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Chegou ao final na terça-feira o período preparatório de oito dias da seleção brasileira feminina principal na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). A técnica sueca Pia Sundhage fez um balanço positivo da janela de treinos nesta Data Fifa – que seria de amistosos, mas que não puderam ser realizados por conta de restrições sanitárias provocadas pela pandemia do novo coronavírus – e detalhou a metodologia de trabalho adotada pela sua comissão técnica.

Com o período sem viagens e partidas, Pia Sundhage pôde trabalhar com mais tempo o plantel que tem em mãos. Ao longo dos dias, a técnica realizou treinos de alta intensidade, jogo-treino entre suas atletas e também fez testes com jogadoras específicas em novas posições, já visando os Jogos Olímpicos e Tóquio-2020. Mas além das atividades gerais, a comissão da seleção focou em duas táticas de jogo julgadas primordiais: bola parada e contra-ataque.

“Primeiramente, sou grata que nos reunimos com algumas das jogadoras que jogam no Brasil aqui na Granja Comary. Porque não é fácil, são muitos protocolos a serem seguidos, mas o fato de ter muitas pessoas envolvidas para que isso aconteça, me faz ser grata. Tivemos um local para assistir jogos, conversamos sobre nossas oponentes e tentamos trabalhar certas coisas dentro do nosso jogo. Nesse curto espaço de tempo sem atuarmos, conversamos sobre coisas específicas do nosso modelo de jogo. Fizemos duas coisas: treinamos muito as jogadas de bola parada, somos muito boas nisso, e também treinamos muito os contra-ataques”, revelou a técnica sueca.

A etapa de treinos já projeta os grandes adversários que a seleção brasileira terá pela frente nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. O contra-ataque, por exemplo, foi notado pela comissão técnica como uma ótima alternativa para rivais que marcam forte pressão. De acordo com Pia Sundhage, o grande desafio do grupo até julho é estar conectado e entrosado na metodologia de jogo.