:: 16/jun/2020 . 8:26
Campeonato Carioca: Após decisão da FERJ, Flamengo volta aos gramados na próxima quinta-feira, 18
Uol

Após oito horas de reunião, a Federação Esportiva do Rio de Janeiro chegou à conclusão de que retomará o Campeonato Carioca ainda nesta semana. Por mais que não tivesse um consenso geral por parte dos mandatários dos clubes, a entidade responsável pelo futebol no Estado do Rio deixou claro que a partir desta quinta-feira, 18, os amantes do mundo futebolístico terão motivos de sobra para comemorar.
O confronto entre Bangu e Flamengo marcaria a volta da Taça Rio, que está em sua reta final, faltando apenas dois jogos para que a fase final seja decidida.
Nesta terça-feira, às 20h, os representares voltarão a se reunir para tomar maiores decisões e oficializar, ou não, o protocolo de volta do torneio.
Clubes como o Fluminense e Botafogo seguem irredutíveis a possibilidade de já contar com a retomada nesta semana. Em contato com o Globo Esporte, ambos os mandatários afirmaram que estão trabalhando adotar medidas judiciais para que seus times não sejam prejudicados com o retorno considerado precoce por eles.
Caso o calendário estipulado seja mantido, os dois terão jogos no próximo dia 22 e junho e seguindo a lógica, voltariam aos gramados no dia 26. Porém, vale lembrar que desde a paralisação, tanto o Glorioso, quanto o Tricolor não voltaram as suas atividades por conta da pandemia de coronavírus.
Se Botafogo e Fluminense não entrarem em campo com os jogos marcados, a dupla corre o risco também de a atitude ser considerada como abandono do torneio. Nesse caso, o regulamento geral de competições da Ferj em 2020 prevê severas punições.
Por isso, a expectativa é que, de acordo com o que ficar definido nesta terça-feira, 16, os presidentes busquem todo o auxílio necessário em questões judiciais para que tenham seus pedidos aprovados e possam se preparar para a volta dos jogos.
Nas redes sociais, os torcedores ficaram em êxtase com a possibilidade de voltar a acompanhar os seus respectivos times do coração. Porém, boa parcela dos internautas também consideraram a decisão precipitada, tendo em vista a real situação da pandemia no País.
Governador não acredita na volta do Gauchão: “Parece difícil”
MSN

Os planos da Federação Gaúcha de Futebol de retornar o Estadual a partir do dia 15 de julho pode ser frustrado pelo Governo. Isso porque o governador Eduardo Leite afirmou que considera difícil um campeonato de nível estadual ser liberado a voltar.
“Nosso Estado tem poucas regiões com bandeira amarela. Nessas regiões, podem acontecer jogos. Um campeonato de nível estadual fica comprometido. Neste momento, parece difícil o retorno de um campeonato esportivo como o Campeonato Gaúcho, mas estamos sempre abertos para discussão e para sermos convencidos. Vamos ouvir e tomar decisões respeitando as vidas das pessoas”, disse à RBS TV.
Um encontro entre o Governo e a FGF está marcado para esta quinta-feira para discutir o tema. A ideia da entidade esportiva é de que os times voltem a disputar partidas oficiais no dia 15 de julho. Está será a terceira reunião entre ambas as partes.
No final de semana, um decreto apontou que Pelotas seria a única cidade apta a receber jogos. Além disso, ficou determinado que a Serra passou a ser uma área vermelha, ou seja, de alto risco, e com isso, três clubes ficaram proibidos de treinar em suas sedes nas próximas duas semanas. São eles Caxias, Juventude e Esportivo.
Sem contrato, jogadoras do Vitória ficam à mercê do descaso de dirigentes
Uol

