Conmebol atua em força-tarefa para formar ‘bolhas’ dos times para viabilizar Copa América no Brasil
MSN

Depois de receber todas as garantias do governo de Jair Bolsonaro, a Conmebol prepara uma força-tarefa para viabilizar a Copa América no Brasil. As seleções vão se concentrar em hotéis fechados, no sistema de ‘bolhas’ para minimizar riscos de contágio da covid-19 em sua estada no País. Mesmo assim, elas vão precisar viajar para atuar durante a competição, diferentemente do que ocorreu, por exemplo, na temporada passada da NBA, dentro do complexo da Disney.
A Confederação Sul-Americana faz reuniões com seus pares das cidades e dos Estados escolhidos paro receber as partidas desde terça-feira, mesmo a despeito do possível pedido de dispensa dos jogadores da seleção após informação de Tite sobre o assunto na quinta. O treinador disse que os atletas falaram com ele e com o presidente da CBF, Rogério Caboclo, sobre a disputa e que vão “externar” suas posições após a partida de terça-feira, pelas Eliminatórias. Eles não querem jogar a Copa América.
Em relação à organização montada por Colômbia e Argentina, os dois países que caíram fora por causa do avanço da pndemia, tudo será refeito em dez dias. Despejada no Brasil, a Copa América vai começar dia 13, com o Brasil e campo diante da Venezuela. As tarefas estão sendo feitas simultaneamente pela entidade, com CBF, governos minicipais e estaduais. Os jogos vão acontecer em Goiânia, Cuiabá, Brasília e Rio.
Todas as seleções já foram orientadas a vacinar seus jogadores. Este é um ponto a ser solucionado. Não haverá um só atleta a entrar no Brasil sem ao menos a primeira dose do imunizante. O Brasil poderá fazer isso em Assunção, antes da partida do time de Tite contra o Paraguai pelas Eliminatórias da Copa do Catar. Havia um esquema montado para isso no país vizinho. Como as 50 mil doses da Conmebol não terão repasse para o SUS, elas não podem ser aplicadas em território nacional. O jogo no Paraguai está marcado para terça-feira. Mas já não se sabe mais se serão esses jogadores. Eles não querem jogar a Copa América. Estão fechados nisso.
A partir de terça, as dez equipes se voltam para a Copa América, cuja premiação ao campeão é de R$ 52 milhões. O evento tem custo de R$ 650 milhões e investimento aproximado no mesmo valor. O SBT vai mostrar as partidas am TV aberta. A emissora está montando uma equipe de jornalistas para eventos esportivos em sua grade.
Ainda não foi oficializado, mas todas as seleções vão ficar dentro no Brasil. Elas não deixarão o País de Bolsonaro até serem eliminadas do torneio. A Conmebol não aprovou que ficassem em seus respectivos países. O Brasil vai se hospedar em Teresópolis, na Granja Comary, como sempre faz. Só não se sabe com qual time. Nenhuma informação sobre cancelamento da Copa América é tratado pela Conmebol e pelos governos do Brasil.
O sistema de ‘bolhas’ foi a maneira encontrada pela Confederação Sul-Americana para proteger as seleções da doença no Brasil. O Estadão mostrou que os Estados brasileiros que vão receber a Copa América estão com mais de 85% de ocupação nos leitos de UTI de covid-19. Todos os chefes das delegações já foram avisados do problema. As seleções também terão de seguir os protocolos de saúde impostas pela região onde vão se hospedar. Se um time ficar em São Paulo, por exemplo, ele terá de seguir as recomendações definidas pelo governo do Estado. Tudo será fechado ao público. Mas após o treino do Brasil em Porto Alegre, pessoas se aglomeraram na entrada do hotel da delegação, desrespeitando as recomendações contra a covid-19.
A ‘bolha’ no esporte como quer montar a Conmebol na Copa América é furada. Por um simples motivo: os jogadores vão deixar o ambiente confinado com frequência para jogar. A Colômbia faz sua estreia em Cuiabá dia 13. Quatro dias depois, ela joga em Goiânia. E enfrenta o Brasil no Rio. Independentemente de onde vai se hospedar, terá de passar por aeroportos e novos hotéis. Todos os times terão de fazer deslocamentos semelhantes.
O sistema de ‘bolha’ bem sucedido foi montado pela NBA, na temporada passada, a primeira em que o basquete dos EUA foi atingido pela covid-19. Após muitos acordos e combinados, as franquias foram confinadas em hotéis dentro do complexo da Disney e de lá elas não saíram mais. Não havia público e todos os jogos foram feitos no local.









