahia

Ser técnico na elite do futebol brasileiro é uma tarefa árdua por vários fatores. Calendário desgastante, pressão por resultados imediatos e bom desempenho dentro de campo e nem sempre -ou quase nunca- há tempo hábil para colocar tudo isso em prática.

Quando os resultados esperados não vêm, a práxis brasileira prega que o treinador deve ser o primeiro a ter a ‘cabeça cortada’ e as direções optam pela demissão. Um estudo da Pluri Consultoria apontou que a média de permanência dos treinadores brasileiros nos últimos dez anos é de seis meses. Um clube nordestino lidera a lista nesse período: é o Ceará, que mudou de comando 29 vezes, seguido de Sport e Vitória, com 26.

Dois técnicos de times baianos vêm tentando mudar essa sina. No comando do Jacuipense desde 2016, Jonilson Veloso é o quarto técnico mais longevo das séries A, B e C do futebol brasileiro. Na mesma lista, Roger Machado aparece na 10ª colocação – ele está no tricolor desde abril de 2019.

Quem está há mais tempo comandando o mesmo time no Brasil é o gaúcho Gerson Gusmão, que vai para a sua quinta temporada no comando do Operário.

Confira os 10 técnicos mais longevos das Séries A, B e C:
1. Gerson Gusmão (Operário-PR) – desde maio de 2016
2. Renato Gaúcho (Grêmio) – desde setembro de 2016
3. Vinícius Bergantin (Ituano) – desde junho de 2017
4. Jonilson Veloso (Jacuipense) – desde novembro de 2017
5. Evaristo Piza (Botafogo-PB) – desde junho de 2018
6. Renan Freitas (Oeste) – desde dezembro de 2018
7. Guto Ferreira (Sport) – desde fevereiro de 2019
8. Wellington Fajardo (Manaus) – desde fevereiro de 2019
9. Daniel Paulista (Confiança) – desde março de 2019
10. Roger Machado (Bahia) – desde abril de 2019