Não é de hoje que o Vitória demonstra seu descaso com o futebol feminino. Desde que Paulo Carneiro assumiu a presidência criticando abertamente o investimento feito na modalidade, o clube desmontou a equipe profissional que garantiu o acesso à primeira divisão do Brasileiro feminino e manteve um time amador apenas para cumprir a obrigatoriedade da Conmebol e CBF.
Mesmo sem ter um orçamento relevante destinado ao futebol feminino, o presidente segue “atacando” a equipe das mulheres como um “empecilho” na sua gestão em meio a tantos problemas acumulados, segundo ele, pelas administrações que o antecederam. E, nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio Sociedade, Carneiro mais uma vez demonstrou seu desrespeito ao time feminino..
“O Vitória tem um problema muito mais grave do que esse, que é conseguir equacionar esse saco de problemas que nós herdamos e que ainda tenho que ouvir gente preocupada com o futebol feminino. Você vai dizer ‘Paulo, você não se preocupa com o futebol feminino?’. Sim, eu me preocupo com as prioridades do clube. O clube tem prioridades monstruosas, criminosas para absorver e as pessoas estão preocupadas com o que é que o Vitória fez com os R$ 120 mil do futebol feminino”, afirmou.
De acordo com o presidente, o dinheiro destinado pela CBF aos clubes da primeira e segunda divisão do futebol feminino para manter os salários das jogadoras durante a pandemia foi dado ao clube, e é o clube que vai determinar o que será feito com ele. “Eu quero dizer que os R$ 120 mil foram dados ao Vitória, sabe? O presidente do Vitória faz do dinheiro o que ele quiser e assume suas responsabilidades pelos seus atos perante o Conselho Fiscal, está aí o balanço publicado. Nós sabemos o que é melhor para o Vitória.”.
O presidente do Vitória, infelizmente, não está totalmente “errado”. O dinheiro da CBF foi dado aos clubes sem exigência de nenhuma contrapartida e sem a especificação no recibo de que a verba teria que ser usada para o futebol feminino. Por não ter criado um mecanismo de fiscalização que garantisse que o dinheiro chegaria às atletas, a confederação não tem como penalizar as equipes por não fazerem isso. O que a CBF tem feito é denunciar os casos no comitê de ética – o que já foi feito após a declaração de Paulo Carneiro.
Segundo apurou a reportagem, houve um contato do clube com as jogadoras para pegar as informações de contas bancárias delas e fazer o pagamento da verba destinada pela CBF. No entanto, nenhum valor foi pago até agora.
Entre desejo e prudência, a dúvida sobre a volta dos torcedores aos estádios continua
Isto É

A ideia de permitir que os espectadores retornem aos estádios de futebol já está instalada nos grandes campeonatos europeus para tentar virar a página o mais rápido possível da triste situação atual, com os portões fechados. Mas a prudência deverá comandar a luta contra o coronavírus.
“Sonho em poder ver as pessoas nos estádios, mais do que esses tristes torcedores de papelão. Mas temos responsabilidades e devemos ser o mais cautelosos possível”, resumiu recentemente Carlo Sibilia, secretário de Estado do Interior da Itália.
Na Itália, assim como na Alemanha e na Espanha, o futebol recomeçou em estádios vazios, com algumas equipes tentando compensar a ausência de torcedores com avatares de papelão, mensagens de apoio ou cantos pré-gravados.
Esses artifícios têm gerado “um forte sentimento de rejeição” na Alemanha, diz Ronan Evain, diretor-geral da rede Football Supporters Europe (FSE), com sede em Hamburgo.
“Se é necessário jogar com portões fechados, o fazemos, mas não vamos colocar um remendo para esquecer que estamos em uma crise sanitária”, acrescentou.
As arquibancadas já foram abertas para torcedores na Sérvia, atraindo multidões, e na Nova Zelândia, país que registrou apenas 22 mortos pela pandemia e que neste fim de semana encheu seus estádios com até 43.000 pessoas (Auckland) para acompanhar as partidas de rugby.
Mas na Europa os grandes campeonatos se mostram prudentes e pacientes.
Em um email enviado aos clubes e divulgado pela revista Kicker, a Liga Alemã (DFL) prevê que os espectadores deverão retornar já na próxima temporada.
Mas “autorizar o retorno passo a passo dos espectadores” já está em discussão, disse o diretor Christian Seifert, pedindo aos clubes “que não citem publicamente nenhum número ou data sem que haja certezas”.
– Diferença entre regiões –
Na Espanha, onde o campeonato recomeçou há alguns dias, a Liga e alguns clubes – como Las Palmas (2ª divisão) e Celta (1ª), de duas regiões pouco afetadas pelo vírus – pressionaram pelo retorno do público antes do final de junho.
“Após dez ou quinze dias de competição, nos sentaremos com o governo para solicitar que o público possa voltar aos estádios”, disse o presidente da Liga, Javier Tebas, no dia da retomada.
Será “um sinal de retorno a essa ‘normalidade anormal’”, acrescentou.
Por enquanto, as autoridades manterão os portões fechados até que todas as regiões da Espanha estejam no mesmo nível de desconfinamento. “As condições de jogo devem ser as mesmas em todos os estádios”, disse o ministro da Saúde, Salvador Illa.
Na Itália, outro dos países mais afetados pela pandemia, o que se ouve é um pouco diferente.
“Em regiões onde o número de casos novos é zero há vários dias, podemos começar a refletir sobre uma reabertura progressiva dos estádios com um número limitado de espectadores”, disse Walter Ricciardi, conselheiro do governo e ex-presidente do Instituto Superior da Saúde.
Com o futebol retomado desde a última sexta-feira, com as semifinais da Copa da Itália, não está prevista a presença do público nas arquibancadas antes de “agosto ou início de setembro”, acrescentou Sibilia.
“Imagine 10.000 pessoas que precisam passar pelas entradas do Estádio San Paolo (Napoli), seria um pouco complicado. Isso não significa que não falemos sobre isso, mas é necessária a segurança absoluta”, continuou o Secretário de Estado do Interior, ciente de que “o futebol vale menos sem torcedores e paixão”.








