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Nesta segunda-feira, os clubes que pretendem formar a liga que irá organizar campeonatos nacionais se reuniram com possíveis patrocinadores, em São Paulo. Os presidentes discutiram propostas de quatro empresas, que ofereceram patrocínios e direitos de transmissão.

Os debates tiveram início pela manhã e avançaram até o final da tarde. Até aqui, dirigentes encaram o planejamento com otimismo, e já possuem um cronograma de reuniões. Para os clubes, a nova entidade é uma forma de fortalecer o futebol nacional, criando melhores condições para os participantes.

No dia 15 de junho, clubes das Séries A e B assinaram um documento para sinalizar a criação de uma liga. Na carta, dirigentes alegam querer mais participação na política da CBF e organizar o Campeonato Brasileiro, atualmente administrado pela instituição.

As movimentações ganharam força após o afastamento de Rogério Caboclo, presidente da CBF, em razão de denúncias de assédio sexual.

De acordo com o estatuto da entidade, há dois fóruns de decisão, as assembleias administrativa e eletiva. A primeira é a responsável por tomar as decisões mais importantes, como a prestação de contas, por exemplo. Desta, só as federações estaduais fazem parte. Os clubes participam somente das Assembleias Eleitorais e, mesmo assim, com menor peso de votos.

Para que uma nova liga seja criada, o regulamento da CBF exige a aprovação da Assembleia Administrativa, o que não é tarefa fácil, pois a existência de uma organização paralela pode resultar no enfraquecimento das federações.