Folha de São Paulo

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O técnico Paulo Autuori falou abertamente: para sair de uma das maiores crises de sua história, o São Paulo não pode tomar o primeiro gol. E o treinador está certo. O time tricolor não sabe jogar quando está atrás no placar. O problema é antigo, vem desde antes da série de sete derrotas consecutivas e dez jogos sem vencer, mas se agravou nos últimos tempos.

O São Paulo sofreu o primeiro gol e saiu atrás no marcador em 15 das 44 partidas da temporada. Conseguiu duas viradas, contra Strongest e União Barbarense, e saiu derrotado nas outras 13. Ou seja, somou só seis (13,3%) dos 45 pontos possíveis nos jogos em que teve de correr atrás da recuperação. É, de longe, o pior aproveitamento entre os quatro grandes paulistas quando estão atrás no marcador.

Em busca de uma mudança de mentalidade, Autuori cogita mexer na escalação para o jogo de amanhã contra o Inter, também em casa. Em baixa com a torcida e mal tecnicamente, o atacante Luis Fabiano é um favorito para ser substituído. Além da questão psicológica, o técnico do São Paulo está preocupado com o estado físico dos seus jogadores.

A crise que tomou conta do clube foi construída no segundo tempo dos jogos, quando os atletas estão mais desgastados fisicamente. Em cinco das sete derrotas consecutivas, inclusive contra o Cruzeiro, o São Paulo não estava perdendo quando foi para o intervalo. Onze dos 15 gols sofridos pelo goleiro Rogério nesse período aconteceram no segundo tempo.