:: 16/jun/2020 . 18:35
Relatório de comissão da Alerj recomendará que concessão do Maracanã a Flamengo e Fluminense não seja renovada
Globo Esportes

O relatório da Comissão Especial de Esportes Olímpicos e de Alto Rendimento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) recomendará que a concessão do Maracanã para Flamengo e Fluminense não seja renovada. O presidente da comissão, deputado Rodrigo Amorim, recebeu o texto do relator, Alexandre Knoploch, na manhã desta terça-feira, dia em que o Maracanã completa 70 anos.
Knoploch, que trata como responsável pela gestão o “consórcio atual” formado por Flamengo e Fluminense, diz que “são evidentes os indícios de transgressão e sonegação fiscal”. Os deputados chegaram a fazer vistorias no estádio antes da suspensão das atividades por conta da pandemia. O relatório deve ser votado até o fim do mês pela comissão e, uma vez aprovado, será encaminhado ao governo estadual e Ministério Público.
– A recomendação é de não renovar, já que são evidentes os indícios de transgressão e sonegação fiscal, e ainda falta de investimentos na infraestrutura. Neste dia tão emblemático do aniversário deste símbolo do Rio de Janeiro e do Brasil precisamos atuar com muita responsabilidade. O Maracanã é nosso, nosso patrimônio – disse Knoploch.
O relator reconheceu que “consórcio atual” teve um papel relevante, mas ressaltou que há problemas:
– O consórcio atual teve um papel importante para a reabertura do estádio. Mas deixa a desejar e muito em vários aspectos, como as sonegações fiscais, a péssima prestação de serviços – cadeiras quebradas e estruturas – e para finalizar o preço abusivo dos ingressos criando uma casta de pessoas que têm direito a ver os jogos.
Amorim explicou que o relatório agora será encaminhado para os outros deputados da comissão. Segundo o deputado, a tendência é de que a votação ocorra até o fim deste mês.
– É preciso atuar de forma rápida e assertiva para que o estádio tenha logo uma gestão proativa e transparente.
A reportagem tentou contato com Flamengo e Fluminense, que fazem a gestão do Maracanã, mas até o momento da publicação não houve retorno.
Conversa entre Globo e Flamengo emperra e volta do Carioca pode não ser exibida
Ogol

A novela em relação à negociação do Flamengo com a TV Globo pelos direitos de transmissão do Campeonato Carioca parece estar longe do fim. Com retorno aos gramados previsto para a próxima quinta-feira, contra o Bangu, o Rubro-Negro recebeu uma nova proposta da emissora carioca, mas novamente não se deu por satisfeito.
O maior impasse na negociação está relacionado à Fla TV . O Flamengo deseja transmitir os jogos através de seu canal no Youtube, assim como foi feito na última partida antes da quarentena, contra a Portuguesa, quando o clube fez um “acordo de cavalheiros” com a emissora. A Globo , no entanto, não se anima com a ideia. No jogo contra a Lusa, a Fla TV chegou a ter pico de 1 milhão de espectadores, enquanto a emissora ficou na casa dos 200 mil.
Por conta do impasse, existe a chance de que a partida contra o Bangu, na próxima quinta-feira, no Maracanã, e as próximas da equipe carioca, não sejam acompanhadas pelos torcedores, já que os jogos serão com portões fechados e não devem contar com a transmissão de TV.
O Campeonato Carioca está de volta, e a pressa derrotou a vida
Lance

