Mesmo local, mesma rodada, mesmo rival: Espanha x Chile 64 anos depois
Globo Esportes

A mão invisível que rege o destino do futebol foi caprichosa. Quis ela que Espanha e Chile voltassem a dividir grupo em uma Copa do Mundo no Brasil. E mais: que se enfrentassem no mesmo estádio de 64 anos atrás. E mais ainda: que o jogo valesse pela segunda rodada da primeira fase. Igualzinho a 1950 – ou nem tanto. Desta vez, no duelo das 16h de quarta-feira, é a Espanha quem vai a campo necessitada de vitória, não o Chile; foi ela quem perdeu na estreia, não seu oponente. É ela, a grande campeã mundial, quem pode ser tão precocemente eliminada da Copa.
A goleada de 5 a 1 sofrida contra a Holanda na última sexta-feira não combina com a estreia de seis décadas e meia atrás. Em 50, a Espanha venceu os Estados Unidos por 3 a 1 na largada. O porém: viveu contestações mesmo assim, dada a fragilidade do adversário (que não se mostraria tão frágil assim no fim das contas). A exemplo do que acontecerá agora, trocou jogadores: Parra no lugar de Antúnez na zaga, Panizo na vaga de Hernández na frente. E uma mudança no goleiro: Eizaguirre fora, Ramallets dentro. Que ironia: agora, figuras consagradas, como Piqué e Xavi, correm risco de deixar a equipe. E o goleiro, ainda mais intocável do que Eizaguirre no passado, é questionado. Casillas, porém, deve permanecer.
As semelhanças entre passado e presente são maiores com a Espanha do que com o Chile. A equipe sul-americana perdeu na estreia em 50. Levou 2 a 0 da Inglaterra, grande favorita da chave. Precisava vencer – como agora acontece com a Espanha. E perdeu: a Fúria venceu por 2 a 0 e se credenciou, com posterior e histórico triunfo de 1 a 0 sobre os ingleses, a ir para a etapa final. O Chile foi eliminado.
Espanha e Chile já irão a campo sabendo do resultado do jogo entre Holanda e Austrália, às 13h, em Porto Alegre. Para a Fúria, o duelo representa o retorno ao estádio onde levou 3 a 0 do Brasil na final da Copa das Confederações do ano passado.










