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Antes de tudo, o Futebol do Brasil tem que se reorganizar, mesmo
R7

Na terra dos jeitinhos, não basta ao brasileiro transformar um limão em limonada. O cartola pátrio, principalmente aquele do Futebol, ainda consegue impor, à sua natural e até que gostosinha acidez, uma atordoante capacidade de corrosão. De causar além de meros arrepios. Nesta que é a pior crise de toda a história do Esporte Bretão, fora das duas Guerras Mundiais, desenha um horizonte turbulento e uma segurança estratosférica. Afinal, parece ostensivo que, antes de haver uma vacina efetivamente testada para o Sars-CoV-2, antes que essa vacina se difunda, a bola apenas rolará, com resultados seguros, nas telas de TV, de computador, smartphones etcetera.
Aconteceu a suspensão dos Jogos Olímpicos, das grandes maratonas internacionais, dos torneios de Wimbledon e de Roland Garros, se estagnou a Fórmula 1, mas o Brasil insiste em resgatar os certames regionais do Ludopédio, os tais torneios que a inclemência do Novo Coronavírus suspendeu. Razão primária, e óbvia: a necessidade de se recuperarem os pagamentos dos direitos de transmissão da empresa que ainda detém o monopólio, a Rede Globo. Se ainda sobram fanáticos que, com todo o respeito, não passam sem as emoções de Macaé X Boa Vista, no Rio de Janeiro, ou de Botafogo de Ribeirão Preto X Mirassol, no Estado de São Paulo, o Campeonato Nacional, este, sim, um dos maiores e mais competitivos do planeta, esbarra no voluntarismo, para não falar em incompetência, dos cartolas de praxe. Sem problema, eu destrincho o meu raciocínio.
Já faz décadas que, certamente, por causa do apego aos regionais, o Futebol do País emperra a lógica de adequar o seu calendário ao europeu. Sou uma das vozes que não cessam de defender essa imperiosidade, no mínimo para conjuminar as janelas de transferência e os clubes daqui não perderem seus atletas, para os clubes de lá, em meio ao Nacional. E, ironicamente, desta vez, conforme a CBF e os clubes pactuaram, o campeonato de 2020 deverá se iniciar em Agosto, deverá se desenrolar por 38 datas e, bingo!, terminar em Fevereiro de 2021. Ou, sete meses de pelejas em todos os domingos de meios de semana, até mesmo no Natal e no Ano Novo. Não é formidável?
No entretempo haverá Copa do Brasil, a Libertadores, a Sul-Americana e assim por diante. Apenas no Brasileiro da Série A e da Série B haverá quarenta clubes, vinte em cada. Na Série A, cinco paulistas, quatro cariocas, dois gaúchos, dois paranaenses, dois goianos, dois cearenses, um mineiro, um baiano e um pernambucano. Imagine que o Grêmio e o Internacional precisarão viajar cerca de 8.000 quilômetros entre Porto Alegre e Fortaleza apenas para enfrentar o Ceará e o Fortaleza. Com todas as suas necessidades de logística, transporte, acomodação, lugar para os treinamentos fora de suas sedes. Isso, numa época de companhias em plena batalha contra a crise. Quarenta clubes, em torno de 2.000 pessoas ao menos de trânsito constante. Bastará um assintomático para contaminar uma delegação inteira.
Graças ao Flamengo e ao seu presidente Roberto Landim, que decidiu peitar a Globo, e graças a uma MP proposta pelo Governo Federal, ocorreu uma modificação radical na definição dos direitos de transmissão. Pela MP, apenas os clubes mandantes podem negociar, com as emissoras de TV e congêneres, as condições, os valores etcetera. Considero difícil que a MP seja aprovada como está. Não creio que tenha como interferir em contratos já vigentes, leia-se da Globo, até 2024. De todo modo, além de criar alguma insegurança jurídica, ao puxar a brasa para a sua sardinha o Flamengo, talvez sem perceber, meramente patrocina a amplificação de um abismo. Nenhum outro certame do universo tem dez, doze clubes efetivamente na briga pelo seu título. Entregar os direitos só aos mandantes significa banir todos os outros.
Ao invés de brigarem por tantas picuinhas, os cartolas do Futebol do País, deveriam, sim, se empenhar num correto fortalecimento desse nobre produto. Ainda nesta década acontecerá uma transformação gigantesca nos habituais meios de transmissão. Tem dias contados a exclusividade do velho Futebol de manhãs, tardes e noites na chamada TV aberta, assim como nas emissoras a cabo. Para pior ou para melhor é inexorável a ascensão das plataformas digitais. E a pandemia Covid-19 cuidou de acelerar esse processo. Afortunadamente, no departamento da venda dos direitos internacionais, a CBF negocia a licitação com uma empresa séria, de profissionais experientes, que quer se pautar pela transparência e pela eficiência integrais.
Atrasados em 15 anos na busca pela modernidade, o País, para encontrar um sucesso que perdure, terá que passar ao mundo a imagem de um campeonato bem planejado, competitivo, equilibrado. Serve para o mercado interno, serve para o mercado externo. Está na hora de o Futebol do Brasil encarar a desgraça da pandemia, aprender com as suas lições, se afastar dos modelos viciados do México e de Portugal, e se aproximar do padrão das grandes ligas européias. Fugir da política momentânea. Se a intenção é acabar com o monopólio da Globo, também é essencial que os clubes avancem em bloco, na organização de suas competições, na absorção crucial das novas tecnologias e, então, na venda dos direitos. Alguém já observou que, no Brasil, o fundo do poço é infinito. E que o dia pior é o dia de amanhã.
Chegou a hora de se acabar com isso, de vez.
Renê Simões defende retorno do futebol para fim da violência doméstica
Atarde