Absurdo. Não existe outro adjetivo para classificar o desfecho da arbitral da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), que autorizou o retorno do Campeonato Carioca já a partir da próxima quinta-feira (18), com Flamengo e Bangu em campo por uma irrelevante rodada da Taça Rio.
Tudo com aval do governo estadual, que já havia liberado competições esportivas no Rio mesmo com os números de casos e de mortes por Covid-19 crescendo de forma assustadora (ainda que de forma previsível) no País.
A pressão de Flamengo e Vasco superou o bom senso de Fluminense e Botafogo, que são contrários à volta e devem ir à Justiça para reverter a decisão. Ainda que se fale no cumprimento de todas as normas de saúde, o Rio como um todo está inserido num quadro ainda incontrolável da doença. E mesmo sem público, as partidas colocaram em risco atletas, comissão técnicas e dezenas de outros profissionais que estarão lá por um simples capricho de alguns clubes que se mostram mais preocupados em estancar a queda de receitas.
A bola vai voltar a rolar no Brasil, o epicentro hoje de uma pandemia muito longe do seu fim. Uma decisão sem fundamento, tão constrangedora quando desumana. A pressa derrotou a vida.
Prefeitura autoriza e Campeonato Carioca deve voltar nesta quinta
Terra

Nesta terça-feira o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou a segunda fase de flexibilização da quarentena na cidade. Entre as mudanças, as competições esportivas estão liberadas a partir desta quarta-feira. Com isso, o Campeonato Carioca pode ser retomado já nesta quinta-feira.
Em reunião que durou mais de oito horas, a Ferj estipulou, com apoio da maioria dos clubes, que o estadual deve voltar a partir do dia 20 de junho, neste sábado. Entretanto, a Federação abriu a possibilidade para que times que se sentissem à vontade, retornassem até dois dias antes. Sendo assim, Flamengo e Bangu estariam dispostos a se enfrentarem já nesta quinta-feira.
Mais uma reunião, agora envolvendo a prefeitura, deve ocorrer nesta quarta-feira para selar o acordo e definir uma data para o retorno do Campeonato Carioca. Com toda esta situação, Botafogo e Fluminense se mantém contrários à volta e garantem que vão entrar na justiça para que o torneio não seja disputado enquanto a situação da pandemia não esteja controlada. Até esta terça, o Estado do Rio de Janeiro registra 79.572 casos e 7.672 mortes por covid-19.
Quanto a este impasse, a Ferj entende que todos os clubes podem voltar a jogar, mas não serão obrigados a tal, o que faria com que algumas partidas só ocorressem em julho. A reunião tem como objetivo definir como agir diante das desavenças entre os clubes.
Clubes insistem em contratar sem dinheiro. A FIFA está de olho
Uol

Ainda surpreende com o futebol brasileiro. Clubes endividados e pedindo socorro em PLs irresponsáveis, falando em contratações em um momento de uma crise que ninguém sabe até onde vai. O agravante, da já séria situação, é que eles sequer enxergam os sinais que o futebol tem mostrado. Isso custará caro
Corinthians, Santos, Vasco, Sport, Atlético, Vasco… são muitos os clubes que correm risco de sofrer uma punição esportiva por desequilíbrio financeiro. É só olhar os exemplos de Cruzeiro e Manchester City.
O clube mineiro e o inglês são casos às avessas de uma mesma realidade. O City inflacionou receitas para justificar investimento pesado no futebol. O Cruzeiro contratou sem poder pagar. E o movimento esportivo, enfim, começou a punir. E ele pune por dois motivos.
Primeiro, pela necessidade básica de garantir a estabilidade dos contratos, a segurança jurídica. No Direito chamado de “pacta sunt servanda”, a força obrigatória dos acordos. Segundo, para proteger um dos princípios mais caros ao esporte, a paridade de armas, o equilíbrio entre os participantes.
Tanto City quanto Cruzeiro praticaram aquilo que no esporte pode ser definido como “doping financeiro”. Um inflacionando uma receita para poder gastar mais, e outro gastando o que não tinha. Os dois contratando e investindo no futebol de maneira contrária às regras, e ganhando desportivamente com isso. Isso afeta o equilíbrio esportivo, e prejudica aquele time que cumpre as regras estabelecidas.
Salvador pode ser sede única da Copa do Nordeste; Fortaleza e Recife estão na briga
Bahia Notícias

