Galáticos Online

No dia 17 de março, a Federação Bahiana de Futebol anunciou a suspensão do Campeonato Baiano devido à pandemia do novo coronavírus. Sem prazo para ao retorno, diversos clubes do estado liberaram atletas e desfizeram seus elencos.

Mas, alguns deles, como o Alagoinhas Atlético Clube, já vinham se desfazendo de jogadores. Alguns deixaram a equipe por opção técnica, outros em razão da pandemia. A agremiação, assim como as demais, alegou não possuir condições de manter sua folha salarial sem arrecadação com bilheteria e patrocínios no período sem jogos, e sem saber se a competição, realmente, retornará neste ano.

Mas, dois meses após o início das dispensas, problemas começaram a surgir. Cinco dos atletas dispensados acusam o clube de irregularidades nas dispensas.

Em denúncia ao Galáticos Online, Reinaldo Lucas, Willian Kaefer, Uenis Cardoso, Cristiano Ribeiro e Eduardo Rondon afirmam que o Carcará cometeu “abusos”. Através do advogado Eliseu Patrocínio, os jogadores alegam que as dispensas foram unilaterais, sem acordo entre as partes e sob ameaças.

“Dispensas imotivadas e mediante acordo unilateral, os quais os atletas não tiveram direito a reivindicar nada, sob a ameaça de que senão assinassem, não receberiam o salário do mês trabalhado”, diz o profissional em comunicado (confira na íntegra abaixo) enviado ao site.

Os atletas ainda acusam o clube de não pagamento de direitos trabalhistas. “É uma verdadeira aberração jurídica, são dispensados sem receber a rescisão, FGTS e até a falta de recolhimentos previdenciários. Atleta sendo dispensado com lesão, que não pode sequer receber algum benefício previdenciário, sendo exposto ao ridículo”, continua.

Diante das denúncias, o Galáticos OnLine procurou a diretoria do Atlético de Alagoinhas, que por meio do seu presidente, Albino Leite (foto), negou as irregularidades. “O que posso relatar é que todos os atletas dispensados após a mudança do técnico houve uma avaliação do técnico Lira (Arnaldo). Foi identificado alguns jogadores que estavam abaixo do nível necessário. Chamei esses jogadores, conversei e paguei os salários em dia. Paguei a rescisão como tem no contrato da CBF. Eles receberam os salários e rescisão conforme o acordo que está na CBF”, disse.

Sobre os dispensados após a suspensão do Campeonato Baiano, o dirigente admitiu ainda não ter realizado todo o pagamento, mas garantiu que fará. “Nós fomos o primeiro clube do Brasil que, quando paramos as atividades, encaminhamos um documento à CBF, via Federação Bahiana de Futebol, solicitando auxílio emergencial. Depois, os demais clubes do Brasil também fizeram e conseguimos o auxílio. Acordei com os demais, que ficaram, que não foram liberados antes da pandemia. Estamos devendo apenas 18 dias a esses jogadores. Estamos pagando o salário base, de carteira. Já pagamos o mês passado e faltam duas (parcelas). E vamos fazer uma avaliação, ainda, daqueles que vão permanecer”, concluiu.