Stock Car: segurança é principal foco no circuito de rua do CAB
Fonte: Atarde

O muro de defensa, feito de concreto, obedece à
regulamentação da FIA
O acidente sofrido pelo brasileiro Felipe Massa chama a atenção para a segurança nas próximas etapas da Fórmula 1 e, ao mesmo tempo, traz o assunto para o GP Bahia de Stock Car, dia 9 de agosto, quando a etapa Salvador da competição será disputada pela primeira vez na cidade, numa configuração de circuito de rua.
Consultada, nesta segunda-feira, 27, a Vicar, empresa responsável pelo evento, respondeu que a segurança é o principal foco da corrida. “Acidente existe em qualquer lugar, mas o carro é fechado, o piloto protegido por uma gaiola. É muito mais difícil”, tranquilizou Marcelo Braga, assessor de imprensa da Vicar, citando pilotos como Cacá Bueno e Max Wilson como exemplos de profissionais que já já estão acostumados a correr em circuitos de rua e de como a segurança é reforçada na pista.
Para a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o circuito do CAB segue o padrão internacional da FIA (sigla da Federação Internacional de Automobilismo), o qual já recebeu vistorias sequenciadas de técnicos desde o começo da sua montagem. “Posso te garantir com toda segurança dos meus 40 anos de automobilismo que o circuito de Salvador é 100% seguro”, disse Nestor Valduga, presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional da CBA.
Valduga é responsável pela inspeção dos circuitos e autódromos do País e garante que a qualidade técnica do que está sendo montado na capital baiana é similar à dos existentes em outras praças. “A estrutura se assemelha a de um circuito permanente. As defensas foram extremamente bem colocadas na guia do passeio. Tem grande margem de segurança, acima do que se usa num autódromo”, revelou.
Batidas – A possibilidade de batidas é normal num circuito de rua, como explicou o piloto baiano Diego Freitas, inscrito na categoria Stock Car Júnior. “Toda a infraestrutura do circuito tem o padrão FIA. As defensas de concreto e as telas de proteção dão uns três metros, se houver alguma peça solta não vai oferecer risco ao público”, argumentou Freitas.
A falta de áreas de escape, comum em circuitos de rua como o de Mônaco, testará a habilidade dos pilotos. “Se o carro vier muito rápido vai passar reto e voltar a freada. Se errar onde não tiver área de escape vai acertar o muro”, avisou Freitas, referindo-se à reta antes do setor da balança e próximo à reta em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia.
Para prevenir eventuais situações, a Stock Car contará com todo um aparato médico. “Serão mais de dez ambulâncias, equipadas com UTI e médicos resgatistas. Uma equipe especializada em resgate. Será colocado um helicóptero de resgate”, repetiu Selma Morais, presidente da Federação de Automobilismo da Bahia (FAB).
Capacete – Os pilotos correm todos cercados de segurança, como informou a assessoria da Stock Car. Desde o capacete, usado com selo do Inmetro, homologado pela FIA, até o macacão anti-incêndio. Em caso de acidente, os carros têm coquilha, espécie de dispositivo que facilita o resgate aéreo e o grupo de resgate é todo equipado, inclusive com o tesourão para cortar a lataria.
Uma situação como a de Felipe Massa, no entanto, é totalmente descartada porque os carros, além de fechados, são protegidos por uma gaiola. ”A lateral é revestida de espuma por dentro, para absorver impacto”, acrescentou Marcelo Braga, jornalista da Stock Car.
Apesar de correr em categoria diferente, a de velocidade na terra, o piloto Lizandro Cardozo dirigiu seu carro no circuito e aprovou o que viu. “Dei uma passadinha por lá, sábado à noite. Achei estreita a pista. Circuito de rua é isso mesmo. Mas segurança tem”, garantiu.









