Chile revê a Alemanha três anos depois de “marco” para geração vitoriosa
Globo Esportes

Quando conquistar um troféu e ganhar espaço dentro do futebol mundial era apenas um projeto, o Chile viu seu caminho cruzar com o de uma Alemanha que viria a ser campeã mundial, em 2014. O encontro foi marcante para os futuros campeões sul-americanos, que perderam por 1 a 0, e hoje, mais de três anos depois, ainda é lembrado como uma lição importante para uma geração que passou a ser chamada de dourada. É neste misto de nostalgia e revanche que os chilenos reencontrarão os alemães nesta quinta-feira, pela Copa das Confederações, na Arena Kazan, às 15h (de Brasília).
A lembrança partiu de um dos expoentes da atual geração chilena, na véspera do confronto. Ao ser questionado sobre as mudanças da equipe nos últimos anos, Vidal lembrou a visita aos alemães em março de 2014, em Stuttgart e chamou a atenção para a dificuldade que o time criou para quem, na época, já era um dos principais times do mundo – enquanto o Chile não passava de um coadjuvante. Segundo o meia, que hoje atua justamente no maior clube do futebol alemão, o Bayern de Munique, ali os atletas se deram conta da evolução que poderiam ter.
– Creio que (a maior mudança foi) o amadurecimento do time. Antes da Copa de 2014, jogamos contra a Alemanha e mostramos que éramos uma seleção que tinha vontade de ganhar coisas importantes. Mostramos que o futebol do Chile tinha melhorado muito, treinado muito. Ficamos com uma imagem muito boa desse jogo e começamos a acreditar nessa seleção, que poderíamos ganhar. Depois, fomos ao Brasil, ganhamos duas copas (América), melhoramos e mantivemos a forma de jogar. Mostramos que podemos enfrentar de igual para igual as seleções. E fomos ganhando respeito jogo a jogo – disse Vidal, que apontou que uma vitória sobre os alemães pode ser “uma mensagem” às outras seleções do mundo.
Trata-se de um processo que ainda segue intenso, a ponto de o técnico Jöachim Löw optar por trazer um time formado majoritariamente por jovens jogadores para a Copa das Confederações, preparando-se não só para a Copa do ano que vem, na Rússia – mas também já de olho no Mundial do Catar, em 2022.