Ex-técnico da seleção feminina de futebol, com passagens pela dupla Ba-Vi, Renê Simões, de 68 anos, gerou polêmica após defender o retorno dos jogos como alternativa para acabar com o fim da violência doméstica.
Segundo o comentarista, alguns amigos estão enlouquecendo em casa devido a quarentena. “Vamos discutir o futebol como fator social para ajudar as pessoas que estão em casa enlouquecendo. Eu tenho amigos aqui que já se separaram, outros já bateram na mulher, outros batem nos filhos. Estão enlouquecendo. Então, se colocar futebol, pode ser que ajude em alguma coisa”, declarou Renê à Rádio Central, de Campinas, na sexta-feira, 26.
Diagnosticado com Covid-19 no dia 28 de março, Renê foi criticado por não informar os casos de violência às autoridades responsáveis.
CBF sinaliza volta da Copa do Brasil para agosto e prevê término do BR em fevereiro
Futebol Interior

Secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol, Walter Feldman garantiu nesta segunda-feira que a entidade segue trabalhando com o retorno do Campeonato Brasileiro no dia 8/9 de agosto. Ele ainda sinalizou que a Copa do Brasil deverá ser retomada no mesmo mês, ainda sem uma data definida.
“Tem que ter uma adaptação aos torneios continentais. Também há uma previsão de que agosto é o mês que possa ocorrer (a Copa do Brasil). Não em datas semelhantes, mas agosto é referência para retomada do torneio”, falou o Secretário, em entrevista à Rádio Gaúcha Zero Hora.
Sobre o Brasileirão, Feldman seguiu com o mesmo discurso de outrora. “Existe um otimismo sensato. A prioridade absoluta é trabalhar no sentindo de conservar a saúde. Em meio disso, debatemos com profissionais de saúde o retorno do futebol e criamos o nosso protocolo. Como a Fifa sinalizou com a volta das Eliminatórias em setembro, conversamos sobre voltar em agosto. A data máxima apropriada seria dia 8 de agosto para cumprimos o calendário do Brasileirão. Vamos precisar da autorização das cidades, dos Estados e vamos respeita-las. Se não tivemos 80% das cidades e estádios liberados, vamos rever a data inicialmente proposta.”
“Em 50 dias é um processo novo que vai consolidando a cada dia. Muitos clubes já retornaram seus treinos, algumas federações iniciaram seus estaduais e vamos ter alguns dias para fazer adaptações, flexibilizações e, se necessário, faremos as mudanças de datas”, completou.
Feldman ainda garantiu que não pensa em mudanças estruturais em cima da fórmula de disputa do Brasileirão, que poderá terminar em fevereiro. “Não existe nenhuma análise de mudanças estruturais no nosso calendário. Nada de adequação ao calendário europeu, mata-mata ou competição em um turno. Nada disso está em análise. Tratamos com a possibilidade de cumprir o nosso calendário com todas as competições. Foram pensados em mais de 40 cenários”, falou.
Por fim, o Secretário apoiou o retorno da competição. “Se formos olhar para os países europeus, o Brasil está tendo o maior tempo entre o anúncio e a data para começo do campeonato. Na Europa, as competições voltaram em tempo muito menor. Nesse momento, não trabalhamos com nenhum estado com a decisão tomada de não liberação. Nós preferimos aguardar um pouco mais a evolução da pandemia para ter mais claro as praças que terão dificuldades maiores”, finalizou.
Alemanha vai prorrogar seu mercado de transferências de verão até 5 de outubro
FOX

