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:: 2/maio/2020 . 10:45

Ministério da Saúde aprova volta do futebol no Brasil; estados divergem

Uol

Segundo informações publicadas pelo portal UOL, o Ministério da Saúde deu parecer positivo para a volta do futebol no Brasil, seguindo o movimento de aceleração da retomada das atividades. No entanto, nem todos os estados seguirão essa recomendação, e a tendência é que permaneçam orientados pelos seus governos, mesma postura dos clubes em relação ao tema.

O relatório foi produzido de acordo com uma solicitação da CBF, que enviou um protocolo de saúde e segurança para a volta. Segundo o texto do documento, reproduzido pelo UOL, o esporte “é relevante no contexto brasileiro e que sua retomada pode contribuir para as medidas de redução do deslocamento social através da ‘teletransmissão’ dos jogos para domicílio. Ainda assim, no mesmo parecer, o órgão cobra medidas da entidade, como a testagem dos envolvidos.

Enquanto isso, as federações e os estados divergem quanto à aprovação da volta que parte do Ministério da Saúde. Em São Paulo, o local mais atingido pela pandemia de coronavírus, decretou quarentena até o dia 10 de maio, porém o governo já deixou claro que pode estender o período, caso as recomendações não estejam sendo suficientes para o combate da doença.

Já no Rio Grande do Sul a situação é bem diferente. Em Porto Alegre, Grêmio e Internacional já estão liberados para voltar às atividades, o que deve acontecer na próxima segunda-feira. A ideia da Federação Gaúcha de Futebol é retomar o campeonato estadual no dia 17 de maio, com portões fechados. No entanto, ainda haverá uma reunião para tratar do tema na próxima semana.

Em Minas Gerais, as autoridades de saúde ainda não recomendam a volta do esporte, enquanto isso a Federação Mineira de Futebol montará uma comissão médica própria para discutir o tema e avaliar as condições para um possível retorno, ainda sem data prevista. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, já se manisfestou contrário ao retorno precoce das competições no estado.

No Rio de Janeiro, as medidas restritivas foram prorrogadas mais uma vez, até o dia 11 de maio e não há sinalização positiva dos órgãos de saúde para a volta do futebol. Fluminense e Botafogo, após férias coletivas, vão retomar as atividades físicas sem contato, já Flamengo e Vasco tem feito testes de coronavírus e aguardam o posicionamento das entidades competentes.

Neymar fica de fora da lista dos três melhores do Campeonato Francês eleitos pela France Football

Lance

Na última quinta, o Campeonato Francês foi encerrado antecipadamente em virtude da pandemia de coronavírus, que assola a população mundial. Com isso, o Paris Saint-Germain foi dado como campeão da temporada 2019/2020. Neste sentido, a revista ‘France Football’ elegeu a seleção da liga, além de divulgar os três melhores jogadores. No entanto, Neymar ficou de fora do pódio.

De acordo com a renomada revista, os três melhores atletas da Liga francesa foram Mbappé, Di María e Eduardo Camavinga, de 17 anos, jogador do Rennes, que interessa ao Real Madrid. Já na seleção da competição, o craque brasileiro aparece ao lado de Thiago Silva e mais três atletas do time campeão: Marco Verratti, Di María e Mbappé.

Vale destacar, que a Liga de Futebol Profissional da França interrompeu a competição no meio de março por causa do surto de coronavírus e aguardou os avanços da doença no mundo. Entretanto, foi visto que era inviável dar continuidade a temporada 2019/2020 e o fatídico anúncio do fim da competição aconteceu.

Com a vitória, o PSG chegou ao sétimo título nas últimas oito edições da Ligue 1, após ser vendido para o bilionário Nasser Al-Kelaiffi. A equipe está a uma conquista de igualar o Santi-Éttiene, maior campeão da história do Campeonato Francês com 10 títulos, mesmo sem vencer desde 1981.

Confira abaixo a seleção escolhida pela revista ‘France Football

Predrag Rajkovic (Reims); Hamari Traoré (Rennes), Thiago Silva (PSG), Yunis Abdelhamid (Reims) e Faitout Maouassa (Rennes); Marco Verratti (PSG), Eduardo Camavinga (Rennes), Di María (PSG) e Neymar (PSG); Kylian Mbappé (PSG) e Wissam Ben Yedder (Monaco).

CBF tenta manter formato do Brasileiro Feminino, mas estuda possibilidade de sede única

Globo Esportes

Com 52 clubes envolvidos, as Séries A1 e A2 do Brasileiro Feminino estavam em curso quando todos os campeonatos nacionais foram paralisados pela Confederação Brasileira de Futebol, em 15 de março, devido à pandemia causada pela Covid-19. Com calendário de curta duração, a CBF estuda cenários para a retomada das competições.

Intenção da entidade é manter os formatos de ambas as disputas, mas admite a possibilidade de volta com sede única. É o que diz o supervisor do futebol feminino da CBF, Romeu de Castro.

“Estudamos vários cenários no momento. Não creio que teremos mudanças no formato, mas realizar os jogos em sedes únicas é também uma possibilidade. Neste momento, são estudos e projeções hipotéticas apenas. A intenção principal é mantermos as competições conforme os formatos originais. Temos que aguardar as definições das autoridades competentes e a evolução da situação em cada estado.”

O Ministério da Saúde, em resposta ao protocolo médico nacional da CBF, posicionou-se favorável à retomada do futebol. O órgão sugere que a entidade garanta a avaliação constante de atletas, comissões técnicas e funcionários, assim como familiares e contatos próximos, mas faz uma ressalva: a disponibilização de testes rápidos no sistema de saúde está saturada.

Atualmente, o Brasil tem 6.329 mortes e 91.589 casos confirmados do novo coronavírus, com ocorrências em todos os estados do país. Cenário que faz com que as ações preventivas estejam sujeitas a mudanças por localidade, diz Romeu de Castro, conferindo maior força à possibilidade de sede única.

“As medidas de distanciamento e proteção vão ser equivalentes à situação do vírus e da pandemia em cada estado. A gente trabalha com um cenário que pode ser possível se jogar em algum estado e não ser possível se jogar em outro.”

Ainda de acordo com o dirigente, para as competições de base femininas, que estavam previstas para começar em maio (sub-18) e julho (sub-16), a mudança no formato é uma possibilidade mais forte. Depende das consequências da Covid-19 sobre a logística necessária. Uma questão que é vista como principal desafio para realizar as divisões principais do Brasileiro dentro dos termos originais.

A Série A1 não chegou a finalizar a 5ª rodada antes da paralisação, com três jogos pendentes, além de dez rodadas pela frente na primeira etapa, antes das quartas de final, semifinais e finais. A competição estava prevista para acabar em setembro. A Série A2, por sua vez, ficou na primeira rodada. Tem outras quatro pendentes na primeira fase, além das partidas eliminatórias a partir das oitavas de final, encerrando em julho.









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