Geração perdida deixa Brasil aquém de força sonhada para 2014
Uol

Quando deixou o comando da seleção, em 2002, Luiz Felipe Scolari aparentemente deixava um legado e tanto. Ronaldinho galgava para virar protagonista, Kaká era uma grande promessa e Adriano e Robinho apareceriam bem nos meses seguintes. Tudo deu errado para a geração que substituiria Ronaldo e Rivaldo. Nesta quarta, na convocação para a Copa do Mundo que disputará em casa, o mesmo técnico pode cravar o fim das esperanças de um grupo de jogadores que nunca conseguiu cumprir o prometido pela seleção brasileira, e que deve deixar Neymar e companhia sozinhos para o desafio de jogar em casa.
De todos, o único que tem chances de ir à Copa do Mundo é Robinho, reserva no Milan que foi lembrado por Felipão no fim do ano passado e decidiu o amistoso disputado contra o Chile, no Canadá. O atacante brigaria por uma vaga na reserva de Fred ou por um espaço já muito disputado no meio-campo, com Willian e Ramires bem cotados.
Ainda assim, Robinho iria à Copa como um coadjuvante de Neymar, Paulinho e Oscar, todos mais jovens que ele. Os novatos, que poderiam ir à Copa dividindo o peso com uma geração mais experiente e vencedora, foram afetados pela década “perdida”. O ex-santista é só um dos jogadores que, nos últimos anos, ensaiaram levar a seleção a grandes glórias, embora não tenha sido a maior esperança verde-amarela a falhar.
Felipão ao que tudo indica, colocará um ponto final nas expectativas. Em 2018, Robinho será o mais novo dos quatro, com 34 anos de idade. As chances de uma ida à Rússia se restringiriam a um papel pequeno diante daquele que deve ter a geração atual. A pitada de experiência que poderia ser útil em Mundial em casa deve ser dispensada pelo treinador, e não por falta de testes.