A Federação Alemã de Futebol (DFB) decidiu nesta segunda-feira (29 de junho) estender o período de transferências de verão até 5 de outubro, para levar em conta os efeitos da crise do coronavírus no calendário.
A janela de transferências será aberta em um único dia, em 1º de julho e depois, de 15 de julho a 5 de outubro, anunciou a DFB, que tomou essa decisão em acordo com a Liga Alemã de Futebol (DFL) e a Fifa, que recomendaram às federações esta prorrogação do período de transferências.
Dessa forma, o mercado na Alemanha será fechado na véspera da data limite de inscrição de jogadores para a próxima Champions League, em 6 de outubro.
O dia 1º de julho servirá essencialmente para registrar as contratações já anunciadas. Os jogadores afetados não poderão, no entanto, jogar com seus novos clubes até a temporada 2020-2021.
A segunda fase até outubro é coerente com as mudanças causadas pela pandemia da covid-19: os campeonatos nacionais da Europa vão terminar em julho, e com isso a próxima temporada começará mais tarde do que o habitual. A Bundesliga, por exemplo, só começará em meados de setembro.
Justiça indefere pedido da Globo e abre caminho para Flamengo exibir jogo
Super Esportes

O Flamengo está autorizado a realizar a transmissão da partida contra o Boavista, na próxima quarta-feira, pela Taça Rio. Nesta segunda-feira, o vice-presidente geral do clube, Rodrigo Dunshee, celebrou a decisão da Justiça, que indeferiu pedido da Rede Globo, que solicitava o impedimento da exibição do jogo, marcado para o Maracanã.
“A liminar foi indeferida pelo juiz! Estamos no jogo! Importante informar que cabe recurso, OK? Mas é um êxito muito importante. Agradeço ao Marcelo Ferro que está coordenando o litígio no âmbito contencioso e toda sua equipe”, escreveu o dirigente em seu perfil no Twitter.
O Flamengo confirmou na última sexta-feira que se preparava para transmitir a partida em seu perfil no YouTube, a FlaTV. E declarou só não o fará se a Globo tiver êxito em um provável recurso contra a decisão de Ricardo Cyfer, juiz titular da 10ª Vara Cível.
Para ele, o direito do Flamengo transmitir é constitucional, levando em consideração a Medida Provisória 984, recentemente editada pelo presidente Jair Bolsonaro e que dá ao time mandante a prerrogativa de negociar os direitos das suas partidas. Ao contrário dos demais participantes do Campeonato Carioca, o clube rubro-negro não assinou contrato com a Globo.
Na semana passada, o Flamengo havia declarado que já negociava patrocínios para a sua transmissão e anunciou detalhes de como ela se dará. O pré-jogo começará com duas horas de antecedência, com o locutor Emerson Santos e os comentaristas Alexandre Tavares e Raul Plassmann, goleiro campeão do mundo pelo Flamengo A Globo, por sua vez, argumenta que a medida não tem validade para contratos já existentes, incluindo o do Carioca, assinado até 2024 com os outros times.
Analista diz que há tempo para estádios brasileiros cederem naming rights, a exemplo de europeus
Lance

