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O Flamengo testou 293 pessoas e houve 38 casos positivos. A porcentagem de 13% impressionou e assustou até mesmo os dirigentes na Gávea. Na Alemanha, antes da aprovação do governo de Angela Merkel para que os jogos retornem a partir de 16 de maio, houve 1700 testes nos jogadores dos 36 clubes da Bundesliga 1 e 2, primeira e segunda divisões. O total de positivos foi de dez. Dá 0,005%.

A diferença serve um pouco de retrato para os momentos das epidemias no Brasil e na Alemanha — pandemia é o nome que se dá para a epidemia global. Entre terça e quarta-feiras, houve 614 mortes em território brasileiro e 165 mortes no espaço germânico. Alemanha e Brasil são países diferentes, têm níveis sociais diferentes e de saneamento básico também.

Não se compara aqui Brasil e Alemanha. O governo de Angela Merkel foi o primeiro a autorizar o retorno aos treinos. Quando autorizou, os alemães tinham o sexto maior número de mortes no planeta, atrás de Estados Unidos, Itália, Espanha, França e China. Hoje está em oitavo, com mais mortes do que os chineses e menos do que nós, brasileiros.

Só porque a Alemanha voltou a treinar com estranhos grupos de dois jogadores em 1 de abril é que pode voltar a jogar rapidamente depois da autorização do governo, já no próximo dia 16 de maio. A Alemanha é planejamento em todos os níveis. Vai ser muito bom poder assistir ao clássico Borussia Dortmund x Schalke no dia 16 de maio, no Signal Iduna Park.

Só vai ser possível, porque a curva da Alemanha está descendo. A do Brasil ainda está crescendo.