Salvador pode ser a sede única da Copa do Nordeste, segundo apuração do Bahia Notícias. O martelo será batido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No fim da manhã desta terça (16), a Liga do Nordeste definiu por retomar a competição com os jogos em apenas uma cidade.
O BN apurou que Salvador reúne os melhores critérios estabelecidos pela CBF. Fortaleza também aparece bem, enquanto Recife é considerado um “plano C”. Vale lembrar que a capital baiana foi uma das sedes da Copa América no ano passado.
A entidade que controla o futebol nacional analisa vários aspectos como a malha aérea, rodoviária, leitos de hotel, praças esportivas e estruturas nas cidades próximas de cada capital. Os casos de coronavírus em cada local também estão em pauta.
Caso Salvador seja escolhida, Feira de Santana poderá servir de suporte para abrigar jogos secundários no Joia da Princesa e Arena Cajueiro.
Na capital, três estádios estarão à disposição: Barradão, Pituaçu e Arena Fonte Nova. Esse último tem um hospital de campanha montado pelo governo do Estado na área dos camarotes. O BN apurou que a administração da praça esportiva não vê problema na realização de partidas, já que não haverá torcida e o número de pessoas presentes no evento será bem reduzida.
A Copa do Nordeste foi suspensa em março por conta da pandemia do coronavírus.
Bayern de Munique conquista 8º título consecutivo da Bundesliga
Isto É

O Bayern de Munique conquistou nesta terça-feira (16) seu oitavo título alemão Campeonato Alemão, o primeiro troféu entregue entre as grandes ligas europeias desde que o futebol foi retomado no continente em meio à pandemia do coronavírus.
O clube bávaro, que somou o 30ª troféu do Campeonato Alemão de sua história, derrotou o Werder Bremen por 1 a 0 graças ao gol do artilheiro polonês Robert Lewandowski (43?).
Com a vitória, o Bayern abriu 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado Borussia Dortmund, que não pode mais alcançar o líder já que tem somente três jogos a disputar até o fim da temporada, um deles nesta quarta-feira (17) contra o Mainz, pela 32ª rodada da Bundesliga.
Como será o ‘novo futebol brasileiro’ pós-pandemia?
Terra

A partir de julho, a bola deve voltar a rolar nos campos do futebol brasileiro e o desafio será entender e aceitar que máscaras, álcool em gel e luvas (além das de goleiro) serão tão corriqueiros quanto os gols, a bola e os árbitros. Afinal de contas, estamos muito distantes de afastar o novo coronavírus do País. A dúvida é saber se estamos preparados e como será o “novo futebol” que deve se perpetuar por um longo tempo, talvez anos.
O Estadão ouviu médicos e psicólogo do esporte para entender o que será do futebol daqui em diante. Dois pontos foram unânimes: a necessidade de uma reorganização para a realização de jogos com torcedores e também o fato de ser preciso ter muita paciência para voltarmos ao que era “antigamente”, até o surgimento do novo coronavírus.
Assim como se faz necessário em nosso dia a dia, usar máscara se tornará algo comum no esporte, apesar das restrições durante os jogos. “A retomada deve ser lenta e graduada. Treinos com grupos menores e o ideal seria que os atletas usassem máscara até mesmo durante os jogos, mas sabemos que isso é muito difícil”, disse o infectologista Jean Gorinchteyn, que trabalha no hospital Emílio Ribas e no hospital Albert Einstein. “Além da troca constantes, porque a máscara ficaria úmida muito rápido, isso poderia impactar no rendimento do atleta, quanto a sua respiração”, completou.
Divididas, carrinhos e até comemoração de gols serão inevitáveis o contato. Eliseu Alves Waldman, epidemiologista e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, destaca a importância dos clubes saberem que quais atletas já foram contaminados. Embora não há 100% de certeza de que estão imunes, quem já contraiu a covid-19 possui anticorpos contra a doença, pelo menos por enquanto. “A primeira coisa para voltar o futebol é conhecer a situação da equipe. Quem está imune e quem deverá ser monitorado constantemente”, explicou o médico, que destacou. “Mas isso há custos”.
Os desencontros de informações e até as fake news são pontos que ajudam a criar a preocupação e o clima de terror entre os jogadores. “Enquanto não tiver uma organização, o futebol vai abrir um leque de incertezas em todos os envolvidos. Com o tempo, as pessoas vão começando a relaxar e voltam ao que era antes. É preciso uma normativa para auxiliar e preparar atletas e clubes para a volta”, alertou Luiz Eduardo D’Almeida Manfrinati, psicólogo do Sindicato dos Atletas de São Paulo. :: LEIA MAIS »
Estádio do Maracanã, templo do futebol, completa 70 anos
Isto É

