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A Fifa e a International Board (Ifab, o colegiado que define o regulamento do futebol) vão preparar um estudo com base nos campeonatos que utilizarem a regra temporária das cinco substituições. A ideia é avaliar o impacto sobre o ritmo do jogo e, se for confirmada melhoria, é possível que a regra se torne permanente.

A Bundesliga, a liga de futebol alemã, a primeira da elite a retornar ao futebol depois da paralisação por causa da pandemia do coronavírus, autorizou o uso das cinco substituições no restante da competição. Outros campeonatos, como o Espanhol, o Italiano e até o Brasileiro devem seguir os alemães.

A ideia da Ifab ao permitir a alteração na regra que limita em três as alterações é dar descanso aos jogadores, que devem enfrentar maratona de partidas com o calendário apertado do futebol após as paralisações. Há torneios que podem precisar fazer com que times joguem com 48 horas de diferença, o que no Brasil é proibido — a lei exige um descanso de 60 horas.

Especialistas da Ifab e da Fifa vão avaliar, por exemplo, se haverá com as cinco substituições aumento na média de gols ou diminuição no número de lesões, principalmente as musculares. A princípio as ligas estão autorizadas a usar a regra durante as temporadas 2019/2020 e 2020/2021, conforme o calendário europeu — e pode ser estendido ao fim de 2021 no Brasil.

Se for avaliado que a regra melhora o jogo, ela poderia se tornar permanente a partir de 2022. Alguns cartolas defendem há bastante tempo que se permita mais alterações, principalmente porque hoje os times podem ficar com mais de sete jogadores como suplentes.