Briga e cenário de guerra: final da Série C tem clima de terror em MG
Terra

O Estádio Dilzon Melo se transformou em um autêntico campo de batalha logo após o título do Boa Esporte na Série C, com a vitória por 3 a 0 sobre o Guarani, em Varginha. Policiais militares entraram em conflito com torcedores bugrinos e depois com jogadores, dirigentes e funcionários, que partiram para cima para evitar uma confusão ainda maior. O ambiente de guerra, que acontecia enquanto o o time de Varginha levantava a taça de campeão, manchou a despedida do Bugre da temporada.
O problema começou assim que acabou a partida. Cabisbaixos, os atletas do Guarani foram próximos à torcida para aplaudir a presença (cinco mil bugrinos viajaram até Varginha na esperança de festejarem o título). Na mesma hora, a PM entrou em conflito com alguns bugrinos e arremessou bombas de efeito moral para dispersar a multidão. A atitude enervou os jogadores, que foram para cima do policiamento.
Alguns mais exaltados, como o goleiro Leandro Santos, o lateral-esquerdo Denis Neves e o zagueiro Leandro Amaro, foram para cima dos policiais aos berros exigindo que eles parassem, o que não aconteceu. Enquanto isso, os torcedores arremessavam objetos grandes, como grades e lixeiras, em direção ao campo.
Leandro Amaro, por sinal, não se envolveu em confusão só com a polícia. Na tentativa de afastar os torcedores do confronto com a Polícia Militar, o zagueiro chegou a discutir com um grupo de bugrinos e ficou muito exaltado. Nervosismo também sobrou para Ferreira, que foi expulso após fazer uma falta no segundo tempo da partida e agrediu o árbitro e o companheiro Auremir.
O incidente atrapalhou até a festa de premiação, pois os jogadores do Guarani, como vice-campeões, receberiam as medalhas de prata. Transtornados com a polícia e também irritados pelas provocações da torcida do Boa Esporte, os bugrinos saíram direto para o vestiário