Maior palco do futebol brasileiro, o estádio do Maracanã completa nesta terça-feira 70 anos. Comparado ao Coliseu de Roma pelo ex-presidente da Fifa Jules Rimet e chamado de Templo do Futebol por muitos torcedores, o Estádio Mário Filho passou por inúmeras transformações ao longo de sete décadas de história e, sem receber jogos, hoje abriga um hospital de campanha para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus.
Quando foi inaugurado, no dia 16 de junho de 1950, o estádio era o maior do mundo e tinha capacidade para receber 200 mil pessoas, quase 10% da população do Rio, segundo censo da época. A última grande reforma no Maracanã foi concluída em 2013, custou aos cofres públicos mais de R$ 1 bilhão e reduziu a sua capacidade máxima para 78 mil torcedores. O recorde de público é de 199 mil espectadores, registrado na final da Copa do Mundo de 1950. Hoje, o estádio não aparece nem entre os 20 do mundo em capacidades de público.
O Maracanã foi construído justamente por causa do Mundial de 1950. O Brasil foi escolhido em 1946 para ser sede da Copa de 1949, mas, em 1947, a Fifa adiou o torneio em um ano para que as seleções da Europa pudessem se reestruturar após a Segunda Guerra Mundial.
Apesar dos 12 meses a mais para entregar os estádios, o Brasil teve problemas na preparação do evento. A Presidência da República chegou a montar a “Comissão de Estádios”, mesmo assim nenhum ficou pronto com antecedência. Nem mesmo o gigante Maracanã. :: LEIA MAIS »
Após Ferj marcar jogos do Carioca, Fluminense e Botafogo decidem entrar na Justiça para não jogar
Globo Esportes

Depois de a Ferj definir as datas de retorno do Campeonato Carioca, os presidentes de Fluminense, e Botafogo, Mário Bittencourt e Nelson Mufarrej, respectivamente, em contato com a reportagem do GloboEsporte.com, anunciaram que vão tomar medidas para evitar que seus clubes saiam prejudicados.
O Fluminense já anunciou que vai para a Justiça para buscar o direito de não jogar. O Alvinegro deve seguir o mesmo rumo. A dupla ainda não voltou a treinar presencialmente desde o início da pandemia do coronavírus, mas tiveram jogos definidos para o dia 22. A segunda partida, respeitando período de descanso idêntico ao dos outros clubes, seria dia 26.
A Ferj ainda espera chegar a consenso na continuação desta reunião, às 20h desta terça-feira. É possível até que a data das partidas dos dois clubes seja revista.
Se Botafogo e Fluminense não entrarem em campo com os jogos marcados, a dupla corre o risco também de a atitude ser considerada como abandono do torneio. Nesse caso, o regulamento geral de competições da Ferj em 2020 prevê severas punições. O artigo 9º §2º diz:
“A associação que pelo descumprimento do disposto no caput, desistir ou abandonar o campeonato estadual da categoria de profissionais será penalizada com multa e rebaixamento para a categoria, divisão ou série imediatamente inferior, no ano seguinte, em se tratando das Séries A e B, ou ficará impedida de participar no ano seguinte, em se tratando de associações da Série C”.








