Com guerra nos bastidores, Tricolor e Ponte abrem duelo por vaga na final
Globo Esportes

As semifinais da Copa Sul-Americana começaram com algumas semanas de antecedência para São Paulo e Ponte Preta. O encontro entre os dois brasileiros sobreviventes na competição virou uma guerra de bastidores entre dirigentes e apimentou a briga pela vaga na decisão. Mas, a partir desta quarta-feira, às 21h50m, no Morumbi, a disputa será dentro de campo. O Tricolor luta pelo bicampeonato, enquanto a Macaca sonha chegar à final logo em seu primeiro torneio internacional.
A taça virou alvo do São Paulo gradativamente nos últimos meses. A ascensão no Campeonato Brasileiro permitiu que o técnico Muricy Ramalho passasse a olhar com carinho para a Sul-Americana. Mais do que isso, é a chance de um time desacreditado terminar o ano com um título e, consequentemente, ser o único paulista a disputar a Taça Libertadores na próxima temporada. Na fase anterior, o Tricolor eliminou o Nacional de Medellín, da Colômbia.
A Ponte também usa a competição como a salvação de um ano dúbio. A Macaca sofreu com a perda de jogadores importantes, como Cleber e Cicinho, e acabou despencando no Brasileiro. As chances de evitar o rebaixamento são remotas. Por isso, o torneio internacional se transformou em prioridade, ainda mais depois da histórica classificação eliminando o Vélez Sarsfield, na Argentina.
Longe do gramado, os times estão em guerra. O São Paulo enviou um relatório alertando a Conmebol de que o estádio Moisés Lucarelli tem capacidade para apenas 16,9 mil torcedores e não os 20 mil previstos no regulamento. A entidade vetou o Majestoso e deu início a uma troca de farpas entre os dirigentes dos clubes. O segundo duelo, marcado para 27 de novembro, deve ser disputado no Romildo Ferreira, em Mogi Mirim. O vencedor pega Lanús, da Argentina, ou Libertad, do Paraguai, na decisão.
O trio de arbitragem é argentino. Diego Abal apita, com os assistentes Hernan Maidana e Juan Belatti.









