R$ 3 bilhões gastos e coleção de fracassos: PSG tem mais um sonho europeu frustrado
Globo Esportes

É possível comprar tradição no futebol? Há sete anos, o PSG tenta. Quer se colocar entre os gigantes da Europa. Mas soma fracassos. Desde 2011, quando o grupo Qatar Sports Investment adquiriu 70% das ações da equipe francesa, mais de R$ 3 bilhões foram gastos em contratações para o time parisiense com um objetivo principal: a glória na Liga dos Campeões. No entanto, o clube nunca conseguiu passar das quartas de final.
Nesta terça, o PSG perdeu por 2 a 1 para o Real Madrid e viu ruir uma invencibilidade de 51 jogos no Parque dos Príncipes. Avançar diante do atual bicampeão e maior vencedor do torneio era o melhor ritual de passagem possível para inserir os parisienses no topo. Mas não foi o que aconteceu. Novamente, o PSG ficou pelo caminho.
O PSG atua há sete anos com os bolsos cheios de dinheiro do Catar. Sob o controle do grupo, caiu nas quartas de final por quatro edições seguidas: nos anos de 2012/13, 2013/14, 2014/15 e 2015/16. E ficou nas oitavas nas últimas duas temporadas. A melhor campanha do Paris ainda é de 1994/95, quando perdeu para o Milan na semifinal.
Em sua primeira temporada à frente do PSG, o grupo catari gastou 107 milhões de euros em contratações (R$ 258 milhões na cotação da época). Desde então, o valor só não superou os 100 milhões de euros na temporada 2014/15, quando desembolsou 50 milhões em uma única aquisição: David Luiz.
Na atual temporada, o clube fez de Neymar o jogador mais caro da história, ao pagar 222 milhões de euros pelo ex-atacante do Barcelona. Foram 935 milhões de euros (R$ 3,1 bilhões, de acordo com as diferentes cotações em cada ano) despejados em aquisições de atletas nas últimas sete temporadas.
Para 2018, o plano era estar entre os quatro melhores da Europa. Mas o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi, mantém a confiança no projeto esportivo de sua equipe está no caminho certo.