O Barcelona, referência do futebol europeu, anunciou em abril de 2020 que iria ceder os naming rights do Camp Nou. Dessa forma, o clube catalão poderá ter mais uma fonte de renda, entrará mais dinheiro nos cofres da equipe para que investimentos possam ser feitos, a partir da concessão do nome do seu estádio para uma empresa. É o caso de alguns estádios ao redor do mundo, como o Allianz Parque, do Palmeiras, e a Allianz Arena, do Bayern de Munique.
O movimento do Barça, um dos clubes mais influentes do mundo, pode fazer com que outras equipes sigam o mesmo caminho. No Brasil, o negócio ainda está engatinhando, mas o Atlético-MG também está entrando no negócio com a Arena MRV, estádio que está sendo erguido em parceria com a construtora.
A estratégia usada pelo Galo é vista como ideal para Gustavo Herbetta, ex-gerente de marketing do Corinthians, pois o novo local de jogo já está com o nome da empresa ainda no período da construção. Caso diferente do que aconteceu com os estádios da Copa do Mundo, que perderam o melhor momento para ceder os naming rights e não são rentáveis para muitos clubes, como o caso da Arena Corinthians.
Apesar do tempo perdido, não é impossível para que clubes consigam um dinheiro a mais com o direito dos nomes dos seus campos. No entanto, a situação é diferente dependendo do caso, como por exemplo o Maracanã. O estádio que já teve concessão de construtora, de clubes como Flamengo e Fluminense, mas que agora está de volta ao poder do Governo do Estado, gera incertezas em quem for investir. :: LEIA MAIS »
Protestos coletivos no esporte dão esperança na luta contra o racismo, avaliam especialistas
Terra

A onda de protestos provocada pela morte de George Floyd, no fim de maio, pode causar mudanças nas estruturas racistas do esporte e de outros segmentos da sociedade. As manifestações têm ocorrido de forma coletiva e contado com diversas estrelas, como o jogador de basquete Lebron James e o piloto Lewis Hamilton. Para especialista ouvidos pelo Estadão, o surgimento de grupos dá esperança na luta contra o racismo.
O presidente do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, passou a ser mais otimista em relação a possíveis mudanças que os atuais protestos possam mobilizar. Ele lembrou que manifestações do passado foram perdendo força com o passar do tempo, mas agora o cenário tende a ser diferente.
“Os protestos são muito positivos pela quebra do silenciamento que a gente sempre percebeu. As pessoas dizem que os atletas não se posicionam, que são alienados, mas eu sempre acreditei que houve um silenciamento imposto em forma de represália ou com aquele conselho de ‘é legal você não entrar nessas questões, é melhor focar só no futebol’. Estamos vendo que os jogadores estão participando dessas ações, começa em uma manifestação e daqui a pouco pode ganhar corpo para o futuro”, afirmou Carvalho. “No primeiro momento, estava pensando que iria ter o silenciamento com o passar do tempo, mas, quando você começa a se organizar de forma coletiva, pode ser que o silenciamento não aconteça como antes. Podemos ter um pouco de esperança”, acrescentou.
O mesmo pensamento tem o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Marcel Diego Tonini, especialista em questões raciais. Na avaliação dele, o engajamento de estrelas do esporte tem papel fundamental para incentivar a adesão de outros atletas à mobilização. Para o pesquisador, apenas uma luta coletiva é capaz de modificar as estruturas racistas.
“Se manifestar sem nenhum acontecimento desse porte significa arriscar a própria carreira. Acho que foi um momento especial em que todos se sentiram encorajados para mostrar suas opiniões. A morte do George Floyd teve um peso muito grande, principalmente porque foi filmada. Se não tivesse sido, talvez não tivesse havido tanta repercussão. Essas estrelas que estão dando a cara a tapa são muito importantes. Por mais que se manifestem, já têm carreira consolidada, não vai abalar, e acaba encorajando outras pessoas”, disse Tonini. “Um atleta erguendo a mão tem um peso, mas sozinho não vai conseguir mudar nada. Precisamos dessas manifestações coletivas, temos que pensar que a estrada é longa e que a luta precisa ser permanente”, emendou.
Recentemente, a Fifa anunciou que manifestações contra o racismo não poderiam mais ser punidas. No comunicado, a entidade máxima do futebol disse que “entende completamente a profundidade do sentimento e das preocupações expressas por muitos jogadores de futebol à luz das circunstâncias trágicas do caso George Floyd”. O presidente Gianni Infantino, inclusive, afirmou que os protestos “merecem aplausos e não punição”.
O Comitê Olímpico Internacional (COI), por sua vez, deve manter a proibição de protesto para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021. A regra 50 da Carta Olímpica declara que “nenhum tipo de manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em quaisquer locais, arenas ou outras áreas olímpicas”.
Grandes de SP e Flu se unem por diálogo e adiamento do início do Brasileiro
Uol

Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo adotaram o mesmo discurso na hora de definir quando as competições serão retomadas. Segundo apurou a De Primeira, os quatro mantêm conversas e se aproximaram de outros clubes, como o Fluminense, que também acreditam que os torneios só devem voltar a ser disputados em agosto.
Os dirigentes destas equipes estão em uma posição bem diferente da adotada pelo Flamengo, que está empenhado em disputar as competições o mais rápido possível. Os paulistas e o Flu acreditam que vão ter uma desvantagem esportiva com o retorno imediato. No caso dos paulistas, os cartolas estão conversando nos últimos dias com a federação local e a ideia é que o estadual também inicie em agosto, mesmo com o Brasileiro programado para o mesmo mês. Por isso, o pedido é de o nacional iniciar ao menos na segunda quinzena.
Declaração do governador deixa o retorno do Gauchão mais distante
MSN

A volta do Campeonato Gaúcho teve mais um capítulo nesta segunda-feira. Durante uma transmissão ao vivo, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, deixou claro que o futebol não é uma das prioridades do estado.
Apesar dos esforços da Federação Gaúcha de Futebol e dos clubes para tentar achar um protocolo ideal, o governante não quer definir uma data e a expectativa é que a bola só volte a rolar em agosto.
Um dos motivos para o recuo é que a região de Porto Alegre voltou a figurar a ‘bandeira vermelha’, o que significa que o contágio está alto.
Nas últimas semanas, a Federação Gaúcha projetava o retorno da competição para o dia 19 de julho, mas devido ao retrocesso na questão do coronavírus, a volta foi postergada.
Preocupada com a possibilidade do torneio demorar ainda mais do que o previsto, a Federação Gaúcha de Futebol estipulou que o prazo para evitar qualquer conflito com os torneios da CBF é o dia 26 de julho.
CBF planeja teste de protocolo com o masculino para projetar volta dos Brasileiros femininos no Brasil
Globo Esportes

A volta dos Brasileiros femininos Séries A1 e A2 já está em estudo na CBF, mas ainda sem data definida. A entidade tem como planejamento primeiro observar a aplicação do protocolo de segurança sanitária no masculino, que projeta início do Brasileiro para 8 e 9 de agosto, para somente depois retornar com a disputa das mulheres possivelmente com um tempo de garantia de incubação do Covid-19. O cuidado extremo da entidade é porque muitas equipes, principalmente na A2, não dão plano de saúde às atletas e elas estariam desprotegidas e sujeitas à capacidade da rede pública de saúde.
Mesmo com a demora maior no retorno, as competições não correm qualquer tipo de risco de cancelamento, de acordo com orientação interna dada diretamente pelo presidente Rogério Caboclo. Outro cuidado também foca mais na A2 já que as equipes não estão localizadas mais somente em grandes centros. Há a diversidade de locais e, com as viagens, o objetivo é garantir que os deslocamentos sejam feitos com total segurança sanitária.
Com 16 clubes, o Brasileiro Série A1 foi paralisado na quinta rodada da competição ainda com três jogos da etapa por fazer. A CBF precisaria de 10 datas para fechar a primeira fase e depois seis para a fase final, ou seja, garantiria, dependendo do planejamento, o encerramento em pouco mais de um mês. A A2 tem 36 equipes em disputa e foi interrompida na segunda rodada.








