ASA x Palmeiras: veja onde estão os heróis de 2002 do Alvinegro
Globo Esportes

Há 13 anos, o ASA ultrapassou fronteiras para tirar o Palmeiras da Copa do Brasil, em 2002. Após vitória simples em Arapiraca, o Alvinegro perdeu por 2 a 1 no antigo Parque Antártica e, em virtude do gol marcado fora de casa, avançou na competição. Na ocasião, o clube tinha três troféus do Campeonato Alagoano na galeria, e a vitória histórica incrementou o currículo do Fantasma, tornando-o conhecido em território nacional.
Depois, o clube mudou de patamar. Vieram mais quatro títulos estaduais, uma Alagipe, vice-campeonatos do Nordestão e Série C, além de passagem pela Série B nacional. Pela importância do confronto de 2002, a reportagem foi atrás dos jogadores e treinador responsáveis pela classificação em solo paulista com o objetivo de descobrir a atual ocupação de cada um. De empresário a atacante no Acre, a maioria seguiu nos trilhos do esporte.
Aos 60 anos, acumula vasta experiência no futebol, em especial no Campeonato Alagoano. Já treinou Coruripe, Corinthians-AL, CRB, River-PI, Santa Rita, Confiança e Chã Grande. Neste ano, trabalhou no Potiguar e, em seguida, no Serrano-BA. O gaúcho está desempregado após o estadual e aguarda propostas para o segundo semestre. Leia o restante da matéria.
Márcio (goleiro)
Após sair do ASA, atuou na Série B por dois anos consecutivos: Sampaio Corrêa, em 2003, e Portuguesa, em 2004. Em 2006, defendeu o Mirassol e, no ano seguinte, foi para o União São João. Encerrou a carreira no Sergipe em 2008, aos 37 anos. Atualmente, trabalha na Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Lazer da prefeitura de Ipatinga e joga em um time amador da cidade. Também ajuda na lojinha da família.
Cléber Carioca (zagueiro)
Passou pelo Flamengo-PI e River-PI depois de defender o Alvinegro. Construiu boa parte da carreira no Nordeste, defendendo o Coruripe, Sampaio Corrêa, Bahia, Fortaleza e Salgueiro, e também atuou em clubes do Centro-Oeste e Sudeste. Parou de jogar no River-PI em 2014, aos 39 anos. Hoje, reside em Salvador, onde trabalha na escolinha do Vitória, e possui uma loja de acessórios para carros. Quando pode, ajuda um amigo empresário no seu ramo.
Rogério Gaúcho (zagueiro)
Após fazer parte daquele momento histórico com o ASA, o xerife foi para Portugal, defender o Maia FC, e retornou ao Brasil para atuar no América-RN, sendo vice-campeão da Série C em 2005. Depois disso, jogou no interior de São Paulo, por Matonense, São Bento, encerrando a carreira no XV de Piracicaba, em 2008. Atualmente tem 41 anos e mora na cidade gaúcha de Camaquã, onde é dono de uma transportadora.
Kiko, ex-zagueiro do ASA (Foto: Arquivo Pessoal /Kiko )
Kiko (zagueiro)
Paraibano, voltou para casa para defender Botafogo-PB e Treze logo após deixar o ASA. Jogou o Alagoano 2007 pelo Coruripe e depois embarcou para Portugal, onde ficou até 2013. No último ano, jogou pelo Alecrim e, como nenhuma proposta para 2015 o agradou, está parado. Aos 36 anos, procura novo clube. Enquanto isso, vive da renda de uma praça de táxi em Campina Grande.
Da Silva (reserva)
Ganhou projeção e passou por Joinville, Ituano, Botafogo-PB, Sampaio e Sport, até encerrar a carreira em 2009 no Botafogo-PB, de forma precoce, aos 30 anos. Atualmente, é professor da categoria sub-15 na escolinha de base Zico 10, em Joinville.
Fernando (volante)
Defendeu Itabaiana, Sete de Setembro, Recife, ASSU e ABC. Parou de jogar profissionalmente em 2007 no Intercontinental-PE. Em seguida, foi auxiliar-técnico no Santa Cruz e treinador do Assu. Hoje é presidente da Associação de Garantia ao Atleta Profissional de Pernambuco (AGAP), que ajuda ex-atletas quando param de jogar futebol, oferecendo cursos técnicos e profissionalizantes.
Jânio (volante)
Cruzou cidades e foi defender o Coruripe, onde acabou permanecendo por cinco anos. Depois, atuou por Igaci, CSE, Lagartense e disputou o Pernambucano pelo Pesqueira em três oportunidades, onde se aposentou em 2013, aos 38 anos. No ano passado, iniciou a carreira de auxiliar no Central e depois no América-PE. Pretende seguir na função e está à procura de um novo clube.
uninho Cearense (meia)
Ganhou mídia e repercussão na passagem pelo ASA. Defendeu as cores do Fortaleza, Botafogo-PB, Atlético-MG, Ceará, CRB , Alecrim, Manaus, dentre outros. Aos 34 anos, segue em atividade pelo Caiçara-PI.
Sandro Goiano (atacante)
Autor do gol da classificação no Parque Antártica, passou por Fortaleza, Marília, CRAC, América-SP, Goianésia e, desde 2012, está no Norte do país. Defendeu Rio Branco-AC, Plácido de Castro-AC e Princesa do Solimões-AM. Aos 37 anos, comanda o ataque do Atlético-AC.
Fuscão (atacante)
Assim que deixou o ASA, foi defender o Confiança no Sergipano 2002. Além disso, passou por Coruripe e Itabaiana. Construiu uma carreira regionalmente, voltada especialmente para o futebol de Alagoas e Sergipe. Atualmente, reside em um sítio na cidade de Arapiraca.
Sandro Miguel (reserva)
Passou por Sergipe, Botafogo-PB, Icasa, Central-PE, Vitória das Tabocas, Porto-PE e defende a Socorrense-SE há três anos. Neste ano, disputou, inclusive, a Copa do Nordeste pela primeira vez na história do Siri.









